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Data de lançamento
11 Dez. 2014Duração
Dave Skylark (James Franco) e seu produtor Aaron Rapoport (Seth Rogen) conduzem o popular programa de TV sobre celebridades "Skylark Tonight". Quando descobrem que o ditador norte-coreano Kim Jong-Un é fã do show, eles marcam uma entrevista com ele na tentativa de conseguirem sua aprovação como jornalistas sérios. Mas quando Dave e Aaron se preparam para viajar à Pyongyang, seus planos mudam no momento em que a CIA os recruta, mesmo sendo os homens mais desqualificados possíveis, para assassinar Kim Jong-Un.
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Fecho com os comentários abaixo, tinha tudo pra ser; mas não foi. Quando o Seth Rogen e o personagem sério, tem alguma coisa errada. Nota 6,0.
Já tentei várias vezes dar uma chance ao Seth Rogen, mas simplesmente não funciona. Humor forçado e sem graça.
John Krasinski brilhante interpretando Kim Jong-un
Filme muito divertido e pastelão, acho que as melhores cenas do filme são as caretas do James Franco, é impagável as caretas o malandro. Sinceramente, a melhor atuação de comédia dele.
Achei muito engraçado o John Krasinski como Kim-Jong Hum, o cara manda muito bem no papel, fenomenal.
Dito isso, bem divertido, dá pra dar umas risadas.
Há filmes que nascem pra entreter, e há filmes que quase iniciam uma guerra mundial. A Entrevista é os dois. Uma comédia que começou como piada interna e terminou como debate geopolítico provando que o riso, às vezes, é a arma mais perigosa.
Evan Goldberg e Seth Rogen acreditam que estão fazendo uma sátira sobre poder, manipulação da mídia e idolatria política. Na prática, o filme é uma grande brincadeira de mau gosto que, por acidente, diz coisas muito sérias.
Entre piadas escatológicas e planos de assassinato, o roteiro escorrega entre o absurdo e o comentário social como se South Park tivesse descoberto a política internacional.
O problema (ou o charme) é que o filme nunca decide se quer ser esperto ou só engraçado e talvez resida aí seu poder: rir do mundo como quem sabe que ele já passou do ponto de ser levado a sério.
James Franco é o epítome do narcisismo midiático um apresentador tão vazio e performático que, por instinto, se torna crível. Sua ingenuidade é tão autêntica que quase inspira. Seth Rogen, por outro lado, é a consciência que tenta equilibrar o caos e falha gloriosamente. Mas o verdadeiro show vem de Randall Park como Kim Jong-un um ditador que alterna entre carência afetiva e insanidade nuclear, com um timing cômico digno de tragédia grega. É o tipo de atuação que te faz rir antes de perceber que talvez não devesse.
Visualmente, o filme é o que você teria se o Comédia MTV cobrisse a Guerra Fria. Cores saturadas, câmeras girando, uma explosão de artifício visual a serviço do caos narrativo. A fotografia mistura propaganda pop e delírio norte-coreano com a mesma energia de um clipe que não sabe quando terminar. É uma bagunça mas uma bagunça coerente, porque reflete exatamente o tipo de insanidade que o roteiro propõe.
No fim, A Entrevista é menos sobre política e mais sobre o espelho distorcido da cultura ocidental. É uma comédia sobre vaidade, ignorância e a perigosa crença de que tudo pode virar entretenimento e até uma execução. O filme não muda o mundo, mas o expõe em sua forma mais ridícula: um lugar onde o riso é mais temido que a verdade e talvez seja esse o maior mérito de A Entrevista: fazer a gente rir… e depois se perguntar se devia ter rido mesmo.