Na penitenciária de Westgate, reina o medo e a brutalidade entre os presos, com mortes constantes e descaso policial. Joe Collins, um dos presos, odeia o Capitão Munsey, a quem considera uma espécie de ditador dentro da instituição. Após mais uma infração e uma severa punição, Joe e seus companheiros de cela resolvem pôr em prática um plano de fuga que poderá também acabar em muito sangue.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Homens tentando fugir da prisão é sempre uma temática estimulante no cinema norte-americano. Mas quando Jules Dassin é o cara por detrás da câmera, tudo muda de figura, e um filme de prisão acaba ultrapassando o rótulo.
É porque Dassin tem essa habilidade incrível para filmar homens desesperados em situações limite, articulando planos engenhosos, mas, inevitavelmente, fadados ao fracasso. Também é porque Dassin sabe das forças desumanizadoras que controlam o mundo, das engrenagens que adestram e destroem corpos.
O diretor imprime uma narrativa bastante ágil com uma decupagem inteligente. Porém, o uso do flashback não agrega muito a trama central, aliás, o recurso retira o peso do mistério que envolve o retrato de uma mulher que está colado na parede da cela. Todos os homens presos naquele espaço nutrem um curioso fascínio por aquela imagem feminina. A coisa poderia ter ficado por aí. É algo como aquela famosa sequência no filme de Michael Curtiz, Casablanca, que mostra o passado de Bogart e Bergman em Paris. Poderia ser sempre um mistério.
Por outro lado, Dassin se beneficia dessa quebra de ritmo para que o espectador respire antes das explosões de intimidação e violência entre os personagens. “Brutalidade” tem aquela coragem e maturidade inigualável do cinema pós-guerra, justamente por rejeitar a ilusão de um final colorido. E estou falando de um filme da era do famigerado Production Code, ou seja, uma obra sujeita à censura.
Não é por acaso o que aconteceu a Dassin e seus colaboradores. Muito menos é uma coincidência aquela cena final: um médico resignado, atrás das grades, olha para a câmera, talvez para além dela, e diz “ninguém escapa de verdade”.
Começa meio parado, na verdade a maioria do filme é assim. Mas no final quando mostra individualmente como cada um foi parar nessa situação e suas motivações o filme melhora e muito. Tem bons personagens, a maioria, para não dizer todos, bem estereotipados. E é fechado com chave de ouro
com a briga entre Munsey e Collins, na qual Collins faz o que todo ser humano queria fazer com aquele arrombad0 e acaba jogando ele pros "leões"
O exímio diretor Jules Dassin entrega uma ótima produção do gênero drama prisional, valorizado pelas impecáveis atuações de Burt Lancaster, Ann Blyth, Charles Bickford, Ella Raines, Yvonne De Carlo, entre outros.
"Brutalidade", de 1947, é um thriller clássico para ser visto e revisto. Imperdível!
Demorei de me envolver com a fita, não sei bem o motivo. Mas na metade para o final o filme ganha mais ritmo e os flashbacks funcionam muito bem na narrativa. Achei as interpretações do elenco (sobretudo o masculino) deveras estereotipados, quase teatral. Só Burt Lancaster entrega uma atuação mais natural. Talvez numa revisão futura o filme cresça mais na minha opinião.
Um bom filme de prisão do diretor Jules Dassin (não chega a ser o meu preferido dele, mas é um ótimo passatempo). Destaque para o personagem do Hume Cronyn, em boa atuação e pra presença do Burt Lancaster, que dificilmente decepcionava. Merecia ser muito mais conhecido!