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Outros títulos
I Spit on Your Grave - Estados Unidos da América
Sinopse
Jeniffer é uma jovem escritora que quer escrever um livro num local tranquilo, por isso viaja para o interior, chegando à cidade é vítima de quatro homens que a estupram violentamente. Ela busca uma vingança sangrenta e caça-os um por um.
Parece que ela não estava com tanto nojo dos caras que a abusou , deixando eles se aproximarem , terem contato corporal de novo , poderia ter bolado outros meios de executar sem ter que encostar neles de novo né kkkk , mas brincadeiras a parte muito bom filme , super indicado 🤙🏻
- Achei muito legal a curiosidade de que os homens decidiram ficar nus também em repseito a atriz por ela basicamente o filme todo estar também! Isso me faz refletir muito sobre como até no meio pornográfico não se identifica, em alguns casos, os homens e só exibe as mulheres... Além de que isso vem de uma construção social, machismo, misoginia e etc..
Gostei do filme, achei mais centrado e até mostrou, diferente dos remakes, a forma como se procedeu depois da fatidica situação... E achei bem cunt o final dela indo embora e os créditos passando
À frente de seu tempo. Enquanto muitos filmes retratam a violência sexual com certo erotismo, esse vai na contramão, não por puritanismo, até porque as cenas são bastante explícitas, mas por tratar o estupro não como sexo, mas como ele realmente é: uma violência.
É um filme muito incômodo tanto pelas cenas de estupro quanto pela duração delas (um terço do filme são essas cenas). E é pra ser assim mesmo. Longe de ser um filme entretenimento, aqui não existem alívios cômicos, e acredito que sua abordagem foi de suma importância pro longa ter sido alçado ao status de clássico cult. Interessante ver um dos algozes de Jennifer implorando por perdão e tentando justificar seus atos como muitos homens ainda fazem hoje em dia, eximindo-se da culpa ao culpá-la por suas vestimentas e comportamento, usando a falácia da incontrolável natureza masculina.
Fiquei decepcionado com a vingança. As cenas ficaram muito inverossímeis, fora que Jennifer se coloca num lugar de vulnerabilidade e submissão injustificável, pois não havia necessidade de reviver certos traumas para alcançar seu objetivo. Se fosse pra ter mais tempo de tela, que fosse trabalhada a tortura dela sobre seus algozes. Talvez a maior falha do roteiro seja essa (o que vejo como o resultado de deixá-lo nas mãos de um homem).
Mesmo com suas qualidades e importância, "A Vingança de Jennifer" não é um bom filme. O amadorismo e a quantidade de situações inverossímeis afetaram muito o resultado final.
Assisti pela primeira vez quando eu era adolescente no youtube com qualidade baixa, na segunda vez assisti na versão blu-ray e a experiência foi melhor ainda. Camille Keaton muito bonita e carismática entrega uma grande atuação como protagonista, infelizmente a carreira de atriz não deu certo, as cenas de estupro são longas, pesadas e sem censura, algo que provavelmente nunca mais vai acontecer no cinema novamente, na trama a Jennifer usa a beleza e sensualidade dela para se vingar, as mortes são ótimas, naturais e nada exageradas, a melhor é a da
muita gente reclama que tem pouco foco na vingança, mas a proposta do filme é realmente focar no sofrimento da Jennifer e mostrar a vulnerabilidade das mulheres e não na vingança, por isso as traduções dos títulos originais é: Cuspo no seu túmulo/Dia da Mulher. O melhor da franquia, um ótimo e grande filme de terror que se tornou cult merecidamente, estreia marcante do Meir Zarchi como diretor e roteirista.
