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Data de lançamento
9 Abril 2010Duração
Claire (Tina Fey) e Phil Foster (Steve Carell) não aguentam mais o tédio da vida de casado e se aprontam para ir à Manhattan, num encontro de casais. A noite fica fora de controle dos dois e transforma numa troca de identidades, levando-os a uma experiência totalmente nova, excitante e perigosa.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
"Uma Noite Fora de Série" é uma comédia leve, divertida e aparentemente despretensiosa, mas que funciona bem justamente por usar o absurdo de uma noite caótica para falar de algo muito cotidiano: o desgaste silencioso de um casamento preso à rotina. Phil e Claire Foster não são um casal em ruínas, mas duas pessoas que se amam e, ainda assim, parecem ter perdido parte da espontaneidade, do desejo e da atenção mútua no meio das responsabilidades da vida adulta. A trama policial exagerada, cheia de perseguições, confusões e identidades trocadas, serve como metáfora para uma reconexão emocional: ao serem arrancados do piloto automático, eles redescobrem a parceria, o humor e a cumplicidade que ainda existem entre eles. O filme não pretende ser profundo de forma dramática, mas sua moral é clara e eficaz: relacionamentos precisam ser cultivados antes que a rotina apague aquilo que os tornou especiais. Com o carisma de Steve Carell e Tina Fey, a obra transforma uma aventura improvável numa reflexão bem-humorada sobre casamento, mostrando que o amor duradouro não depende de grandes gestos heroicos, mas da escolha diária de olhar novamente para o outro com interesse, cuidado e presença.
Dou uma nota 6/10.
Disponível na Disney Plus.
15/09/25 (inglês)
DATE NIGHT
Direção: Shawn Levy
Ano: 2010
Assistido em: 25/05/2025
Os especialistas dizem que fazer comédia é muito mais difícil do que fazer drama — e eu concordo, mesmo sem ser ator nem nada. O que para uns pode ser extremamente engraçado, para outros pode não significar absolutamente nada. Não existe fórmula mágica para fazer rir. Às vezes, dá pra reunir alguns elementos que ajudam no processo, mas nem isso garantirá que a comédia funcione. Date Night é um ótimo exemplo: vários profissionais talentosos do humor reunidos num filme sem graça que simplesmente não funcionou.
Phil e Claire Foster, um casal preso à rotina, tenta reacender a paixão com um jantar especial em Manhattan. Ao assumirem a reserva de outro casal, são confundidos com criminosos e acabam envolvidos numa perseguição policial que transforma a noite num caos.
O peso do talento aqui é inegável, Steve Carell é maravilhoso, um dos grandes nomes da comédia dos anos 2000 em diante. Tina Fey é igualmente incrível. Os dois estão sob direção de Shawn Levy, um nome forte no entretenimento mainstream dos últimos 20 anos. A história ainda traz participações especiais aos montes — é quase uma feira de celebridades. Tudo isso poderia fazer o público gargalhar. Não foi o meu caso. O motivo? A finada Fox parece ter gastado toda a energia escalando nomes e esqueceu do básico: o roteiro.
Não há nenhuma novidade aqui, Phil e Claire são só mais um casal comum enfrentando a estagnação do casamento. Eles saem para um encontro que dá errado e, a partir daí, situações externas começam a acontecer. O problema é que você fica esperando o rumo da história se firmar, e nada. As situações são exageradas, muitas escritas de forma atropelada, sem progressão decente, e culminam nos clichês mais preguiçosos dos filmes de ação policial. O filme vira uma colagem previsível e cansativa, mesmo durando apenas uma hora e quarenta minutos.
No fim, a sensação é que Levy tentou se escorar no elenco estrelado para mascarar as deficiências de Date Night, e não conseguiu. Fica mais uma prova de que ter nomes de peso não salva roteiro mal escrito. Não estou dizendo que o filme é horrível — talvez funcione como passatempo para muita gente. Mas para mim, ele falhou justamente onde mais importava: ser engraçado.
Sobre o roteiro e diálogos: as definições de vergonha alheia foram atualizadas. Tenebroso até pra quem já esperava um clichê.
Filme bacaninha, dentro do possível. Deu pra dar boas risadas.