Dirigido por
Duração
São Paulo, 1971 uma época de guerrilhas urbanas e repressão política.
Lorena (Adriana Esteves), Lia (Drica Moraes) e Ana Clara (Cláudia Liz)
são três jovens universitárias que moram num pensionato de freiras. A faculdade
está em greve e as três meninas são as únicas que permanecem por ali em busca
de seus destinos. Mas não importa que suas trajetórias não sejam coincidentes.
Lorena é rica, mas vive atormentada por seus problemas existencias, Lia é forte,
decidida e liberada sexualmente e acabou se envolvendo em atividades universitárias
consideras "subversivas", Ana Clara é pobre e auto destrutiva, não tem a nobreza
de Lorena nem a inteligência de Lia. Juntas,essas meninas viverão um turbilhão de
emoções que marcou uma época de mudanças.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
É um filme ok em relação à complexidade da obra da Lygia.
Achei que as atrizes destoaram bastante das personagens do livro, especialmente a Lião e a Ana Turva.
Gostaria de ter apreciado mais, foi a sensação que ficou... Entendo o desafio de adaptar o material original , tendo em vista que o livro da Lygia não é uma leitura convencional e, por isso, acredito que o filme não deveria ser tão convencional como foi. Não gosto de pensar em como uma "obra poderia ter sido", mas nesse caso não deu para fugir. Sempre imaginei uma adaptação de "As Meninas" semelhante, na forma — e em partes no conteúdo —, ao filme "As Pequenas Margaridas" da Vera Chytilová, acrescido de alguns recursos narrativos do curta "Ilha das Flores", do Jorge Furtado. Acredito que essa combinação inusitada teria despertado uma sensação bem próxima daquela que é provocada pelo fluxo de pensamento que existe no livro. Enfim, quanto ao filme em si, as três personagens passaram aquela impressão de que falta algo, que não sei bem o que é, mas certamente ficaram distante e destoante da Lorena, Lia e Ana Clara do livro, que parecem pessoas reais — outra vez o desafio em adaptar o material original.
Não é uma adaptação boa, o texto de Lygia não é uma tarefa facil de adaptar fora que nos anos 90 a verba do audiovisual sofreu cortes. Tem boas atuações e só. Como já falaram por aqui, é um filme mediano, mas como adaptação fraco.
O que mais me incomodou foi o figurino da Ana Clara que em nada nos remetia aos anos 70.
Três meninas sonhadoras, cada uma com seu destino, unidas pela amizade.
O tom introspectivo e melancólico remete à obra-base de forma bem eficiente e marcante: tanto na repressão quanto no pessimismo atrelado à narrativa e às personagens. A adaptação, embora não esteja à altura do texto primoroso da Lygia Fagundes Telles, consegue ter identidade e essência. As três protagonistas ressoam diferentes contextos e vivências, mas que se encontram à medida que passam a conviver no pensionato de freiras na época da Ditadura Militar.
A estética apática e a trilha sonora nostálgica, soturna e deprimida casaram muito bem com o tom do filme. Amei muito a cena delas no banheiro ao som de Gal ✨.