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Sinopse
Um policial de uma cidade pequena é acompanhado por um professor de Harvard numa investigação quando os restos mortais de uma prostituta grávida aparecem em uma praia Massachusetts.
Mystery Street de 1950, no Brasil A Noite de 23 de Maio. Bom filme, apesar de ser simples. Porém tem todos os elementos do noir, além de contar com uma femme fatale linda como Jan Sterling. Aquela cena dela descendo a escada é um deleite. É uma pena que ela tenha sido escalada para um papel em que sai de cena tão cedo.
Peter Morales (Ricardo Montalbán) também está bem no seu papel. É um tenente de polícia que raramente se exalta ou muda o tom de voz, apesar de sofrer do mal de quase todos os tiras desses filmes antigos: eles acham uma ou duas pistas e já saem deduzindo tudo, se achando donos da razão e, no processo, fodem com gente inocente só por se deixarem levar por alguns fatos.
Elsa Lanchester também tem uma boa participação, mesmo interpretando uma personagem bem chata e hipócrita. Já Henry Shanway (Marshall Thompson)
é bem burro, né? Poderia ter falado depois com Morales a sós e explicado que estava com a Vivian, mas não quis admitir perto da esposa. Se tivesse feito isso, todos os problemas de ser suspeito teriam sido amenizados e, quem sabe, a relação dele com a mulher não teria sido tão abalada.
E o esqueleto também ficou estranho, completamente sem um pedaço de carne, tecido ou músculo. Parece aquelas refeições de desenho animado em que não sobra um vestígio de carne. Obviamente na época não dava pra fazer muito melhor, mas poderiam ter mostrado menos ou resolvido de outra forma, porque assim ficou bem artificial… até numa pegada que o Chaves faria.
No geral, é um noir simples, mas competente e com bons momentos.
Elementos como drama policial, suspense e intriga, fazem parte deste pouco conhecido thriller noir, dirigido por John Sturges. A premissa deste "A Noite de 23 de Maio", é deveras interessante e cumpre com a boa proposta de prender a atenção do expectador, do inicio ao fim. Destaque para a convincente atuação de Ricardo Montalban e competente elenco de apoio.
Drama policial noir em preto e branco da MGM indicado ao Oscar de melhor história original. Um dos roteiristas foi o diretor Richard Brooks (1912-1992) ao lado de Sydney Boehm (1908-1990). Filmado em Boston e cercanias, o filme foi um precursor de séries de TV que destacam o trabalho de peritos criminais, como CSI: Crime Scene Investigation (2000-2015) e Cold Case (2003-2010).
Embora tenha sido filmado quase inteiramente em Boston e nos arredores, o título final ainda carrega a tradicional tag "Made in Hollywood, USA". O conceito de procedimento forense é comum no século 21, mas era novo quando este filme foi feito. Para completar, o herói foi interpretado por um ator hispânico, Ricardo Montalban (1920-2009), que era uma grande estrela no México, mas que havia sido escalado principalmente em filmes de Hollywood como um amante latino antes deste filme.
Filme b noir decente. Montalban é um herói surpreendentemente arrojado e sexy. Investigação de assassinato bem feita com forense de Harvard e o tal policial hispânico pioneiro chamado Peter Morales. Elsa Lanchester (1902-1986) rouba praticamente todas as cenas em que está e chama a atenção no cenário com facilidade. É um filme que utiliza de forma confiável os recursos do procedimento policial para oferecer uma trama intrigante e consistente sobre a anatomia de um homicídio.
Mystery Street de 1950, no Brasil A Noite de 23 de Maio. Bom filme, apesar de ser simples. Porém tem todos os elementos do noir, além de contar com uma femme fatale linda como Jan Sterling. Aquela cena dela descendo a escada é um deleite. É uma pena que ela tenha sido escalada para um papel em que sai de cena tão cedo.
Peter Morales (Ricardo Montalbán) também está bem no seu papel. É um tenente de polícia que raramente se exalta ou muda o tom de voz, apesar de sofrer do mal de quase todos os tiras desses filmes antigos: eles acham uma ou duas pistas e já saem deduzindo tudo, se achando donos da razão e, no processo, fodem com gente inocente só por se deixarem levar por alguns fatos.
Elsa Lanchester também tem uma boa participação, mesmo interpretando uma personagem bem chata e hipócrita. Já Henry Shanway (Marshall Thompson)
é bem burro, né? Poderia ter falado depois com Morales a sós e explicado que estava com a Vivian, mas não quis admitir perto da esposa. Se tivesse feito isso, todos os problemas de ser suspeito teriam sido amenizados e, quem sabe, a relação dele com a mulher não teria sido tão abalada.
Tem uma cena no começo com o tiozinho das tatuagens que as tatuagens são claramente de canetinha kkkkkk. Aí é foda.
E o esqueleto também ficou estranho, completamente sem um pedaço de carne, tecido ou músculo. Parece aquelas refeições de desenho animado em que não sobra um vestígio de carne. Obviamente na época não dava pra fazer muito melhor, mas poderiam ter mostrado menos ou resolvido de outra forma, porque assim ficou bem artificial… até numa pegada que o Chaves faria.
No geral, é um noir simples, mas competente e com bons momentos.
Assistido em 10/08/2026
Um ótimo noir. Destaque para as atuações e para a ciência e para a dupla que não se contentou com o óbvio.
Pra variar, gosto mesmo é dos coadjuvantes. Aqui, Elsa Lanchester maravilhosa.
Elementos como drama policial, suspense e intriga, fazem parte deste pouco conhecido thriller noir, dirigido por John Sturges. A premissa deste "A Noite de 23 de Maio", é deveras interessante e cumpre com a boa proposta de prender a atenção do expectador, do inicio ao fim. Destaque para a convincente atuação de Ricardo Montalban e competente elenco de apoio.
Drama policial noir em preto e branco da MGM indicado ao Oscar de melhor história original. Um dos roteiristas foi o diretor Richard Brooks (1912-1992) ao lado de Sydney Boehm (1908-1990). Filmado em Boston e cercanias, o filme foi um precursor de séries de TV que destacam o trabalho de peritos criminais, como CSI: Crime Scene Investigation (2000-2015) e Cold Case (2003-2010).
Embora tenha sido filmado quase inteiramente em Boston e nos arredores, o título final ainda carrega a tradicional tag "Made in Hollywood, USA". O conceito de procedimento forense é comum no século 21, mas era novo quando este filme foi feito. Para completar, o herói foi interpretado por um ator hispânico, Ricardo Montalban (1920-2009), que era uma grande estrela no México, mas que havia sido escalado principalmente em filmes de Hollywood como um amante latino antes deste filme.
Filme b noir decente. Montalban é um herói surpreendentemente arrojado e sexy. Investigação de assassinato bem feita com forense de Harvard e o tal policial hispânico pioneiro chamado Peter Morales. Elsa Lanchester (1902-1986) rouba praticamente todas as cenas em que está e chama a atenção no cenário com facilidade. É um filme que utiliza de forma confiável os recursos do procedimento policial para oferecer uma trama intrigante e consistente sobre a anatomia de um homicídio.