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Tanto já se escreveu e falou sobre James Dean (1931-55) que há pouco que ainda se possa acrescentar a sua lenda. Este documentário, feito logo depois de sua morte por diretor então totalmente desconhecido, ficou inédito aqui mas foi até inovador para a época (usando o que os créditos definem como exploração dinâmica de fotografias, nada mais do que a câmera se movendo sobre imagens fixas).
Foi inicialmente concebido como uma cine-biografia convencional (na qual parece que até Elvis manifestou interesse), mas com certeza não traz nenhuma informação que os fãs já não saibam. Só é interessante para checar Robert Altman em começo de carreira (em parceria com o roteirista e produtor George W. George, que nunca mais dirigiu nada).
Retrata Dean como um mito eterno, uma verdadeira lenda, até com certa veneração e idolatria (embora na verdade tudo isso tenha sido fabricado pela máquina publicitária da Warner, que ainda tinha dois filmes inéditos dele quando o ator morreu). Altman se especializaria depois em criticar a sociedade americana, e aqui já se vê o embrião disso na rápida abordagem do conflito entre a personalidade inconformista de Dean em confronto com o status quo.
Mas a falta de depoimentos de nomes mais conhecidos (só usaram parentes, amigos do começo da carreira e atores obscuros) e uma certa pretensão, com muito psicologismo, tornam o resultado datado e pouco informativo.
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Documentário biográfico em preto e branco da Warner Bros. O 1° longa-metragem do diretor/produtor/roteirista Robert Altman (1925-2006), embora ele tenha realizado 10 curtas-metragens anteriormente. Foi o único filme dirigido pelo roteirista/produtor George W. George (1920-2007). O filme foi narrado pelo ator Martin Gabel (1912-1986), que atuou em Horas intermináveis (51), Marnie, confissões de uma ladra (64) e A primeira página (74), dentre outros.
Robert Altman e George W. George (filho de Rube Goldberg) decidiram documentar a vida de James Dean (1931-1955) após descobrirem sua trágica morte em um acidente de carro. O filme foi lançado 2 anos após a morte de Dean. O pai de James Dean se recusou a contribuir para o filme. A sequência de abertura foi criada pelo designer Maurice Binder (1925-1991), que ficou famoso como o homem por trás dos títulos icônicos dos filmes de James Bond. Apresenta um teste de tela inédito de James Dean do filme Juventude transviada (55). Há um outro filme sobre o ator dirigido por Altman: James Dean, o Mito sobrevive (82).
PRÓLOGO: "A presença do personagem principal neste filme foi possível graças ao uso de material cinematográfico existente, gravações de sua voz e por meio de uma nova técnica: a exploração dinâmica da fotografia." "Não há atores neste filme. Todos os personagens são interpretados pelas próprias pessoas."
EPÍLOGO: "A James Dean Memorial Foundation concede bolsas de estudo a jovens talentos em atuação e outras artes para prepará-los para carreiras criativas."
Uma contribuição e um estímulo à uma das grandes lendas do cinema americano. O filme busca respostas prontas, mas Altman já sente o valor dos mistérios humanos. Há entrevistas com a tia e o tio que o criaram, seus avós paternos, um amigo taxista de Nova York e o dono de seu restaurante favorito em Los Angeles.
Longe de ser um dos melhores trabalhos de Robert Altman (até porque estava em início de carreira) e longe de ser um documentário inventivo, o filme fornece pistas para termos uma ideia da complexidade de um personagem real que teve breve passagem na vida,e principalmente nas telas, e dos porquês de se tornado um mito, a personificação do que percebe como "juventude".