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Esse filme merece exatamente os 2,5 de média que recebeu aqui no Filmow. A construção dele é apenas "ok", não surpreende ou inova em nada, mas sustenta um slasher genérico que entretem e dá acenos pontuais ao primeiro filme, como as menções aos personagens antigos. Todos os novos personagens são água de chuchu com exceção da Danica, que só não é uma patricinha básica porque a atriz tem o carisma que o resto do elenco não teve e carregou o filme nas costas. O terceiro ato é uma porcaria, uma completa nojeira sem noção. Tão, mas tão mal feito que parece que nem teve roteirista por trás. As motivações dos assassinos são uma merda, assim como as revelações que não tiveram nenhum impacto. O confronto final super rápido e sem graça... a pior parte é terem trazido os personagens originais para algo tão medíocre. Não, espera. Medíocre é uma palavra gentil demais para se referir a esse filme. Cara, a Julie NÃO FEZ NADA nesse filme, NA-DA. Wtf?? E o Ray ocupar o papel que ele ocupou aqui a troco de um confronto tão mixuruca e uma história que mal saiu do esboço? Que tristeza. Era melhor ter deixado essa franquia morta mesmo. Nunca será Pânico, beijos.
Gostei consideravelmente do filme. Como um fã de longa data da franquia, a direção do Kevin Williamson me cativou muito. O Kevin é o responsável por momentos grandiosos de Pânico ao lado de Wes Craven. Por anos, Kevin idealizou as cenas e ideias que Wes transformou em realidade. Existe algo muito simbólico e certo sobre Williamson assumir a direção e agora poder mostrar o que ele tem carregado consigo durante tanto tempo. Há múltiplos momentos em Pânico 7 que me transportaram de volta para os anos 90/2000, como se eu estivesse assistindo a trilogia original. Isso acontece por conta do carinho que existe na direção e no cuidado investido por Kevin. Nós estamos assistindo um filme Pânico em sua essência, vislumbrando imagens extraídas da matrix criativa dessa franquia. E isso eu gostei muito. Cores, enquadramentos, trilha sonora, jumpscares funcionais, assassinatos criativos, timing cômico e timing dramático. Ver a Sidney na posição de protagonista e sendo tratada como uma personagem com camadas novamente depois de mais de 10 anos foi incrível. Sua filha, Tatum, tem muito potencial, sendo muito bem interpretada pela atriz Isabel May. Outro ponto a ser considerado é o quanto essa franquia tem se atualizado, o que faz muito sentido. Pânico sempre foi metalinguística, buscando criticar com bom humor e um pouco de sátira o próprio momento histórico dos filmes de terror e da humanidade. Faz perfeito sentido o uso da IA, que passa perfeitamente a mensagem quando essa tecnologia é usada pelos vilões do filme, para fazer o mal. Para mim, o esquecido livro "Saindo da Escuridão", da Sidney, enfim ter suas implicações foi divertido e hilário. Como muitos, eu tenho problemas com o terceiro ato do filme, realmente curto demais, mas não ruim. Uma conclusão que não se equipara a qualidade da construção, mas que, de forma alguma, invalida a deliciosa jornada que esse filme proporciona. Eu gosto bastante de Pânico 5 e VI, mas digo com respeito uma coisa: eles não tem a essência de Pânico. O novo filme tem. E os fãs da trilogia original que assistirem de coração aberto conseguirão sentir isso. Menção honrosa: cena da morte do teatro e a chegada da Gale, momentos que marcaram a história da franquia.