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Lee Marvin é um sargento que conduz seu pelotão lutando desde o Norte da África até a Normandia, cruzando toda a Europa. Ao mesmo tempo que participam de importantes eventos do conflito, o pelotão se envolve em diversos incidentes cotidianos dos civis, involuntariamente envolvidos no horror da guerra. Esse grupo soldados lutará contra seus problemas e convicções pessoais para nada mais do que sobreviver.
O diretor Samuel Fuller realmente serviu na Segunda Guerra e fez parte do comando ''The Big Red One'' - assim, muitos momentos da história são baseados em sua própria experiência no front.
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"The Big Red One" (Agonia e Glória) foi dirigido por Samuel Fuller e seu roteiro baseou-se nas experiências do próprio diretor, veterano da 2ª Guerra Mundial. Fuller constói uma narrativa crua da guerra, ressaltando que a única glória é a sobrevivência.
O filme acompanha a trajetória do pelotão Big Red One desde o início, quando segue em combate para o norte da África, até sua missão final: a libertação do campo de concentração na Tchecoslováquia. Nesse momento, fiel à sua assinatura provocadora e realista, Fuller expõe o choque e indignação dos combatentes diante da brutalidade nazista.
Lee Marvin, em uma atuação marcante, dá vida a um sargento que serviu durante a 1ª Guerra e, desde então, guarda consigo uma culpa. Na 2ª Guerra ele é o comandante de um batalhão de jovens soldados que, durante seu percurso, tentarão amadurecer e se manter vivos, à medida que encaram os horrores à frente. Mark Hamill, ainda muito jovem, interpreta o soldado Griff, cuja maior batalha será travada com ele mesmo.
O filme nos deixa com aquela certeza de que numa guerra não há vitoriosos, apenas sobreviventes da agonia.
Tem Alguns Spoilers...
Cru, seco e impiedoso. "Agonia e Glória" é um filme de guerra sem frescura, cinema 4X4, coisa que só quem viveu e deixou o coração e a mente no front pode contar. Um grupo de soldados e varias missões. África, França, Itália. Horror e morte. Sobreviver é preciso. Todos querem, mas poucos conseguem. Samuel Fuller esteve lá. A história é simples, quase um diário, onde ele conta o dia a dia dos The Big Red One, que sob o comando do sargento (Lee Marvin), o pelotão segue na vida de soldados, matando e morrendo, sem heroísmo, sem medalha, sem nada. Tudo na agonia. E se alguém conseguir sobreviver, terá a glória.
Baseado nas próprias experiências de Fuller como soldado na Segunda Guerra Mundial, o filme conta a história do esquadrão da infantaria da 1ª Divisão de Infantaria dos EUA , a "Big Red One". Que através das campanhas na África do Norte, Sicília, na famosa invasão da Normandia e se embrenhando pelos confins da Europa, eles vivem uma boa aventura, mostrando diversas faces do conflito, que vão desde batalhas brutais até os momentos de zueira até as conversas de sérias onde a "Cabeça de Papel" fica só naquela musica.
Tudo é narrado pelo Sargento (Lee Marvin), um veterano frio, cínico e experiente que vira o paizão do grupo, o cara que todos confiam a alma e dão a vida sem pestanejar. A turma desse 1ª Pelotão inclui vários tipos de personagens, que são, o corajoso Vinci (Mark Hamill), o medroso Johnson (Bob DiCicco), o aspirante a escritor Zab (Robert Carradine, que representa o próprio Fuller jovem), e o brincalhão Griff (Kelly Ward).
O filme não tem um arco narrativo central, mas uma série de vinhetas de cenas de ação, como se fossem episódios que ilustram a rotina brutal e absurda da guerra. Os momentos são muito foda, com cenas icônicas que inspiraram muitos filmes de guerra anos depois. Como as cenas no deserto, com os tanques passado por cima dos soldados na areia, o ataque ao um canhão quase que de Navarone, onde eles tiveram que negociar com um garoto, o enterro da sua mãe pra levar o grupo no local. A angustiante sequência da cruz no deserto (uma das melhores), uma outra famosa que o "Resgate do Sodado Ryan" se inspirou, hospício e outras...
Fuller, com seu papo reto pra cinema, passa longe de preocupa em romantizar o combate. Ele expõe a guerra como uma série de momentos de tédio, terror e breves lampejos de amizade. A morte é como uma bala perdida, vem súbita e aleatória, não escolhe atores, e os personagens não são heróis invencíveis, mas homens falhos, com pés de barro, que tentam sobreviver mais um dia. A produção é bruta e funcional, tudo no terrão, na pedra e areia, em cenários reais, com uma fotografia que busca a realidade dos campos de batalha, o sofrimento, a exaustão dos soldados.
Lee Marvin é o centro do filme, ele entrega uma performance icônica como o Sargento sem nome, encarnando a figura do veterano endurecido que viu de tudo e que agora, com sua voz rouca e olhar cansado, transmite uma vida inteira de experiências de combate, pro seus soldados. E sendo um veterano da Segunda Guerra Mundial, traz uma autenticidade grandiosa ao personagem. Mas eu também destaco o Mark Hamill, conhecido mais por seu papel como Luke Skywalker, que dentro das varias facetas de personagens, trás uma atuação mais sério, mostrando sua versatilidade como ator.
"Agonia e Glória" é um clássico do cinema de guerra, um filme honesto e brutal. Onde a trama não não julga seus personagens e nem tenta impor uma mensagem moral. O filme vai simplesmente acontecendo sem que aja uma tema central, nem missão, nada. Os soldados vão soltos nas guerra com tiros, bombas, explosões vindo em cada cena. Tudo é repentino, não tem uma linha reta, mas sim são curvas que levam adiante, fazendo que o inesperado se apresente sob a face de vida ou de morte.
03.03.1992
Samuel Fuller transformou suas próprias experiências na Segunda Guerra Mundial em Agonia e Glória (1980). O filme acompanha um grupo de soldados da 1ª Divisão de Infantaria dos EUA – a famosa Big Red One – em sua jornada pelo front europeu. Estrelado por Lee Marvin, que também foi veterano de guerra, o longa é um misto de realidade e ficção.
Para garantir realismo, Fuller colocou os atores em um mini campo de treinamento. Lee Marvin, que atuou como o sargento, instruiu a equipe. Como ex-fuzileiro naval, ensinou desde a forma correta de segurar um rifle até o momento exato de trocar o carregador, como em combate real.
A maior parte do filme foi filmada em Israel. Fuller comentou que era perturbador ver, após uma cena com soldados alemães e tropas da SS, os figurantes tirando seus capacetes e revelando quipás. Entre as tomadas, eles ficavam sentados, trajados em uniforme nazista, falando hebraico ou lendo a Torá. Todos os guardas do campo de concentração nazista foram interpretados por judeus.
Selecionado para Cannes em 1980, o projeto passou por cortes drásticos antes do lançamento. Em 2004, uma versão reconstruída trouxe sua visão mais próxima do original. Agonia e Glória figura na lista de Grandes Filmes de Roger Ebert e permanece como um ótimo exame sobre a guerra, porque “sobreviver é a única glória da guerra”, como diz Zab, o soldado-narrador.
A única glória da guerra é sobreviver