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Data de lançamento
7 Junho 1996Duração
Um general (Ed Harris), herói na Guerra do Vietnã, e seus comandados se apoderam de poderosas armas químicas e se instalam na prisão de Alcatraz, com 81 reféns.
De lá eles ameaçam disparar as armas sobre São Francisco se 100 milhões de dólares não forem pagos, sendo que grande parte desta quantia será para doar às famílias de soldados americanos que morreram em missões secretas e nunca foram reconhecidos pela pátria.
Para combatê-los, um grupo de elite é mandado para a ilha e entre eles está um jovem especialista em armas bioquímicas (Nicolas Cage) e o único homem (Sean Connery) que escapou do presídio, só que agora ele tem de entrar e, se possível, completar sua missão e sair vivo.
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Divertido, mas é apenas mais uma versão de Thunderball (007 contra a chantagem atômica).
A Rocha fica meio chatinho numa revisão.
A melhor sequência de ação é a de perseguição no início, pessimamente decupada. As demais são meio travadas, com muitos closes "gloriosos".
O destaque fica pelo elenco de extras: Tony Todd, Michael Biehn, William Forsythe, o Tuco de BrB e Jim Caviezel.
Se tivéssemos que fazer uma lista dos melhores filmes de ação dos anos 90, seria impossível deixar "A Rocha", um dos clássicos desse período, de fora dessa discussão. Contendo ação, humor e drama na medida certa e uma história envolvente, esta produção consegue, também graças a boa direção de Michael Bay e um grande elenco, trazer um entretenimento, ao espectador, que cumpre bem aquilo que se propõe a fazer, de maneira, ao mesmo tempo, simples e marcante.
Em primeiro lugar, acho importante começar logo tecendo elogios ao tão criticado, na maioria das vezes com razão, Michael Bay. Aqui, em um de seus primeiros trabalhos, o cineasta mostra que é capaz de ir além do seu "festival" de explosões e ação psicodélicas e contar, no tom certo e de forma compreensível ao público, uma trama envolvente e bem escrita. Nesta película, Bay utiliza de suas habilidades para proporcionar, ao espectador, uma narrativa eletrizante, intensa e que prende a atenção de quem assiste, porém que também sabe quando frear um pouco o ritmo, "respirar" e permitir o desenvolvimento das personagens e da história.
Aliás, as personagens desse filme correspondem, sem dúvida, a um ponto a se destacar. Sendo interpretados com competência pelos atores envolvidos, são não somente personagens interessantes, carismáticos e que possuem uma boa conexão entre si, mas que igualmente têm motivações coerentes por trás de suas ações. Por exemplo, a dupla Mason e Goodspeed, muito bem representados por Connery e Cage, possuem, em meio às suas, digamos, diferenças de estilo, uma grande "química".
Também gostei da motivação do personagem de Ed Harris, que foge dos clichês que costumam pairar sob antagonistas em filmes de ação, que normalmente querem roubar dinheiro ou "destruir o mundo". Por um lado, ele tinha uma causa justa para buscar compensação para as famílias dos soldados que foram deixados para morrer propositalmente na Guerra do Golfo. Por outro, ele manteve reféns e ameaçou lançar foguetes contra civis, mas mesmo isso acabou sendo uma artimanha porque ele nunca realmente os machucaria. Na cena de abertura, inclusive, o General e os fuzileiros navais não matam um único soldado na instalação de armas químicas. Boas intenções e bons princípios, porém com procedimentos horríveis.
É bem verdade que, como a maioria das obras desse gênero, também tem os seus furos de roteiro, situações um tanto "forçadas" e a necessidade de fazer uma piadinha em momentos de grande tensão, mas nada que atrapalhe ou estrague o entretenimento. No geral, um bom filme de ação e, com méritos, um clássico dos anos 90.
25.04.2000
08.02.1997