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O filme enfoca a subvida de operários de construção, com a historia girando em torno da morte de um operário, devido a falta de segurança no trabalho. A empreiteira responsável tenta um suborno da viúva, porém o problema que afeta toda a classe é assumido por um companheiro da vítima. A partir daí desenrola-se uma série de relações entre os empreiteiros e os operários.
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Um retrato da realidade da classe operária brasileira e todos os seus infortúnios.
Impossível assistir e não sentir aquele sentimento de revolta, indignação e até uma repulsa por ver escancarado como o sistema funciona e como isso afeta no cotidiano de tantas pessoas, e vai minando com a decência do ser humano, em todas as esferas.
O elenco é um capítulo positivo à parte, todos aqui extremamente competentes.
O filme pode ser considerado uma verdadeira denúncia da precariedade do trabalho operário no Brasil, da exploração dessa classe, da corrupção em vários aspectos, do famoso "jeitinho" para se resolver esses problemas, da impunidade geral.
O pior de tudo é saber que isso continua acontecendo todos os dias no nosso país, sem perspectiva de melhora.
Assistido em 13 de setembro de 2026.
Nota: 8/10
A visão de Ruy em "Fuzis" já tinha sido grandiosa. Aqui,me falta adjetivos,mas posso resumir em visionária,denunciativa e principalmente corajosa demais para a época.
Se Chico Buarque deu vida a "Construção",cinco anos depois,Ruy deu vida a essa obra-prima do cinema nacional,e ambas as obras,caminham lado a lado até hoje falando de problemas que nunca vão acabar.
A trama não consegue proporcionar refrescos ao longo,apenas o caos cotidiano e pra onde você olha a coisa fica pior. A queda é apenas o início de vários dramas particulares que aparecerão ao longo. A morte termina de piora tudo. A partir dela,temos novos rumos sendo tomados na vida de cada personagem. O pai ausente que não irá mais pagar suas contas de casa,o marido atencioso que começa a ter atitudes desrespeitosa com a esposa,o amigo que se pensava que era confiável já não é mais,o emprego que era garantido já está sendo ocupado por outro profissional e assim o filme segue até o final. A cada novo passo,uma nova decepção que até hoje consegue indignar qualquer ser humano que ocupa o mesmo lugar desses personagens.
O drama é acima da média e a câmera de Ruy acompanha tudo de muito perto dando aquele ar frenético as falas,aos encontros e principalmente nas discussões do filme,que por sinal,todas as apresentadas são ótimas. Ótimas por conta de atuações fora de série e de um elenco comprometido com a ideia. Isabel Ribeiro é aquela atriz necessária. Sua personagem vai ganhando força ao longo da trama,o que parecia apenas uma mulher fragilizada,se torna o principal momento do filme em alguns encontros e o final é único sobre sua personagem. Por tanta coisa passada,ainda existe o perdão que fala mais alto.
Um dos maiores filmes do cinema nacional e que parece que foi realizado ontem.
>Assistido em 07 de Agosto de 2026
Que filme necessário!!
Filme potente de denúncia que me parece muito cabível para época e que certamente ajudo e muito no progresso que o Brasil alcançou em termos de segurança do trabalho e normas reguladoras. Gostei mesmo da inserção quase documental dos operários e, creio que inclusive era um recurso para ser mais utilizado. E Lima Duarte gigante em tela.
Sem querer comparar, mas já comparando, Os Fuzis é bem melhor, te prende do início ao fim, embora este também tem os seus bons momentos.
Filme 066/2024
Visto em 11/05/24