Ranking:
8.0/100=(A Vingança de Jennifer 1) A Vingança de Jennifer (1978)
7.4/100=(Doce Vingança 2) Doce Vingança 2 (2013)
7.0/100=(Doce Vingança 1) Doce Vingança (2010)
5.0/100=(Doce Vingança 3) Doce Vingança 3 - A Vingança é Minha (2015)
4.0/100=(A Vingança de Jennifer 2) Doce Vingança 4 - Deja Vu (2019)
Referência no cinema exploitation, dentro do subgênero rape and revenge, A Vingança de Jennifer ainda continua incômodo, mais de quarenta anos depois. A história da jovem escritora que aluga uma casa à beira lago, sem imaginar que está no radar de quatro homens desequilibrados, é bastante conhecida e rendeu imitações, continuações bastardas, refilmagem, continuação do remake e por fim uma continuação oficial, lançada em 2019. Trata-se de um filme amargo, agressivo e perturbador, daqueles que você assiste apenas uma vez, deixando-o marcado na retina, tentando se esquivar de um possível resgate do horror apresentado.
Intitulado originalmente como I Spit on Your Grave e também Day of the Woman, o longa foi censurado na época de seu lançamento, e amplamente criticado pela violência excessiva, principalmente da sequência de estupros (sim, no plural), que tomam 30 minutos de projeção. Adquirindo o status de cult, ocupando lista dos filmes mais desagradáveis da história do cinema, A Vingança de Jennifer não tem espaço para alívio cômico, funcionando como uma surra no espectador e permitindo que seus olhos sangrem diante de uma vingança que – infelizmente – não existe diante de um horror real.
Meir Zarchi teve inspiração para seu filme depois de encontrar uma vítima de um estupro que se arrastava sangrando de um parque de Nova Iorque em 1974. Depois de alugar uma casa de campo, próximo a um lago – local onde posteriormente seria filmado Sexta-Feira 13 – Parte 2 -, a ideia central foi construída, com escritos à mão e depois passados para sua esposa digitar na máquina de escrever – tal qual a personagem Jennifer faz no filme. Depois de pronto o roteiro e realizadas audições com cerca de 4000 mulheres, Camille Keaton se mostrou experiente e fotogênica para o papel, mostrando muito talento na expressão de seu medo. Posteriormente, o diretor se casaria com a atriz.
Concluído o filme, Zarchi saiu em busca de distribuidores, sem sucesso. Assim, o próprio produziu o marketing e alugou espaços para a exibição do filme, mas não conseguiu os valores necessários para cobrir os gastos. A Vingança de Jennifer, com todas as críticas negativas e polêmicas (algumas pessoas da equipe de produção abandonaram o projeto no meio, por não suportarem os excessos), foi aos poucos chamando ainda mais a atenção, tanto que seu lançamento em vídeo foi um sucesso. Ficou em destaque no Billboard Video Cassette Top Forty por 14 semanas, considerada uma das produções mais procuradas para compra e aluguel na época, disputando até mesmo com O Poderoso Chefão – Parte 2.
Pelas boas críticas a sua atuação, Camille Keaton recebeu mais convites, mas estrelou logo depois apenas mais quatro produções – a última, Savage Vengance, em que ela também atuou como Jennifer, recebeu o título picareta de I Spit on Your Grave 2 – antes de uma longa pausa na carreira. Voltaria a atuar em ritmo intenso a partir de 2010, aparecendo em 17 filmes, incluindo a continuação oficial, dirigida também por Zarchi. Seu papel como a simpática escritora que se transforma numa assassina sangrenta passaria a ser o maior destaque de sua carreira.
Sobre o enredo, Jennifer Hills sai de Manhattan para passar um tempo em uma casa rural em Kent, Connecticut, próximo ao rio Housatonic, para escrever seu primeiro romance. O contato inicial com um rapaz no posto de gasolina, Johnny Stillman, próximo a dois outros desempregados, Stanley Woods e Andy Chirensky, já deixa evidente um certo incômodo na maneira como eles olham para ela. Mais tarde, um outro que tem deficiência cognitiva, Matthew, leva compras de mercado para ela, recebendo gorjeta e simpatia, mas opta por falar sobre a moça como uma boa opção de interesse.
