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Andréa planeja um crime perfeito para eliminar seu marido, Antero Souza e Silva, e ficar com sua herança. Só que o testamento remete a fortuna para Leonarda Furtado, a Naná, suposta filha desaparecida de Antero e que vive aplicando cambalachos para sobreviver ao lado de Jerônimo Machado, o Jejê. Para aliviar a culpa que sente por ser trapaceira, Naná leva para sua casa crianças que recolhe nas ruas de São Paulo.
Andréa sentindo-se perdida, constitui seu advogado, o homem que ama, Dr. Rogério, marido de sua irmã Amanda. Amanda, também advogada, por sua vez, sentindo-se traída, coloca-se à disposição de Naná defendendo-a contra todos, principalmente do marido e da irmã.
Mas a história tem uma reviravolta com a chegada de Daniela, suposta filha de Naná que morava no exterior e a mãe não via desde pequena. Acompanhados de Daniela chegam Armandinho e João Pedro, dois vigaristas que se fazem passar por nobres franceses.
E ainda há a pretensiosa Tina Pepper, fã da cantora Tina Turner, que usa uma peruca a imitando. Ela é filha de Lili Bolero, que passa o tempo todo queixando-se da carreira de cantora que teria lhe sido roubada por Ângela Maria.
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Sempre lembro de um amigo quando vejo algo sobre essa novela. A gente o chamava de Ana Machadão, porque ele deixava de sair, brincar, qualquer coisa, só para ir para casa e assistir a novela. Inclusive, ele odiava o apelido.
Vale sobre tudo por Consuelo Leandro e Regina Casé, hilárias.
Que eu lembre, é o início das novelas engraçadas nesse horário. Até que era boa
Maravilhosa Fernanda Montenegro que a partir da ida pra mansão, infelizmente, acaba perdendo espaço no folhetim, o que geralmente ocorre com todos os mocinhos de novela.
Foi muito interessante assistir atores com uma aparência mais jovem, principalmente a Suzana Vieira, é um dos poucos personagens que assisti dela, que não há arrogância.
Consuelo Leandro e Regina Casé estão maravilhosas. A personagem Andreia, é uma das poucas vilãs que possui realmente todas as características de um psicopata, tudo o que ela faz é para se dar bem ou para mostrar ao mundo que pode, não há empatia alguma em suas ações.
Algumas situações me causaram incômodo, mas entendo que o folhetim possui mais de 30 anos. Há um machismo enorme nos personagens Rogério e Wanderley, um se casa no exterior apenas para ter uma noite, mesmo sendo casado no Brasil, após isso possui relações com a irmã da mulher, e o outro, apesar de fiel, sabota a esposa durante toda a novela, e no final, acabam bem. Na minha concepção, o Rogério foi tão vilão quanto a Andreia e merecia um final bem infeliz.
O núcleo do circo, era o único dispensável durante toda a novela.
A trilha internacional, apesar de ter músicas boas e de sucesso na época, só foi usada para o encerramento, o que é uma pena.
Ademais, ótima novela, onde há um ou dois personagens apenas honestos.
Com atores de primeira escalão, uma novela com vários momentos hilários. Muito boa.