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Data de lançamento
18 Dez. 1992Duração
A vida de um dos maiores gênios do cinema é retratada desde a sua infância pobre até o recebimento de um Oscar Especial. O filme foca também suas várias ligações amorosas e os problemas de ordem política, que o levaram a ser expulso dos Estados Unidos.
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CHAPLIN
Direção: Richard Attenborough
Ano: 1992
Assistido em: 29/08/2026
Se fizessem uma votação hoje, e tivéssemos que escolher o maior gênio da história do cinema, meu voto, com absoluta certeza, iria para Charles Chaplin. Ele jogava em outro nível. Não foi apenas um ator de extrema importância e de talento inquestionável. Não, o homem foi um pioneiro em todos os sentidos. Ele era um diretor excepcional, um roteirista brilhante, um empresário talentosíssimo que brigou contra o sistema e a indústria de Hollywood quando Hollywood ainda estava se formando. Era também um músico talentosíssimo, um bailarino e acrobata além do normal. Enfim, ele era o que podemos chamar de fora da curva. Um filme que conseguisse retratar todas as facetas dessa figura, ao mesmo tempo em que não deixasse de lado suas polêmicas, era um desafio muito grande de ser realizado, mas eu confesso que gostei muito daquilo que vi.
A vida de Charles Chaplin começa em meio à extrema pobreza da Londres do início do século XX, mas seu talento para a comédia o leva dos palcos ingleses aos Estados Unidos, onde rapidamente se transforma em uma das figuras mais populares do mundo. Por trás do personagem irreverente que conquista milhões de pessoas, porém, existe um homem ambicioso, perfeccionista e marcado por relações amorosas conturbadas, conflitos profissionais e controvérsias políticas. Enquanto sua carreira alcança proporções extraordinárias, Chaplin precisa lidar com o preço da fama e com as consequências de suas escolhas pessoais.
A vida de Chaplin não foi nada fácil, principalmente para o filho de uma mãe solo no final do século XIX. Ele foi obrigado, desde muito cedo, a enfrentar uma vida muito difícil, mas, por outro lado, aprendeu e descobriu muito rapidamente o seu grande talento e o quão especial ele era. Infelizmente, o filme tem muita coisa para contar, então nós não temos tempo a perder. A infância de Chaplin é tratada de uma forma muito breve, sendo que existiam muitas coisas a serem abordadas ali. Eu sei que Richard Attenborough seguiu a autobiografia de Charles, e isso acabou prejudicando um pouco a narrativa, já que o próprio ator não era muito afeito a falar sobre algumas passagens. Aliás, este é um problema do filme como um todo, e o maior deles, muitos pontos são trabalhados de uma forma muito rápida, sem que tenham o devido detalhamento necessário, principalmente as polêmicas.
Apesar de Chaplin ser, para mim, a maior figura da história do cinema, eu não nego que o fato de ele se envolver com jovens muito novas é altamente problemático e deplorável, para não dizer outra palavra. Só que eu também não sou adepto do revisionismo histórico ou de ressignificações. Nós não podemos julgar com os olhos do século XXI comportamentos do princípio do século XX, porque, se fizermos isso, não teremos ídolo nenhum. Enfim, eu fico aliviado que pelo menos isso tenha sido retratado em tela. Partindo do pressuposto de que estamos nos baseando em uma autobiografia que contou com o envolvimento direto da família do ator, ver o comportamento dele sendo criticado (não tanto quanto deveria, mas ainda assim criticado), foi impressionante.
Tecnicamente falando, o filme é muito bem trabalhado. Robert Downey Jr. conseguiu entregar uma fisicalidade muito grande, que era obrigatória para interpretar esse personagem. O ator conseguiu se disfarçar muito bem, só que eu não gostei de vê-lo como Chaplin nos anos 60 e 70. Downey era muito jovem em 1992, não tinha nem 30 anos, e interpretar um homem de mais de 80, mesmo com aquela maquiagem bem feita, não me soou tão natural. Os demais atores estão bem em seus papéis, mas, como há muita coisa a cobrir, todos passam muito rapidamente, não dando muito espaço para que ninguém brilhasse com maior intensidade.
Chaplin é daquelas cinebiografias que tentam cobrir toda a vida do personagem e, graças a isso, é um filme apressado. Eu senti que havia espaço para muito mais. Ele tem apenas duas horas e vinte minutos, mas é daqueles que poderiam ter bem mais duração e você não sentiria, porque é uma história tão rica e tão deliciosa de acompanhar que, ao final, a sensação que tive foi de que eu passaria tranquilamente das três horas sem cansar.
É impossível não se emocionar com as cenas finais, quando imagens do verdadeiro Chaplin aparecem naquela homenagem no Oscar de 1972. Aliás, achei o ponto de corte excelente: o momento em que Hollywood meio que pediu perdão a Chaplin pelos anos de perseguição. Foi verdadeiramente encantador.
um bom filme e q se sustenta na atuação do Robert mas sua montagem é terrivel, tudo muito apressado e jogado, sem profundidade alguma, so posso pensar q na vida dele aconteceu tanta coisa q a unica forma de se fazer um filme unico seria assim ou pra nao ser tao apressado teria q ter umas tres partes oq comercialmente e financeiramente nao sei se seria interessante. Mas foi bom poder conhecer um pouco da vida ainda q fragmentada desse genio.
15.09.2005
Excelente filme. Robert Downey Jr. com uma interpretação digna de Oscar... *eu não sabia que a vida de Chaplin havia sido tão agitada.
12.02.1999