A partir de então, o sossego de Jennifer termina: enquanto escrevia seu livro, descansando na rede, dois deles passam de barco por diversas vezes, tirando sua concentração. Eles voltarão a perturbá-la durante um passeio de caiaque, levando-a para a terra firme para iniciar um longo processo de tortura, agressão e violência sexual em vários ambientes, próximo ao rio, numa pedra e dentro de casa. Depois de se arrastar pelo chão, completamente ferida, a garota chega a implorar para que a deixem em paz, até sugerindo que poderia dar prazer a eles com as mãos, porém é ignorada para mais sequências intermináveis de dor. Chutada, sofrendo felação, tendo seu material de escrita rasgado, Jennifer é largada no chão da sala, enquanto os agressores começam a eliminar seus rastros. Pedem que Matthew a mate com um canivete, mas o rapaz finge que faz o serviço, manchando a arma de sangue – uma referência à ação do caçador em Branca de Neve.
Semanas depois, Jennifer vai a uma capela, pedir perdão a Deus pelo que pretende fazer. Ela começa a observar os rapazes e orquestrar uma vingança contra cada um deles, tornando seus excessos justificáveis. Castração, enforcamento, machadada… Jennifer elimina seus algozes de maneira fria, seduzindo-os sem pressa na construção de uma vingança dolorosa e sangrenta. Em dado momento, Johnny, em seu discurso machista, diz que não permite que mulheres lhe deem ordens, diz que a culpa é de Jennifer por andar mostrando seu corpo, tentando-os. E eles teriam feito o que fizeram porque é da natureza do homem deixar a mulher em submissão total. É terrível e assustador pensar que há muitos como Johnny, Stanley, Andy e Matthew por aí.
Criticado pela proposta, A Vingança de Jennifer é mesmo o espelho de uma sociedade doente, desequilibrada. A própria atriz saiu em defesa do filme, dizendo sabiamente que a “arte pode acordar as pessoas“, mostrar que realmente existem mulheres que passam por isso todos os dias e que o filme pode servir como alerta. Para que não existam mais Jennifers, as leis deveriam ser muito mais rigorosas, intimidadoras, punitivas, além, claro, de projetos de incentivos à educação escolar e em casa, de respeito e igualdade de gêneros. É difícil ser otimista diante de exemplares diários de feminicídios, assédios e atos de violência sexual, mas é preciso acreditar que talvez um dia possamos olhar para o filme de Meir Zarchi como uma ficção tola, o registro de uma época vergonhosa e desagradável.
Parece que ela não estava com tanto nojo dos caras que a abusou , deixando eles se aproximarem , terem contato corporal de novo , poderia ter bolado outros meios de executar sem ter que encostar neles de novo né kkkk , mas brincadeiras a parte muito bom filme , super indicado 🤙🏻
Gostei muito!
- Achei muito legal a curiosidade de que os homens decidiram ficar nus também em repseito a atriz por ela basicamente o filme todo estar também! Isso me faz refletir muito sobre como até no meio pornográfico não se identifica, em alguns casos, os homens e só exibe as mulheres... Além de que isso vem de uma construção social, machismo, misoginia e etc..
Gostei do filme, achei mais centrado e até mostrou, diferente dos remakes, a forma como se procedeu depois da fatidica situação... E achei bem cunt o final dela indo embora e os créditos passando
À frente de seu tempo. Enquanto muitos filmes retratam a violência sexual com certo erotismo, esse vai na contramão, não por puritanismo, até porque as cenas são bastante explícitas, mas por tratar o estupro não como sexo, mas como ele realmente é: uma violência.
É um filme muito incômodo tanto pelas cenas de estupro quanto pela duração delas (um terço do filme são essas cenas). E é pra ser assim mesmo. Longe de ser um filme entretenimento, aqui não existem alívios cômicos, e acredito que sua abordagem foi de suma importância pro longa ter sido alçado ao status de clássico cult. Interessante ver um dos algozes de Jennifer implorando por perdão e tentando justificar seus atos como muitos homens ainda fazem hoje em dia, eximindo-se da culpa ao culpá-la por suas vestimentas e comportamento, usando a falácia da incontrolável natureza masculina.
