Recuperem o Anel! "A INFLUÊNCIA DO ANEL" mostra, de forma bem humorada, a verdadeira fábula de como a fantasia épica de J. R. R. Tolkien O Senhor dos Anéis tem influenciado a cultura pop há mais de 50 anos. Uma história tão poderosa que encanta milhões de fãs (chamados de "ringers") de culturas e épocas diferentes. Produzido em associação com TheOneRing.net e narrado por Dominic Monaghan, astro da trilogia O Senhor dos Anéis, este premiado e revolucionário filme traça o impacto da nova mitologia de Tolkien com efeitos visuais de saltar os olhos, animação e entrevistas francas com pessoas notáveis como Peter Jackson, Elijah Wood, Viggo Mortensen, Ian McKelle, Clive Barker e David Carradine, entre outros, além de uma constelação de "ringers" bastante loucos, e apresentando metaleiros inspirados por Tolkien (Rush) e novas músicas deslumbrantes, "A INFLUÊNCIA DO ANEL" captura de forma brilhante a extensão do fenômeno O Senhor dos Anéis.
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Esse filme não veio para documentar o processo de produção dos filmes de Jackson, muito menos para fazer uma análise complexa da obra de Tolkien ou biografá-lo, ele na verdade tem como intuito narrar a trajetória da obra " O Senhor dos Anéis" na cultura popular, sua influência ( como o título sugere, e eu não tinha percebido) em várias gerações e em como a trilogia de filmes ajudou a reativar a mania pela saga de J.R.R.Tolkien. Mas, afinal de contas, qual o motivo de tanta fascinação?
O filme então tenta mostrar as manifestações da obra em diversos segmentos, como a contracultura e os hippies; as bandas e suas referências musicais; as adaptações de Ralph Bakshi... Tudo com depoimentos mesclados de vários artistas e muitos aficcionados, denominados "ringers". Aliás, falando neles, vou aproveitar para manifestar minha opinião: nunca vi tanta tosquice e exagero, teve vários depoimentos que me deixaram constrangidos- sei que é natural de qualquer fanático de qualquer coisa- , tenho certezza que pessoas mais contidas também ficarão embaraçadas com alguns exageros e vergonhas alheias que irão presenciar por parte dos fãs. Mas essas pessoas em particular apenas não conseguem conter-se da emoção que uma obra pode-lhe causar, elas simplesmente não são providas de auto- controle; ás vezes, ele ajuda para uma melhor apreciação.
Quanto aos depoimentos, tirando as besteiras da maioria dos fãs, gostei bastante da participação de Viggo Mortensen, Ian McKellen e , claro, o próprio Peter Jackson, genial cineasta responsável pela grandiosa adaptação, responsável pelo renascimento do fanatismo à obra de Tolkien. Descarto os comentários de Orlando Bloom- que sempre me irritou- usando aquelas velhas " a história fala de amor, esperança, lealdade.." ele é sempre redundante e se, não fala esas palavras exatamente dessa maneira aqui, é por que já as impregnou nos extras da trilogia contidas nos dvds. No geral, até tudo bem. Os comentários chorosos de alguns fãs também soavam parecido, por sinal.
Ao final do longa é interessante reparar em como algo supostamente "descompromissado" como o livro " O Hobbit", que foi criado pelo autor intimamente a seus filhos, tenha ajudado a desencadear uma trilogia magnifica que se mostraria um fragmento de uma rica nova mitologia; e que essa mitologia- mais especificamente por causa da saga do anel- se infiltraria no imaginário popular, despertando valores já estagnados pelo cinismo, destoando do resto por trazer um espírito sincero de ingenuidade, uma história que parecia mais ser um relato de alguma coisa que realmente existiu, em algum lugar perdido em qualquer fenda do tempo- isso se deve ao tom auforista de Tolkien, sua obsessão por detalhes davam um tom verdadeiro à obra inteira, e isso realmente enraizava na imaginação.
Como o autor Terry Pratchett, menciona em um de seus bons momentos no longa, e eu tento parafrasear aqui: " O gênero de fantasia é bom para os cerébro como uma bicicleta ergométrica é para o corpo: eles não te levam a lugar algum, mas exercitam seus músculos" No caso do primeiro, o cerébro.
tolkienianos se identificam com esse documentário.
Acabei de assistir no Crackle, ótimo documentário.
Um documentário sobre gente real dizendo como eu me sinto em relação a melhor trilogia de filmes e livros dos últimos tempos. Comovente.
Ôpa, esse doc ainda não conheço !