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Data de lançamento
12 Out. 2007Duração
Na Inglaterra de 1585, com quase três décadas de reinado, Elizabeth I continua lidando com o forte anseio por seu trono e a remanescente ameaça de traição na própria família. Ao mesmo tempo, um vento destruidor de catolicismo fundamentalista varre a Europa do século 16, tendo como testa-de-ferro o rei da Espanha, Filipe II. Apoiado pela Igreja em Roma e armado com a Inquisição, Filipe está determinado a arrancar a “herege” protestante do trono e restaurar a Igreja Católica Romana na Inglaterra.
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06.09.2009
Após 9 anos sem saber o que pensar dessa sequência. O realizador Paquistanês buscou corresponder às expectativas que nos deu em 1998. É, portanto, uma continuação oblíqua do primeiro filme já realizado por Shekhar Kapur sobre a famosa Rainha da Inglaterra, e situa-se 30 anos após a sua coroação (por volta de 1585). Neste momento, ela deve enfrentar conspirações visando seu trono e intrigas religiosas (ela é protestante, os espanhóis são católicos). Infelizmente, o potencial histórico é aqui muito pouco explorado, preocupando-se mais com o esplendor dos seus pomposos cenários, dos seus trajes bordados à mão e dos seus milhares de figurantes. Se tudo isso chama a atenção por um tempo, ainda permanece um encobrimento sufocante, que de forma alguma recria a atmosfera cortante do final do século XVI.
Cate Blanchett encontra complexidade em sua atuação, prejudicada por um papel que é tratado superficialmente e muitas vezes se resume a clichê. Porém, é ela quem carrega todo o filme, e o mínimo que podemos dizer é que ela conta com a presença de uma Elizabeth. Infelizmente, os roteiristas desperdiçaram seu material ao mudar gradualmente a história de um reinado famoso para a simples crônica sentimental já vista e revisada diversas vezes (a rainha que não consegue amar como as outras com um amor simples e carnal feito de sua posição), e ela impressiona por seu carisma e melancolia, interpretando uma rainha desprezada, que não consegue amar, mas que deve manter o rumo contra todas as probabilidades.
Muitos têm insistido na visão anticatólica e nos Jesuítas Assassinos, mas não estamos muito longe da realidade. Mais discretos, os personagens secundários não ficam de fora: entre uma Mary Stuart dividida entre ambição, esperança e desilusão, um Francis Walsingham dividido entre o dever e a vida pessoal e um Walter Raleigh que não sabemos se é ambicioso ou amoroso, temos uma bela imagem das emoções e aspirações humanas.
Uma epopéia, certamente idealizada, mas sem dúvida que não foi fiel ao que dela pensavam os contemporâneos de Gloriana, que só pode nos deixar semi-flutuantes quando terminada.
Um filme cansativo, que nem pela Cate Blanchett vale direito....se for pra ver por ela, melhor escolher inúmeros outros.
É bacana enquanto "registro histórico", mas não vai muito além disso
Cenários ricos e belíssimos, mas o filme não convém, chato, cansativo.
Todo retalho que possa ser costurado a outros e juntos tecer uma parte obscura da história da humanidade é lançar luz sob a ignorância e rasgar o véu que insistimos não descobrir.