Fiquei decepcionado com a vingança. As cenas ficaram muito inverossímeis, fora que Jennifer se coloca num lugar de vulnerabilidade e submissão injustificável, pois não havia necessidade de reviver certos traumas para alcançar seu objetivo. Se fosse pra ter mais tempo de tela, que fosse trabalhada a tortura dela sobre seus algozes. Talvez a maior falha do roteiro seja essa (o que vejo como o resultado de deixá-lo nas mãos de um homem).
Mesmo com suas qualidades e importância, "A Vingança de Jennifer" não é um bom filme. O amadorismo e a quantidade de situações inverossímeis afetaram muito o resultado final.
Assisti pela primeira vez quando eu era adolescente no youtube com qualidade baixa, na segunda vez assisti na versão blu-ray e a experiência foi melhor ainda. Camille Keaton muito bonita e carismática entrega uma grande atuação como protagonista, infelizmente a carreira de atriz não deu certo, as cenas de estupro são longas, pesadas e sem censura, algo que provavelmente nunca mais vai acontecer no cinema novamente, na trama a Jennifer usa a beleza e sensualidade dela para se vingar, as mortes são ótimas, naturais e nada exageradas, a melhor é a da
jeba cortada dentro da banheira.
Ranking:
8.0/100=(A Vingança de Jennifer 1) A Vingança de Jennifer (1978)
7.4/100=(Doce Vingança 2) Doce Vingança 2 (2013)
7.0/100=(Doce Vingança 1) Doce Vingança (2010)
5.0/100=(Doce Vingança 3) Doce Vingança 3 - A Vingança é Minha (2015)
4.0/100=(A Vingança de Jennifer 2) Doce Vingança 4 - Deja Vu (2019)
Prefiro o remake, mas sem dúvida é um clássico polêmico e angustiante, ainda mais pra época que foi lançado.
Referência no cinema exploitation, dentro do subgênero rape and revenge, A Vingança de Jennifer ainda continua incômodo, mais de quarenta anos depois. A história da jovem escritora que aluga uma casa à beira lago, sem imaginar que está no radar de quatro homens desequilibrados, é bastante conhecida e rendeu imitações, continuações bastardas, refilmagem, continuação do remake e por fim uma continuação oficial, lançada em 2019. Trata-se de um filme amargo, agressivo e perturbador, daqueles que você assiste apenas uma vez, deixando-o marcado na retina, tentando se esquivar de um possível resgate do horror apresentado.
Intitulado originalmente como I Spit on Your Grave e também Day of the Woman, o longa foi censurado na época de seu lançamento, e amplamente criticado pela violência excessiva, principalmente da sequência de estupros (sim, no plural), que tomam 30 minutos de projeção. Adquirindo o status de cult, ocupando lista dos filmes mais desagradáveis da história do cinema, A Vingança de Jennifer não tem espaço para alívio cômico, funcionando como uma surra no espectador e permitindo que seus olhos sangrem diante de uma vingança que – infelizmente – não existe diante de um horror real.
Meir Zarchi teve inspiração para seu filme depois de encontrar uma vítima de um estupro que se arrastava sangrando de um parque de Nova Iorque em 1974. Depois de alugar uma casa de campo, próximo a um lago – local onde posteriormente seria filmado Sexta-Feira 13 – Parte 2 -, a ideia central foi construída, com escritos à mão e depois passados para sua esposa digitar na máquina de escrever – tal qual a personagem Jennifer faz no filme. Depois de pronto o roteiro e realizadas audições com cerca de 4000 mulheres, Camille Keaton se mostrou experiente e fotogênica para o papel, mostrando muito talento na expressão de seu medo. Posteriormente, o diretor se casaria com a atriz.
Concluído o filme, Zarchi saiu em busca de distribuidores, sem sucesso. Assim, o próprio produziu o marketing e alugou espaços para a exibição do filme, mas não conseguiu os valores necessários para cobrir os gastos. A Vingança de Jennifer, com todas as críticas negativas e polêmicas (algumas pessoas da equipe de produção abandonaram o projeto no meio, por não suportarem os excessos), foi aos poucos chamando ainda mais a atenção, tanto que seu lançamento em vídeo foi um sucesso. Ficou em destaque no Billboard Video Cassette Top Forty por 14 semanas, considerada uma das produções mais procuradas para compra e aluguel na época, disputando até mesmo com O Poderoso Chefão – Parte 2.
