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Duração
Uma doença ireverssível está levando Joan Ames à morte. Antes do fim, ela deseja passar seus últimos momentos felizes em um cruzeiro. Lá ela conhece Dan Hardesty, um criminoso que está sendo levado para os EUA para sua condenação: a pena de morte. Os dois começam um romance sem que nenhum saiba do destino do outro.
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William Powell nunca me convenceu, na realidade me irrita, e neste caso porque não consegue convencer nem como criminoso quanto menos como galanteador ainda mais ao conquistar Kay Francis que é inversamente o oposto, um show de carisma e beleza. A premissa é até bacana, mas achei modorrento.
A curta duração impede a imersão melodramática pretendida, a despeito das ótimas premissas. Curiosamente, curti bastante as intervenções sagazes do personagem Skippy, muito engraçado e com diálogos marcantes (ri muito com aquela situação da bebedeira "antes da briga" - risos). Pessoalmente, acho discrepante a paixão célere entre os personagens de Kay Francis e William Powell, no sentido de que ela é bem mais bonita que ele , mas quem explica os caminhos do amor? (risos) A direção é ótima e as situações sexuais são safadíssimas, adorei a verve pré-Código Hays da obra (vide o 'close-up' nos cigarros queimados). Deve ter causado furdunço à época (risos). Espirituoso ao extremo e com utilização perspicaz das convenções de vários gêneros, além de magistralmente fotografado! (WPC>)
Filme com uma trama interessante e que eu nunca tinha visto nem antes, e nem depois. Muito boa a sacada de uma mulher em uma doença de fase terminal e um preso condenado a morte. Mas que não sei como (o filme não mostra) deram um jeito de estarem juntos ate a virada de ano, que era o que eles tinham combinado. Agora não sei como isso se desenrolou. Se o policial deixou ele escapar, o quanto ela viveu após aquilo. Talvez para evitar um fim triste, esse final ficou meio que sugestivo, quase que em "aberto".
Mas queria falar da presença e do carisma que é William Powell. Não sei como esse homem não é mais conhecido e mais citado na lista dos grandes. Esse homem era um charme e uma simpatia incrível. Sou fã!!
Assistido 09/02/2025
Drama romântico pré-Código da Warner Bros. vencedor do Oscar de melhor história original. Houve mais 2 versões: O último encontro (40) e o mexicano O valor de viver (54). O cartão de título de abertura tem um navio de cruzeiro ao fundo. Embora o nome do personagem tenha mudado, Frank McHugh (1898-1981) desempenha o mesmo papel no remake intitulado O último encontro (40). Um dos 7 filmes que Kay Francis (1905-1968) estrelou com William Powell (1892-1984).
Imensamente charmoso e sentimental no melhor sentido. A tradicional e Velha Hollywood: gestos românticos, tragédia e conversa fiada em abundância. Acabou muito cedo, mas isso é quase perfeito por si só. Engraçado como nos apegamos à vida, mesmo depois de ela não ter valor. A brevidade do tempo de execução mantém a estória em andamento. Mesmo curto e rápido, esse melodrama tem um roteiro enjoativamente doce e sentimental às vezes, o que se mostra um prejuízo no longo prazo.
Alguém tem link para acesso a este filme?