Inga é uma produtora de laticínios em uma pequena comunidade agrícola islandesa, e acaba de ficar viúva. Seu marido tomava conta das finanças da fazenda, e agora ela precisa assumir à frente do negócio. Ela decide começar uma vida nova em seus próprios termos, se rebelando contra a corrupção e injustiça em um esquema de monopólio, comandado por uma poderosa cooperativa local. Ela tenta convencer os outros agricultores a lutarem ao seu lado, mas encontra resistência, e precisará mostrar para todos que uma vida com liberdade não tem preço.
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O cinema do diretor islandês Grímur Hákonarson já é conhecido dos cinéfilos brasileiros, principalmente os que frequentam festivais de cinema. Seguindo a tradição de seus trabalhos, rodados em planícies geladas da Dinamarca e Islândia, e partindo de uma ambientação que remete ao filme anterior, ‘A ovelha negra’ (2015), esse seu último longa, que também escreveu, acompanha a luta solitária de uma mulher contra um sistema corrupto. Inga (Arndís Hrönn Egilsdóttir) acaba de ficar mantém uma pequena propriedade agrícola onde produz laticínios e sem o marido, tem de cuidar de todo o negócio. Ela vive e trabalha em um local afastado, sem vizinhos. Ao descobrir um esquema de monopólios, e também corrupção, liderado pela poderosa cooperativa da qual faz parte, rebela-se contra o grupo, colocando sua integridade e até a vida em jogo. Pouco a pouco tenta trazer para junto de sua causa agricultores e pecuaristas das cidades próximas, e por isso é constantemente ameaçada. Um drama humano, sério, com ótima interpretação da atriz de ‘Pardais’ (2015) Arndís Hrönn Egilsdóttir, que entrega um trabalho de energia e vitalidade, de uma mulher que resiste a pressões para combater injustiças sociais, dando início a uma pequena revolução. Exibido no Festival de Toronto, tem ainda uma fotografia das mais belas. Lançado no Brasil pela Imovision, está disponível no streaming Reserva Imovision. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb
Que sorte ter o Reserva Imovision tem me proporcionado poder assistir a filmes fabulosos como este um filme simples mas cheio de boas atuações.
A ação centra-se nos agricultores Inga (Arndís Hrönn Egilsdóttir) e seu marido, o temperamental e preocupado, Reynir ( Hinrik Ólafsson ).
A vida deles é difícil. Eles estão lutando contra dívidas crescentes e devem trabalhar cada vez mais para se manter à tona. O filme inicia com uma cena agrícola clássica: um bezerro que Inga maneja sem ajuda externa, usando correntes presas aos cascos, puxando com firmeza e competência. É uma cena que cristaliza sua abordagem de trabalho: calma, profissional e com uma sensação incorrida de que o esforço concentrado será recompensado.
A visão de mundo de Reynir é mais sombria. Como sua esposa, ele ficou amargurado com a relação de sua fazenda com a toda poderosa cooperativa local e seu adjunto político, o Partido Agrário. Eles estão inscritos na cooperativa, como todos os fazendeiros da região, e esse órgão lhe dá um mercado seguro para o leite e a carne, uma loja de descontos e empréstimos. Mas, em troca, os agricultores precisam comprar tudo da própria cooperativa, a preços inflacionados (algo muito comum ao redor do mundo, como o Brasil). A cooperativa tornou-se uma raquete de exploração, uma loja da empresa no estilo aqui tem de tudo, liderada por seu presidente sinistro e desidratado, Eyjólfur (Sigurður Sigurjónsson), que dirige uma organização mafiosa e ameaçadora contra qualquer fazendeiro que se atreva a sair do sindicato - usando um informante-chave que trai seus vizinhos. Versão atualizada de David e Golias!!! talvez exagerada é a força dada às redes sociais; mas, afinal, é a custa delas que estou eu aqui registrando este comentário!