Pelas boas críticas a sua atuação, Camille Keaton recebeu mais convites, mas estrelou logo depois apenas mais quatro produções – a última, Savage Vengance, em que ela também atuou como Jennifer, recebeu o título picareta de I Spit on Your Grave 2 – antes de uma longa pausa na carreira. Voltaria a atuar em ritmo intenso a partir de 2010, aparecendo em 17 filmes, incluindo a continuação oficial, dirigida também por Zarchi. Seu papel como a simpática escritora que se transforma numa assassina sangrenta passaria a ser o maior destaque de sua carreira.
Sobre o enredo, Jennifer Hills sai de Manhattan para passar um tempo em uma casa rural em Kent, Connecticut, próximo ao rio Housatonic, para escrever seu primeiro romance. O contato inicial com um rapaz no posto de gasolina, Johnny Stillman, próximo a dois outros desempregados, Stanley Woods e Andy Chirensky, já deixa evidente um certo incômodo na maneira como eles olham para ela. Mais tarde, um outro que tem deficiência cognitiva, Matthew, leva compras de mercado para ela, recebendo gorjeta e simpatia, mas opta por falar sobre a moça como uma boa opção de interesse.
A partir de então, o sossego de Jennifer termina: enquanto escrevia seu livro, descansando na rede, dois deles passam de barco por diversas vezes, tirando sua concentração. Eles voltarão a perturbá-la durante um passeio de caiaque, levando-a para a terra firme para iniciar um longo processo de tortura, agressão e violência sexual em vários ambientes, próximo ao rio, numa pedra e dentro de casa. Depois de se arrastar pelo chão, completamente ferida, a garota chega a implorar para que a deixem em paz, até sugerindo que poderia dar prazer a eles com as mãos, porém é ignorada para mais sequências intermináveis de dor. Chutada, sofrendo felação, tendo seu material de escrita rasgado, Jennifer é largada no chão da sala, enquanto os agressores começam a eliminar seus rastros. Pedem que Matthew a mate com um canivete, mas o rapaz finge que faz o serviço, manchando a arma de sangue – uma referência à ação do caçador em Branca de Neve.
Semanas depois, Jennifer vai a uma capela, pedir perdão a Deus pelo que pretende fazer. Ela começa a observar os rapazes e orquestrar uma vingança contra cada um deles, tornando seus excessos justificáveis. Castração, enforcamento, machadada… Jennifer elimina seus algozes de maneira fria, seduzindo-os sem pressa na construção de uma vingança dolorosa e sangrenta. Em dado momento, Johnny, em seu discurso machista, diz que não permite que mulheres lhe deem ordens, diz que a culpa é de Jennifer por andar mostrando seu corpo, tentando-os. E eles teriam feito o que fizeram porque é da natureza do homem deixar a mulher em submissão total. É terrível e assustador pensar que há muitos como Johnny, Stanley, Andy e Matthew por aí.
Criticado pela proposta, A Vingança de Jennifer é mesmo o espelho de uma sociedade doente, desequilibrada. A própria atriz saiu em defesa do filme, dizendo sabiamente que a “arte pode acordar as pessoas“, mostrar que realmente existem mulheres que passam por isso todos os dias e que o filme pode servir como alerta. Para que não existam mais Jennifers, as leis deveriam ser muito mais rigorosas, intimidadoras, punitivas, além, claro, de projetos de incentivos à educação escolar e em casa, de respeito e igualdade de gêneros. É difícil ser otimista diante de exemplares diários de feminicídios, assédios e atos de violência sexual, mas é preciso acreditar que talvez um dia possamos olhar para o filme de Meir Zarchi como uma ficção tola, o registro de uma época vergonhosa e desagradável.