Soldado Platonico
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Últimas opiniões enviadas

Soldado Platonico
2 meses atrás

Vim aqui dizer que me amarrei no episódio 3. Parecia uma série sobre uma mulher lidando com diversos percalços em sua primeira semana em um emprego novo. Mas achei tudo meio corrido. A maneira como os problemas foram se amontoando dá a impressão de que aconteceram em um curto espaço de tempo.

Soldado Platonico
½
2 meses atrás

Terminei as quatro temporadas, foi satisfatório rever a série que mais marcou minha adolescência. Se eu pudesse resumir a experiência de revê-la, diria: "Everwood continua funcionando, não porque seja impecável, mas porque o coração da série permanece."

A história acompanha um pai e marido medíocre buscando cumprir uma promessa feita à sua falecida esposa, enquanto tenta insistentemente, com todo carisma e humor possível, construir uma ponte entre ele e o filho rebelde (não sem causa).

Embora existam discussões sérias sobre temas controversos, a primeira temporada tem um clima de "Conto de Fadas", com direito a narração de abertura. E pensando no que escreveu J. R. R. Tolkien, em seu ensaio "Sobre Histórias de Fadas", um conto de fadas não é, essencialmente, sobre seres diminutos (ou elfos e anões). É sobre a existência de um mundo secundário. Para a família Brown, esse mundo secundário se chama Everwood — e guardado as devidas proporções — um mundo cuja lógica transforma a percepção do protagonista.

Um exemplo dos elementos fantásticos são as primeiras histórias, sempre carregadas de um clima folclórico e de pequenas fábulas cotidianas. Como a história do homem que constrói um farol marítimo para a esposa. A história de outro homem que vive isolado numa floresta. O surgimento de um animal silvestre na casa dos Brown, Ephram acredita que exista um habitat ao qual o cervo possa voltar e parte numa jornada para encontrá-lo, construindo assim uma alegoria ao desejo de Ephram de voltar para casa. Ainda temos a "Ponte do Beijo", ilustrada em um belo Conto durante a narrativa de abertura e que resume o argumento central da série: personagens que buscam constantemente construir uma ponte que ligue duas margens opostas, pai e filho, por exemplo.

Todos esses elementos servem para construir um clima quase lúdico sobre essa pequena cidade que, inclusive, tem um clima que muda drasticamente e hábitos que lembram mais uma cidade pré-moderna. Assim como uma aldeia tradicional todos se conhecem, há festivais para comemorar eventos meteorológicos, histórias são transmitidas de forma oral e existe uma memória coletiva. Parte da força inicial de Everwood reside nesse sentimento que estamos diante de uma cidade peculiar, em que seus habitantes formam uma pequena massa homogênea, mas, ao olhar mais de perto, possuem suas particularidades e cada morador ocupa um papel reconhecido.

É claro que esse é um olhar encantado. O coração de Everwood não reside necessariamente em seus elementos fabulares, mas permanece nas relações humanas. Ora entre pai e filho, médico e paciente diante de um dilema irreconciliável, ora entre um coração dividido pelo que foi, pelo que é agora e pelo que ainda pode ser. O elemento mais marcante, porém, reside na capacidade humana de reconstruir vínculos depois que eles parecem irremediavelmente rompidos.

Todos os personagens são profundamente humanos e capazes das atitudes mais sublimes e, ao mesmo tempo, das mais incoerentes, transitando nesse espectro cinza. É justamente essa recusa em idealizá-los que torna a série tão convincente. Eles amam, erram, machucam e tentam reparar seus erros. Podem flertar com outra pessoa enquanto o namorado está em coma, conversar com a esposa morta depois de tê-la negligenciada em vida ou convence alguém a não realizar um aborto enquanto quem convence o prática. São essas contradições, somadas às limitações da natureza humana, que tornam Everwood tão viva e consistente.

Soldado Platonico
3 meses atrás

Protagonistas bebendo álcool enquanto tomam remédios controlados, protagonista masculino com a profundidade de um pires e esse é, provavelmente, o casal com menos química que já vi num dorama. Sem contar que parecem, no máximo, estarem sofrendo de apatia, não necessariamente de depressão.

Foram longas semanas para terminar, porque chegou num momento que somente conseguia ver dez, ou vinte minutos, por dia. De longe o pior dorama que vi até aqui.

  • Filmow 4 dias atrás

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