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Data de lançamento
15 Nov. 1985Duração
Depois de alguns anos passados numa ilha, Don Giulio regressa a Roma para uma paróquia da periferia.
Na cidade reencontra a família e os seus antigos amigos. Mas nada é como ele gostaria: Saverio já não quer ver ninguém, Cesare aborrece-o com a sua mania de querer converter-se e Andrea está preso por terrorismo.
A pouco e pouco Don Giulio vai-se isolando e reagindo de forma cada vez mais violenta e intolerante...
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Sensacional! Amei a narrativa e os personagens.
Produção italiana indicada a 3 categorias no Festival de Berlim: Urso de Ouro de melhor filme, vencendo o Prêmio Especial do Juri, o Urso de Prata de melhor diretor, e o Prêmio C.I.C.A.E. Escrito, dirigido e estrelado por Nanni Moretti, esta comédia dramática participou de alguns festivais na Europa. Apesar de algumas boas piadas, o filme decai na amargura do argumento moralista. É uma estória atenciosa e, por alguns momentos, comovente e surpreendente, mas carrega algumas situações irritantes também de lentidão.
Inicialmente, o papel do terrorista seria representado pelo próprio Moretti, como algum tipo de "gêmeo maligno" de Giulio, com a exceção de ter uma barba no caso do terrorista. Então, o papel foi para Vincenzo Salemme.
Um jovem padre, Don Giulio, volta à sua Roma natal após 10 anos confinado numa ilha e reencontra sua família transtornada: o pai trocou a esposa por uma jovem, a mãe em crise acaba se matando, a irmã grávida, Valentina, tenta abortar, etc... O padre assiste impotente à decadência de sua família enquanto doutrina jovens casais.
Aparentemente é uma continuação de Bianca. Se no filme anterior a grande genialidade de Moretti reside no fato de seu personagem refletir o pensamento da igreja católica aqui ele veste a carapuça escancaradamente do objeto de sua crítica. Talvez por isso, seja menos sutil e interessante, mas toda a inoperância e falta de utilidade da figura cristã na vida do homem já é de se aplaudir de pé.
Escandalizado com a genialidade deste filme, com o momento mui oportuno em que ele me chegou: um filme sobre uma crise - tal qual todos os demais filmes moretianos - mas surpreendentemente otimista, diante do cabedal de problemas severos de fé que cerca o protagonista, que é humano, demasiado humano, crente e carente como um de nós...
A despeito de seu protagonismo onipresente, o diretor permite que todos os seus coadjuvantes brilhem, fazendo uso personalístico de uma trilha sonora 'pop' magistral, como a Itália bem soube nos legar ao longo das décadas... Primoroso e genial: assertivo, em suma! (WPC>)
Não é o melhor de Moretti mas ainda assim um bom filme!