Logo antes da cerimônia de seu casamento John Willis recebe a visita do Dr. Blair, um psicanalista, que vem lhe falar sobre os antecedentes de Nancy, sua noiva. Baseado na narração do médico, o filme se desenvolve mostrando o passado de Nancy e deixando no ar a decisão do noivo. Casa ou não casa?
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O que uma criança passa na sua infância, marca totalmente a sua vida, pra sempre.
Gostei do flashback dos flashbacks e vice e versa kkkkk
Achei o final meio apressado. Mas isso é comum nos filmes dessa época.
E também o suícidio de Norman não colou não.
Mas é um filme bom e ele da uma guinada quando Mitchum entra em cena, o homem é um monstro e rouba toda atenção quando aparece.
Um bom roteiro muito bem dirigido por John Brahm, cujo maior mérito é o continuo recuo no tempo sem deixar o espectador confuso em nenhum momento. Laraine Day tem um ótimo desempenho como a mulher dissimulada, assim como Robert Mitchum como um pintor arrogante. Infelizmente o filme apresenta algumas situações inconsistentes na segunda metade:
Difícil aceitar que um homem egocêntrico como Norman (Mitchum) cometeria suicídio naquelas circunstâncias. O terceiro ato também apela muito para coincidências e o remorso final de Nancy acaba não convencendo totalmente.
Drama policial noir e suspense psicológico em preto e branco da RKO Radio Pictures. O filme foi baseado em um roteiro de Sheridan Gibney (1903-1988), adaptado de "What Nancy wanted", de Norma Barzman, esposa do escritor Ben Barzman (1910-1989), posteriormente colocado na lista negra. O diretor alemão John Brahm (1893-1982) foi emprestado da 20th Century-Fox.
A pintura sobre a lareira, vendida ao casal na festa, é de Joan Fontaine, filha de Lilian Fontaine (1886-1975), que fez o papel de Lady Wyndham. Lilian Fontaine, como Lady Wyndham, compartilha cenas com Brian Aherne (1902-1986), seu genro até 1945. Estréias no cinema de Martha Hyer (1924-2014), Kay Christopher (1926-2012) e da lituana Mari Aldon (1925-2004). O papel favorito de Laraine Day (1920-2007). O 1° filme de Gene Raymond (1908-1998) após 5 anos de serviço nas Forças Aéreas do Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial.
Thriller psicológico noir decente. Mais substancialmente complexo do que outros típicos do gênero, que neste caso funciona a seu favor. A estrutura narrativa, que sugere o desmantelamento de uma boneca russa, é muito divertida, mas "o medalhão" também é emocionante de momento a momento, graças aos inspirados efeitos de claro-escuro de Brahm e às caracterizações deliciosamente ambíguas. Talvez um dos raros filmes (ou seria o único?)
em que o personagem de Robert Mitchum (1917-1997) se suicida.
Filmaço noir (mais um para conta), com um dos reis do noir: Mitchum!
Uma aula de cinema: direção, atuações, fotografia, roteiro, trilha, etc!
E na boa, ela NUNCA me enganou!
Bom Melodrama com um jovem Mitchum combinando charme e ironia e Laraine fazendo o complexo personagem
de uma manipuladora e dissimulada
do suicídio.