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Acho que, para um filme tão controlado e tão bem dirigido, que preza tanto pelo tom e pelo roteiro, aquele último conflito foi introduzido de uma maneira um tanto quanto "shock value". Foi a única coisa que me impediu de dar uma nota 5, sinceramente. Talvez eu veja de forma diferente daqui alguns anos, e poderia inserir outras críticas aqui mas de maneira geral o filme é de muito bom gosto.
Já faz algumas semanas que assisti, mas as polêmicas sobre o filme já eram de conhecimento público então aguardei um pouco para comentar e ver como o filme se assentava na memória. O que posso dizer é que é um filme fascinante, um exercício de soberba na produção que visa estilo acima de substância (e eu realmente achei que The Substance pecou pelo mesmo erro, diga-se de passagem), e que acredita que "experimental" justifica tudo. Eu acho que as pessoas envolvidas realmente queriam trazer algo divertido, tocante, mas não tinham o molho pra fazer isso acontecer. Existem filmes menos bem intencionados que isso, então entre o crime de ser ofensivo e ser entediante, Emília Pérez peca mais pelo último.
Fazer um filme sobre o Bob Dylan deve ser difícil. Não só pelo trabalho (exímio) do Timothée de reproduzir os maneirismos e a voz, mas de maneira geral é uma narrativa sem muita textura, né? Por isso o filme estende bastante as cenas das músicas, com uma fidelidade incrível a fotografias de época, relatos e detalhes. Muito legal, muito bacana, mas a verdade é que a história dele não é muito interessante talvez. Completamente okay.