Últimas opiniões enviadas
Não entendi a comoção. O humor é muito básico, o drama é muito raso. O filme é muito longo e barulhento, é cansativo ir até o fim. O único momento comedido é o final, mas eu já estava tão exausto que eu nem consegui sentir nada.
Se não fosse um filme americano, não teria impacto nenhum.
Eu ri tanto quando todo mundo sai correndo da casa um atrás do outro KKKKKKKKKKKKKK
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
obr!!
obrigado :)
“Matthias & Maxime” é um filme marcado pela tensão do não dito, onde os sentimentos fervilham sob a superfície, mas raramente encontram voz. É uma obra que se move com delicadeza entre olhares, silêncios e gestos contidos como se cada personagem estivesse tentando manter intacto um acordo de masculinidade: o pacto de não nomear o afeto, de sufocar o desejo, de seguir em frente como se nada tivesse acontecido e ainda fazer piada de tudo isso.
As cores desempenham um papel crucial nesse jogo de contenção emocional. O azul e o vermelho surgem como códigos visuais de estados internos em conflito. O azul, frio, silencioso, introspectivo, permeia o cotidiano e a confusão emocional de Matthias, que tenta manter a compostura e o controle. O vermelho, em contraste, explode em momentos de intensidade afetiva e desejo uma cor que invade o filme em instantes pontuais, como se rompesse a mordaça emocional dos personagens.
Dolan constrói, com sensibilidade, um retrato de uma amizade colocada à prova pelo toque de um beijo, mas o conflito não está no gesto em si, está no que ele desvela. Há uma tensão constante entre o que poderia ser dito e o que precisa ser calado para manter a uniformidade. Nesse sentido, o filme é sobre o espaço entre as palavras, sobre os ruídos na comunicação entre homens ensinados a não se expressar. Esse é o grande acerto (e desconforto) do filme: reconhecer que, entre homens, muitas vezes, a intimidade é empurrada para os bastidores. Que há dores e desejos que não encontram lugar, que a linguagem da amizade masculina costuma ser feita de códigos, ausências e gestos pela metade.