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Teresa foi apaixonada por Osmar, um homem bem mais novo e que preferiu se casar com Eloá. Anos mais tarde, Teresa vai trabalhar como enfermeira na casa do rico empreiteiro Alfredo Fraga Dantas e acaba se casando com ele. O casamento de Osmar e Eloá entra em crise quando Eloá tenta sua ascensão profissional, e Teresa volta à cena, preparando uma surpreendente vingança contra Osmar, o homem que a fizera sofrer muito no passado. Ao mesmo tempo, a ambiciosa Eloá conhece o misterioso Raul, homem com quem faz um estranho pacto para atingir o topo. Seria ele o diabo?
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O sofrimento da Eloá, ao som da Maria Betânia, nos primeiros capítulos é um porre, é chato e deu vontade de largar a novela. Quem for assistir, não procurem por nada da novela, pois o spoiler pode estragar toda a experiência. Assisti pela primeira vez e achei muito acima da média.
É a minha maior decepção novelística até hoje. Sempre foi meu sonho assistir e o próptio Gilberto Braga fazia propaganda dizendo ser sua melhor novela, então, quando o VIVA anunciou a reprise ano passado fiquei em êxtase, e foi assim até o famigerado capítulo 83. Depois da grande revelação que guiava a trama, tudo se esvaziou, incluindo meu interesse pela história, tanto que deixei de acompanhar a exibição ao vivo e só fui conclui-lá mais de 2 meses após o término da exibição na TV. Uma obra tão interessante e tão moderna - mesmo após 40 anos, terminar desse jeito tão apático e apressado, com personagens mudando de personalidade do nada e se esvaindo, enquanto se tornava um melodrama barato. Agora faz sentido ter por 4 décadas, ficado nos arquivos da Globo, completamente esquecida.
Credo, que decepção. Como já falaram, vai bem até o cap 80 quando tem a virada da história, depois parece que escreveram de qualquer jeito até acabar. Final ridículo. Pior novela do GB.
A novela é maravilhosa e muito envolvente até o capítulo 83...
quando a trama do diabo é revelada.
Depois, parece que o Gilberto Braga não soube conduzir a história ou fez de qualquer jeito. Até entendi como ele estruturou, mas muita coisa ficou repetitiva e vazia. Uma pena, pois a sinopse é perfeita! A novela poderia ter fechado com trinta capítulos a menos. Me lembrou um pouco o que ele fez em O Dono do Mundo: a primeira parte é ótima, enquanto a segunda parte fica bem aquém e monótona. É nítido que ele preferiu dar protagonismo pra Glória Menezes e boicotou a Débora Duarte, que nunca o agradou como Eloá pois segundo o mesmo, apesar dela ser ótima atriz, não tinha star material pra ser o primeiro nome de uma novela. Ele até culpava o esquecimento da novela (preferida pessoal dele mesmo) por conta disso. Não adianta, Gilberto. Vale Tudo foi, é e sempre será sua obra-prima! E Corpo a Corpo, por mais méritos que tenha, não foi a melhor do autor. Mas nem por isso é uma novela ruim, como alguns comentários abaixo sugerem.
Reflexões aleatórias (que ninguém perguntou nem quer saber):
Débora Duarte, mesmo com sua personagem esvaziada e sem direção, deu uma excelente performance. Subestimadíssima. Muita química com Fagundes. Zero química com José de Abreu.
Mas quem reinou foi Glória Menezes com sua atormentada Teresa, excelente em todas as diferentes fases da personagem.
Antônio Fagundes foi competente (no auge da beleza rs), mas Osmar é um personagem difícil de engolir com tanto machismo e orgulho besta.
Flávio Galvão foi o diabo perfeito! A satanista Jalusa (Rosane Gofman) era impagável.
Selton Mello muito carismático já cedo. Que bom que ele cresceu e seu talento cresceu mais ainda.
Joana Fomm roubou a cena como Lúcia Gouveia, sua vilã mais detestável e antipática, mais uma vez elitista, decadente e insuportável, aqui com falas de racismo extremo, que hoje nunca iriam ao ar (mesmo que muita gente ainda fale e aja igual ou pior). No entanto, a personagem soou deslocada e sem propósito em vários momentos. O final de Lúcia e Amaury (Stenio Garcia) foi o mais marcante do último capítulo, na minha opinião. Vá e veja.
O casal interracial Sônia (Zezé Motta) e Cláudio (Marcos Paulo) protagoniza momentos emblemáticos da novela, mas não senti muita química entre os atores - até a Malu Mader, que fazia a irmã dele, tinha mais química com ele. A separação do casal se arrastou por milênios, o clímax do drama foi o auge do folhetinesco e a regeneração do personagem racista e reacionário do Hugo Carvana soou forçada. O ator, por sinal, parecia estar quase sempre com tédio em cena.
Olavo (Marcelo Picchi) poderia ter rendido muito mais nas vilanias com Maggie (Lília Cabral). Nadaram e morreram na praia do alívio cômico.
A grande Ruth de Souza foi subaproveitada na novela, só coadjuvante de luxo.
Amei a Zoraide - Renata Fronzi sempre divertida entre os coadjuvantes. Eloísa Mafalda mais uma vez como mãe sofrida e autoritária, mas dando novas camadas à personagem, sem soar repetitiva. Ambas ótimas atrizes.
Personagens zzz da trama: Zeca (Caíque Ferreira) e Alice (Luiza Tomé). Heloísa (Isabela Garcia) e Ângela (Andrea Beltrão - já esbanjando talento) começam insuportáveis, mas evoluem muito.
Gostei da Bia da Malu Mader, tirando seus momentos bem intragáveis de arrogância e demagogia. Lauro Corona marcou época, só que eu sempre acho que em toda novela ele faz o mesmo tipo Cazuza de ser que dá um pouco de sono. Espero que assistindo Vida Nova eu mude de opinião.
Zeni Pereira, nossa Hattie McDaniel, me emocionou em várias cenas! Por mais que os pontos de vista da personagem sejam hiperproblemáticos.
Uma novela que eu sempre quis ver e fiquei em êxtase por enfim realizar esse pequeno sonho. Eu esperava mais, mas valeu a pena o resgate dessa novela rara que merece ser vista. Os temas que ela retrata (mulher no mercado de trabalho, igualdade de gênero, carreira x vida pessoal, sexismo, etarismo, crise econômica, desemprego, racismo, etc) foram além de seu tempo e permanecem mais atuais do que nunca. Passaram-se 40 anos: o Brasil realmente mudou?
Visto hj 17.01.25 o último capítulo pelo Viva.
Vou sentir falta.
A novela possui vários pontos altos, a química entre os personagens da Débora Duarte do Antônio Fagundes, a personagem Teresa, excelente em todas as camadas e fases, tbm a personagem da Rosane gofman: Jalusa, impagável e adorei que ela encerra a novela, o texto, ótimo, sensível, tocante, crítico e debochado quando se trata do diabo e, menção honrosa à atriz Tânia Scher, maravilhosa, excelente e nem foi creditada na abertura.
Pontos baixos: a irregularidade da novela após o capítulo 83, o longo período de punição da Tereza, e as personagens Alice e Rafael, chatíssimas.