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Não é um filme excelente, como os episódios 5 e 6, mas também não é horrível, como o 2. Acredito que a ideia inicial do J.J Abrams era de uma releitura total da trilogia clássica, ao se ver o episódio 7, que foi igual o 4. O filme 9 repete o 5 em
ter uma revelação de uma relação entre um protagonista "do bem" com alguém "do mal", como acontece com o Luke, que tem meio que o gene do mal haha e o próprio Ben.
Acho que pro Abrams esse desenvolvimento era pra ter acontecido no 8, e é por isso que é totalmente corrido nesse episódio 9
e repete o 6
na redenção do vilão
Acho que na trilogia pensada pelo Abrams OU 1. o Palpatine não voltaria, seria o Snoke mesmo a tentar corromper a Rey (porque ele não teria morrido), como o Imperador tenta fazer com o Luke, e iria incitá-la a matá-la o Kylo, como o Imperador fez com o Luke (2) (pra repetir a estrutura da trilogia original, como eu disse) OU 2. o Palpatine voltaria mesmo pra ser esse plot.
Quanto à ascendência da Rey, talvez o Abrams tenha quisto isso que aconteceu no 9 desde o início - para mim, ele falou para o Rian Johnson que
a Rey tinha o "bem e o mal" dentro de si, como o Luke tinha, e pode ser que a forma que isso se daria seria, de fato, ela ser uma Palpatine
Bem, então o jeito que o Abrams encontrou de voltar à ideia original foi esse, o que deixou o filme totalmente corrido e com visíveis inconsistências com o episódio anterior. É muito evidente que o 8 é "apagado", sendo a única coisa mantida a
relação Kylo Ren-Rey, que de fato eu acho muito interessante. Também acho que o desenvolvimento romântico que muitos reclamaram já estava previsto, só que é meio insatisfatório ter criado aquela paixão platônica do Finn, essa sim achei desnecessária e nem foi desenvolvida
Em suma, o filme é bastante apressado porque tenta compactar dois episódios em um, originalmente pensados pelo J.J Abrams, mas que foram subvertidos no 8.
Algo que achei que ficou ruim foi
a aparição de personagens mortas, tipo, okay, talvez não era pra ser assim, mas aí isso meio que relativiza tais mortes. Além disso, não é nada explicada a volta do Imperador, o plano dele é meio estranho por ter sido pouco desenvolvida a possibilidade/o meio dessa coisa de "agora todos os Sith vivem em mim"..
É um filme bom, pouco inovador - mais seguro, já que foi isso que os fãs pediram. Quem gostou do 8 (eu gostei) talvez fique um pouco decepcionado, porque o fechamento definitivamente não foi feito para ele. Eu não me desapontei tanto porque não tinha altas expectativas, então ta tudo okay haha.
Vi comentários de algumas pessoas dizendo que foi "superestimado" só porque "demorou doze anos para ser feito". Primeiro: não, é um ótimo filme, é um filme que conta uma história aparentemente simples - e é justamente esse o seu diferencial. Em uma era que a indústria de Hollywood vive uma certa decadência - é só ver pela quantidade enorme de reboots, remakes e da importação de outras mídias como jogos e HQ's para as telas do cinema, sempre com uma quantidade enorme de efeitos especiais para preencher roteiros vazios, esse filme que nos faz "voltar" para a realidade, em detrimento do que é ofertado.
Além disso, os "doze anos" apenas demonstram a preocupação com uma arte que parece não ser mais tratada como tal, que é o cinema. Em uma mídia em que tudo foi banalizado, cada um envolvido nesse projeto demonstra o zelo e cuidado para com o cinema. Boyhood nos proporciona uma experiência no cinema há muito perdida. Ele nos afasta de tudo que é apenas para "distrair", ainda que seja apenas um filme, nos transporta, ou ao menos parece nos transportar, para uma vida. Tudo ali é verossímil, nos reconecta com uma simplória história de pessoas simples, e, através disso, nos reconecta com nós mesmos.
Boyhood mostra uma vida humana. Mas é, acima de tudo, uma proposta de nos reconectarmos com nossa humanidade, através das coisas mais simples. Então não, não acho que tenha sido superestimado.
é uma sequência desnecessária, mas nao exatamente ruim. eu não gosto de musicais, mas fui sem preconceitos por ter gostado muito do primeiro filme. apesar de achar que poderia ter umas 3 ou 4 músicas a menos (especialmente as duas finais) ou takes mais curtos, eu achei que a maioria dos atos musicais fizeram sentido com o desenvolvimento da história.
eu entendi que o diretor quis fazer uma crítica à violência do sistema prisional e tbm ao tratamento de pessoas com problemas mentais (ponto que já havia sido trabalhado no filme anterior), mas tbm uma crítica à resposta a essa violência. a violência sistemática nao deve ser combatida com desobediência civil, porque isso só retroalimentaria o problema. o musical faz sentido nao só pra mostrar o delírio, mas tbm pra criticar que tudo vira um espetáculo. ou talvez nao tudo, mas a loucura e a violência. e nao é assim mesmo?
e por que, então, menos músicas ou mais curtas? porque as boas ideias E a Harley acabaram nao sendo bem desenvolvidas. a Gaga tá lá pra cantar, basicamente. atuou bem, mas nao foi exigido muito dela, também. o Phoenix sustenta a atuação, mesmo que nao tenha sido tao espetacular quanto a de 2019.
aí ficaram umas perguntas em aberto, tipo:
qual é a motivação da personagem? ela é doida tbm? ou ela só queria “estar num show”
eu estava achando um filme okay ATÉ O FINAL. eu entendi aquele final como
1. a demonstração de que a glorificação da loucura e/ou violência apenas gera mais loucura e violência e 2. o Arthur nao era Coringa, era um homem emasculado, castrado e abusado pela mae, depois manipulado/usado pela Harley, então nao poderia ser símbolo de coisa alguma, no fim das contas. ele é patético, nao um ídolo.
bom, talvez todos os ídolos sejam patéticos - essa é uma outra camada de interpretação.
de toda forma, foi BEM decepcionante aquele fim. eu achei que o Arthur ia se “consagrar” como Coringa
batendo na Harley, arrastando ela, aproveitando a fuga e foda-se