Gérard (Gérard Depardieu), adepte de moto, est ingénieur dans une usine de Créteil (Val-de-Marne). Quitté par sa femme Gabrielle (Zouzou), acquise aux thèses du MLF, il doit élever seul son petit garçon, Pierrot (Benjamin Labonnelie). Contraint de rentrer chez lui, à la suite d’un chômage technique, il passe reprendre son fils à la crèche et fait alors la connaissance de Valérie (Ornella Muti). Cette belle puéricultrice, qui s’apprêtait à partir pour la Tunisie avec Michel (Michel Piccoli), un amant occasionnel, accepte de venir vivre, pour quelque temps, dans l’appartement de Gérard, situé dans un grand ensemble de la « ville nouvelle ». Leurs relations sensuelles leur font oublier le caractère désespérant de l’environnement. Le couple se forme. L’enfant est associé à leurs jeux amoureux. Valérie éprouve bientôt pour Pierrot des sentiments maternels, puis sympathise avec Gabrielle, venue leur rendre visite, et avec René, un ami de Gérard. Bien vite Valérie, se rendant compte qu’elle n’est qu’une femme-objet pour Gérard dont la jalousie s'accentue, se révolte et se refuse. Gérard n’acceptant pas cette remise en cause, le conflit est inévitable. Pour se rassurer sur sa virilité, il tente en vain de séduire Benoîte (Giuliana Calandra), une voisine. Après une violente dispute avec Valérie, il s’émascule à l’aide d’un couteau électrique.
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Drama italiano dirigido e escrito pelo Marco Ferreri (do excelente Storie di Ordinaria Follia e do bom La Cagna). Com a musa Ornella Muti (desfilando sua beleza estonteante) e Gérard Depardieu. Boa trilha. O Giovanni. O filho dele (sua presença nas cenas é incômoda). A Valérie (e seu amante ocasional). O apartamento. Algumas cenas de nudez e sexo. A relação conturbada dos 2. Giovanni surtando com a ex. A visita do amante da Valérie, junto com a mulher que o Giovanni tem um caso (sim, é mó confusão, haha - interessante como todos eles se relacionam de boa). A vizinha. As lembranças no baú. A cena final é impactante (é uma pena que o "caminho" até ela não tenha sido bem construído). Não achei dos melhores do Ferreri e nem da Muti, mas ainda assim, acabei gostando.
É uma obra com certeza ousada e polêmica. São constantes as cenas de sexo e nudez frontal tanto masculina como feminina e incomoda um pouco a presença de um bebê em boa parte delas, mesmo este sendo só um espectador de tudo o que acontece. Gérard Depardieu como sempre entrega uma boa atuação e Ornella Muti não tem muito a fazer, mas a sua beleza ilumina a tela. O roteiro parece querer discutir o papel do homem e da mulher em uma relação de amor e sexo, algo que acaba não sendo aprofundado e se perde um pouco no clima constante de erotismo que há no filme. Nesse quesito ele não decepciona com o casal de protagonistas mostrando ter ótima química nas cenas eróticas. Algo que gostaria de saber e não descobri é se Gérard Depardieu fala italiano no filme ou se foi dublado.
Drama erótico e psicológico sobre problemas de casal e feminismo de maneira muito natural onde o bebê loiro é a presença mais compreensiva do filme e a testemunha "muda" das idas e vindas dos adultos em conflitos sexistas bastante rotineiros.
Conhecido por suas obras de tom satírico, Marco Ferreri fez sucesso com o tom debochado, mas A Última Mulher é completamente diferente de seus outros filmes, talvez por isso se destaque como um de seus melhores filmes, senão sua obra-prima, uma crônica industrial repleta de paixão e sexualidade, e tudo filmado de uma maneira surpreendentemente naturalista.
Destaque para a química do casal Gérard Depardieu e Ornella Muti em desempenhos cheios de vida e convicção.
hahahaha, poster impróprio é ótimo!