Baseado na ópera de Georges Bizet, conta a história de uma cigana irreverente, sensual e libertária que despertou uma arrebatadora paixão no coração de Don José, soldado do regimento de Alcalá, e conquistou também o aclamado toureiro Escamillo. Os amores e aventuras de Carmen nos prende em uma história de amor, sensualidade e obsessão.
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02/12/2023.
Co-produção franco-italiana da Gaumont, Production Marcel Dassault, Opera Film Produzione e Columbia TriStar, que no Globo de Ouro foi indicado a melhor filme em língua estrangeira: no BAFTA, foi nomeado a 2 prêmios: melhor filme em língua não inglesa e melhor som. O filme é mais uma versão cinematográfica da ópera de Bizet, "Carmen". Um dos últimos filmes do diretor italiano Francesco Rosi (1922-2015).
As filmagens ocorreram em Andaluzía, Ronda, Málaga, Carmona, Sevilha. Outras 48 versões foram realizadas: 27 longas-metragens, 10 filmes feitos para a TV, 6 curtas e 4 episódios de televisão. A 1° versão cinematográfica da ópera a usar o diálogo falado entre todos os números musicais, em vez de ser cantado o tempo todo. É assim que o francês Georges Bizet (1838-1875) pretendia que a ópera fosse executada; o diálogo foi musicado pelo compositor Ernest Guiraud (1837-1892) após a morte de Bizet, a fim de tornar o realismo da ópera menos chocante para o público do século XIX (com base na suposição de que a música tornava o realismo menos "doloroso"). Lançado na mesma época que Carmen (83), de Carlos Saura, outra versão da mesma estória.
Um sucesso cinematográfico perfeito que continua a ser um feliz prazer visual e sonoro, mesmo para e entre os neófitos do mundo da ópera. Só citando as 3 principais músicas que estão entre as mais inesquecíveis que já foram feitas até hoje e valem a pena assistir: "Abertura", "Habanera" e "Canção do Toreador". Só não gostei das cenas iniciais com a brutalidade e crueldade das touradas e a duração excessiva do filme. Mas dose também foi ver a intérprete de Carmen com os sovacos cabeludos.
Produção luxuosa onde o diretor Francesco Rosi não poupou esforços para dar verossimilhança à narrativa. O elenco, os figurinos, cenários e locações nos transportam para a Espanha do século XIX e a parte musical, à cargo de Lorin Maazel é deslumbrante.
Trailer http://www.youtube.com/watch?v=ElaUTpMk6Kw
Uma das melhores versões de Carmen, com certeza a mais realista: cenografia perfeita, na minha opinião. A Carmen aí (Julia Migenes) sabe cantar, dançar, atuar e pode se passar tranquilamente por uma jovem cigana espanhola sensual, o que facilita muito as coisas. Plácido foi um bom Don José também, embora eu já tenha visto melhores nas adaptações da Royal Opera House. Opinião de quem tem Carmen como sua ópera favorita.