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Okinawa, 1946. Wainwright Purdy III (Paul Ford) é um coronel americano que comanda as tropas de ocupação no Japão e que está determinado a levar a cultura ocidental para os habitantes locais. Ele nomeia o capitão Fisby (Glenn Ford) como interventor militar, na intenção de levar esta tarefa adiante. Fisby vai para Tobiki disposto a levar o modo de vida americano para os moradores da região, com a tarefa de organizar um clube social feminino e construir uma escola em forma de pentágono. No entanto acontece uma aculturação às avessas, pois Sakini (Marlon Brando), o guia e intérprete do capitão, espertamente conduz a situação do seu modo, fazendo Fisby assimilar os hábitos orientais.
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Irregular.
Vasculhando a filmografia do diretor, percebi que não gosto dele. Por mais que, a partir de determinado momento, a trama (baseada numa peça teatral que, por sua vez, é baseada num romance) começa a zombar do comportamento paspalhão dos militares estadunidenses, a condescendência dos personagens (e/ou atores/figurantes) japoneses em relação ao colonialismo é de lascar: aquela abertura com o Marlon Brando nipônico (!!!) comemorando as vantagens das múltiplas ocupações em Okinawa é de dar nos nervos! Mas a entrada em cena do personagem de Eddie Albert dota o filme de uma insuspeita simpatia. Mas a conjuntura pró-empreitada comercial volta a dar o tom no desfecho, de modo que aquilo que surge como valorização comunal, em verdade, é elogiado apenas em seu potencial vendável, embebedador. Minha mãe curtiu... Comigo, simplesmente, não desceu! Quando descobri que o filme foi indicado a um Globo de Ouro de "Promoção do Entendimento Internacional", fiquei chocado: tadinha da Machiko Kyo! (WPC>)
05/04/2022
Legalzinho
O Capitão Fisby (Glenn Ford) é enviado para colonizar culturamente a aldeia de Tobiki em Okinawa, a maior das ilhas Ryukyu, no Japão. O seu comandante, o coronel Wainwright Purdy III (Paul Ford), atribui-lhe um pseudo morador do local, bem astuto, seja lá o que isso possa significar, Sakini (Marlon Brando), como intérprete. Fisby tenta implementar os planos dos militares encorajando os aldeões a construir uma escola na forma de um pentágono, mas em vez disso eles querem construir uma casa de chá. Fisby assimila-se gradualmente aos costumes locais (por mais estranho que isso possa parecer de um militar norte-americano treinado para o conflito, com a ajuda de Sakini e Lotus Blossom, uma jovem gueixa (Machiko Kyō). Para reanimar a economia, tem os Okinawanos a fabricar pequenos artigos para vender como lembranças, mas ninguém os quer comprar. Eles incluem gaiolas de cricket e calçado japonês de madeira chamado geta, tipo chinelas. Fisby faz então uma feliz descoberta. Os aldeões destilam uma potente aguardente de batata-doce numa questão de dias que encontra um mercado pronto no exército americano. Com o afluxo de dinheiro, a casa de chá é construída em pouco tempo. Quando Purdy envia o psiquiatra Capitão McLean (Eddie Albert) para verificar o Fisby, o recém-chegado é rapidamente conquistado. Isto, mesmo depois de Fisby saudar McLean calçando geta, um roupão de banho do exército (que Fisby afirma ser o seu quimono) e o que Fisby denomina um chapéu de palha "com ar condicionado" (sendo este último usado pelos agricultores de Okinawan). McLean mostra-se mais tarde entusiasmado com a agricultura biológica. Quando Purdy não tem notícias de nenhum dos oficiais, aparece pessoalmente e surpreende Fisby e McLean, este último vestindo um yukata (quimono de Verão). Eles estão a liderar uma canção de remo numa festa em pleno andamento na casa de chá. Purdy manda destruir o edifício e a destilaria. Numa explosão, os aldeões destroem as velhas urnas de água em vez do armazém de brandy e só desmontam a casa de chá, escondendo as secções. A aldeia é escolhida pelo Comandante Supremo das Potências Aliadas (SCAP) como um exemplo de democratização bem sucedida liderada pelos norte-americanos. Isto leva o Coronel Purdy a lamentar as suas ações e a remontar a casa de chá. O filme é uma aula de antropologia não muito bem estruturada. O encontro de diferentes não muda somente um dos lados, mas os dois. O sonho norte-americano, de colonização cultura, se desenvolveu no pós segunda guerra, de forma mais eficaz do que dada a uma missão militar...sabemos e sentimos...mas o filme tem uma certa graça que nem sequer consigo expressar em palavras. Vale o registro, e as dicas, por trás das tramoias, dos que pensam que os colonizados são muito idiotas e os colonizadores o supra sumo da inteligência! LEVA NOTA 3 PELA AULA, RESIDUAL, DE ANTROPOLOGIA!!
Comédia dramática da MGM que no Festival de Cinema de Berlim foi indicada ao Urso de Ouro de melhor filme; no Globo de Ouro, foi nomeado a 6 prêmios: melhor filme de comédia ou musical, melhor ator de comédia ou musical, Marlon Brando (1924-2004), melhor ator de comédia ou musical, Glenn Ford (1916-2006), melhor atriz de comédia ou musical, Machiko Kyô (1924-2019), melhor ator coadjuvante, Eddie Albert (1906-2005) e melhor filme promovendo compreensão internacional. A peça da Broadway foi, por sua vez, adaptada de um romance homônimo de 1951 de Vern J. Sneider (1916-1981).
O filme satiriza a ocupação dos EUA e a americanização da ilha de Okinawa após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945. As filmagens aconteceram em Nara e Kyoto, no Japão. A atuação de Marlon Brando (irreconhecível) foi tão convincentemente japonesa que muitos exibidores de teatro relataram que os cinéfilos exigiam seu dinheiro de volta porque Brando nunca apareceu na tela. A peça "The teahouse of the august moon" ganhou o Prêmio Pulitzer de drama em 1954. Marlon Brando afirmou que Glenn Ford estava tentando roubar todas as cenas que eles tiveram juntos. Como tal, Brando retribuiu o favor em algumas ocasiões.
Quase metade do texto está em japonês, exigindo uma interpretação de Sakini (Marlon Brando) ou uma interação física clara e sucinta para transmitir a ação da trama. Teve um outro filme com título similar estrelado também por Glenn Ford, no caso, Uma certa casa de chá em Kyoto (61), mas que não tem nada a ver com esse filme.