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Data de lançamento
2 Abril 2020Duração
Refilmagem do clássico de 1962 dirigido por Nelson Pereira dos Santos, baseado em peça homônima de Nelson Rodrigues. O filme narra a história do bicheiro Boca de Ouro, nascido em uma gafieira e abandonado pela mãe numa pia de banheiro. A história da vida dele passa a ser investigada pelo repórter Caveirinha, que decide entrevistar a ex-amante de Boca de Ouro, Guigui, que conta três versões diferentes da vida do marginal.
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Depois de conferir a versão clássica de Boca de Ouro que estreou em 1963, procurei pela refilmagem de 1990, mas não encontrei. Infelizmente, não terei a experiência de Boca de Ouro de 1990. Então fui assistir a terceira versão cinematográfica da clássica obra de Nelson Rodrigues, dessa vez com direção de Daniel Filho. A comparação com ao longa anterior foi inevitável, especialmente entre Jece Valadão e Marcos Palmeira, que interpretaram o personagem Boca de Ouro. A verdade é a terceira versão de Boca de Ouro é praticamente idêntica ao filme original com diferença em poucos detalhes.
Clássico do teatro brasileiro, Boca de Ouro estreou em 1960 e não há nenhuma dúvida que a escrita de Nelson Rodrigues é sensacional e merece ser priorizada. Nelson Rodrigues não teme o exagero e seus personagens são avassaladores. Em respeito às duas versões cinematográficas da história, eu considero praticamente idênticas ao texto teatral original com pouca diferença. O elenco consegue cumprir com seus papéis, ganhando destaque para Malu Mader, Guilherme Fontes e principalmente Marcos Palmeira na pele de Boca. Para quem conhece a versão de 1963, tem a oportunidade de conhecer Daniel Filho interpretando Leleco e nessa versão de 2019, Daniel Filho é o diretor do filme e fez uma pequena participação interpretando o diretor do jornal.
Enfim, os dois filmes sobre Boca de Ouro é um prato cheio para o cinema nacional. Cada um com seu valor merecido, mas gosto de dizer, vale a pena buscar a história original na narrativa clássica de Nelson Rodrigues antes ou depois de assistir aos filmes. Assista Boca de Ouro 2019 e conheça as três faces de Boca de Ouro na narrativa de Dona Guigui. Tente descobrir qual versão é a verdadeira.
Gostei dessa adaptação da obra do grande N.Rodrigues.
Bom enredo.
Boas atuações
Valeu a pena ver este filme
25.04.2029
MInha nossa...
Nelson Rodrigues seguirá sendo sempre genial. Ele consegue fazer a crítica e piorar muito as situações. Quando se acha que a coisa já está feia o suficiente ele vai lá e piora muito mais as situações.
O concurso de seios é o ponto alto.
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Paulinho Gogó parece uma inspiração do personagem Boca de Ouro.
Nelson Rodrigues era mesmo um sujeito astuto em sua escrita, seus personagens e suas histórias sempre carregadas de dramas inspirados na vida louca mundana da época em que a ideia passava para o papel, sem fala no presença constante da morte, tema em que o autor se deleita com um talento fora do comum.
O personagem Boca de Ouro (Marcos Palmeira) é um malandro canalha, covarde e repleto de insegurança quanto a sua vida pregressa. Não sei nas adaptações anteriores, mas aqui o tal Boca de Ouro possui uma personalidade caricata, um bicheiro canastrão em seu gingado.
É difícil conter o riso diante do sorriso jocoso equipado com a "dentadura" de ouro, uma peça digna de inspiração para os "funkeiros" contemporâneos. Hoje em dia, essa "dentadura de ouro" tem nome, se chama "grillz".
A maneira como o protagonista lida com suas mulheres é de um sarcasmo hilário, só possível de ser visto através da coragem e personalidade de Nelson, ele se utiliza de uma sátira para mostrar as extravagâncias da "categoria" em que o protagonista representa, além de escancarar a mulher despida de pudor e sem nenhum caráter.
O trágico é certo diante do andar em que as ações se direcionam, a morte é evidente uma vez que Nelson Rodrigues não a abandona jamais em suas peças, ainda mais quando a trama é enveredada no ato do adultério e do poder.
O elenco feminino chama a atenção para a beleza, nomes como Malu Mader (Guigui), Lorena Comparato (Celeste) e Fernanda Vasconcellos (Maria Luisa) dão o ar da graça e arrancam suspiros não só do personagem-título. O diretor apela para o nudismo e proporciona tomadas que exaltam toda a beleza do corpo feminino, principalmente de Fernanda Vasconcellos, vide cena final dela com Boca de Ouro.
O bicheiro Boca de Ouro um personagem fictício, de Nelson Rodrigues escrita em 1959, em forma de peça teatral, época que o jogo do bicho alimentava o carnaval e futebol carioca… As três versões de um homem, reza lenda que depois que morre todo mundo vira santo, como se fosse pecada falar mal do defunto, aqui temos essa representação abrasileirada, uma obra gostosinha de acompanhar, curta, cativante e objetiva...