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Data de lançamento
23 Jan. 1995Duração
Monsieur Cinema, de cem anos de idade, vive sozinho em uma grande vila. Quando suas lembranças desaparecem, ele contrata uma jovem para lhe contar as histórias sobre todos os filmes já feitos. Uma linha de estrelas de cinema também o visitam e lhe devolvem o prazer de viver. Mas, entre eles, existem também jovens estudantes interessados em seu dinheiro para realizarem um projeto cinematográfico. As duas histórias - Monsieur Cinema e a vida dos jovens - são contadas paralelamente até se juntarem no final, onde o ancião ganha um papel no filme feito pelos estudantes.
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Linda e divertida homenagem ao cinema... 👏👏👏
Agnès Varda inventou nas referências. Um filme meio que desconhecido, porém com grande deleite para os amantes da Sétima Arte. Um senhor de quase 100 anos, mas que não aparenta ter essa idade, chamado Sr. Simon Cinéma, contrata a estudante de cinema e cinéfila Camille Miralis, oferecendo-lhe um belo salário, para ela o relembrar dos filmes que ele fez na sua vida, durante cento e um dias.
A grande mansão deste Sr. é bastante lúdica e relembra grandes produções do cinema, desde dos clássicos do cinema mudo, passando pela Nouvelle Vague e indo para filmes mais cults. Camille conhece vários artistas famosos, amigos do anfitrião. Vários atores aparecem como convidados especiais, e relembram suas histórias na Grande Tela: Marcello Mastroianni, Alain Delon, Jeanne Moreau e Hanna Schygulla e muito mais.
Camille descobre que o Sr. Simon Cinéma sente falta de seu neto desaparecido, Vincent. Ela e seu namorado, Mica, planejam usar o amigo Vincent, recém-chegado da Índia, para se passar pelo neto e herdar a fortuna de Simon, ajudando Mica a financiar seu filme. Essa parte do plot do filme, para mim não funciona muito.
Pois, a engrenagem que comanda a produção é as várias referências ao Centenário do Cinema naquela ocasião. Uma grande homenagem à Sétima Arte, com grandes filmes e atores relembrados e homenageados.
Não é o espetáculo que poderia ser, mas vale muito pelas referências, especialmente as visuais.
Ademais, grandes apararições, até mesmo de atores não franceses!
Vi um documentário sobre Agnès, onde a própria cita esse filme e diz que ele não foi um grande sucesso. A sinopse me cativou, já que é um filme que fala sobre cinema. Tive que vê-lo o mais rápido depressa. Algo dentro de mim me dizia que eu iria amar esse filme e essa intuição mostrou-se certa. Eu adorei demais esse filme e fiquei muito encantado com a sensibilidade e delicadeza de Agnès. As referências cinematográficas em todos os cantos. Não sabia se acompanhava os diálogos ou se prestava atenção no cenário repleto de referências aos filmes. Foi um filme que prendeu muito a minha atenção e eu não queria que acabasse tão cedo. Se eu pudesse escolher viver dentro de um filme, este teria grandes chances de ser o escolhido.
Quando vi este filme pela primeira vez - adolescente, em pleno "Intercine", da TV Globo - fiquei alucinado: um despejo insaciável de citações (diálogos, cenas, músicas, etc.) que, naquele contexto de definição cinefilica, manteve-me em êxtase, de modo que eu guardava lembranças mui encantatórias até a revisão: ao fazê-lo, ontem, o filme pareceu bem menor. Divertidíssimo, interessante ao extremo em nível mnemônico-desejoso, mas muito frágil formal e enredisticamente: a trama acessória é muito tola. E quase não se ouve a "voz" da diretora (que, felizmente, surge literalmente nos créditos finais). Michel Piccoli está soberbo e as aparições especiais e críticas (eventualmente idealizações) ao 'studio' e 'star' systems são excelentes, mas... É um pouco pouco vardiano. Na primeira que o vi, não a conhecia, e isso não fez muita diferença. Mas, na revisão, foi um elemento balizador muito intenso. É um filme frágil, mas balsâmico para iniciados! (WPC>)