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Data de lançamento
23 Maio 1962Duração
A incansável tarefa de Anne Sullivan (Anne Bancroft), uma professora, ao tentar fazer com que Helen Keller (Patty Duke), uma garota cega, surda e muda, se adapte e entenda (pelo menos em parte) as coisas que a cercam. Para isto entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram, sem nunca terem lhe ensinado algo nem lhe tratado como qualquer criança.
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IMPRIMATUR - visto no DVD em 2013:
Esse, assim como “O Enigma de Kaspar Hauser”, são pratos cheios para o campo da psicologia porque talvez, por meio deles, até dê para buscar elementos que possam explicar como funcionaria a cabeça de pais e filhos (os homens) da nossa atual sociedade...
De forma geral, a Psicologia é uma área entendida por muitos como relativista. Sendo assim, dou crédito aos condicionantes que são impostos aos personagens do filme como um meio eficaz para defesa do seu ponto de vista. Como um filme da década de 60, ele possui toda a ingenuidade narrativa que o cinema manteve até a chegada dos anos 70, e não cito isso como algo ruim desde que o objetivo tenha sido alcançado. Por isso, que aqui a história se desenvolve de maneira bem tendenciosa, mas em nome de seu propósito se torna algo bem justificável.
AVALIAÇÃO EM NOTA: 7.7
Não entendi o motivo da Anne ser representada como alguém com transtornos mentais descontrolados, como se ela tivesse qualquer outra coisa menos ser pcd.
Uma história de superação que abdica do melodrama em favor das atuações poderosas de Anne Bancroft e Patty Duke que, na pele de Anne Sullivan e Helen Keller, respectivamente, travam uma verdadeira guerra em tela nos envolvendo em momentos de exaustão e encantamento.
Apesar de todo o restante não ter a mesma qualidade, "The Miracle Worker" atesta alguma das melhores interpretações femininas no cinema. Definitivamente um filme obrigatório quando se fala em atuação.
Há muitos anos eu procurava, O Milagre de Anne Sullivan, sem sucesso, era muito difícil de achá-lo a mão ser o ver comprando o DVD. Mas até que enfim consegui achá-lo disponível no UNITV TV. E que filme belo, hein! Que interpretações maravilhosas! Atuações estas que foram indicadas e ganhas no Oscar, desbancando até mesmo divas classudas do cinema como Bete Davis e Joan Crawford. Mas Anne Bancroft estava mesmo incrível em sua interpretação. Digo o mesmo para a novata Paty Duke, também premiada como atriz coadjuvante muito pertinentemente. As duas possuem uma química e sintonia incrível em cena. Aquela longa e extensa cena a qual a personagem de Bancroft quer que a menina coma de garfo é excelente. Imagino o tempo de ensaio, as marcações que deve ter demorado, tudo inclusive, sem jogos de edição,sem cortes na íntegra. Bancroft é convidada a ir a uma casa no interior americano tratar de uma criança ega e surda e confronta-se com suas própria lembranças amargas e sua limitação. O filme também serve de estudo sobre deficiências e limitações que muitas vezes as famílias as condenam. Ótimas interpretações oscarizadas! Bela direção de Arthur Penn! É um final lindo e poético! Minha irmã chegou assistindo comigo!
Que química perfeita!
Não foi a toa que mereceram o Oscar!