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Data de lançamento
31 Jan. 2000Rio de Janeiro, 1958. Flávia Cristina é uma moça determinada que sustenta o irmão mais novo Bruno, mas não percebe que ele é um mau-caráter, um marginal que a explora. Ao tentar defendê-lo de um agiota, Flávia pensa ter matado o homem, e, receosa de ser descoberta pela polícia, foge para o Sul do País, sem perceber que sua mala carrega dólares roubados pelo irmão.
Na viagem, Flávia Cristina conhece Flávia Regina, uma moça fisicamente parecida com ela que está indo trabalhar como governanta na Vivenda do Sombrio, numa cidadezinha chamada Esplendor. Flávia resolve acompanhá-la, mas um acidente com o ônibus, põe Regina em coma no hospital, enquanto Flávia é confundida com a amiga e levada para casa de seus patrões.
Na Vivenda do Sombrio, o pequeno Gui, vê o espírito de sua mãe. Gui é um menino arredio e triste que não fala desde a morte dela em um acidente aéreo. Seu autoritário pai, Frederico Berger, é um rico industrial que nunca se recuperou da perda da mulher Elisa e tornou-se um homem taciturno que contagia com sua tristeza todos na família.
Ao chegar na mansão dos Berger, Flávia assume a identidade da amiga para fugir de um crime que pensa ter cometido, e espera resolver toda a situação quando Regina sair do coma. Mas, ela não esperava que seu irmão Bruno fosse procurá-la, em busca dos dólares, ameaçando-a levar a polícia por falsa identidade. Flávia também sofre com a perseguição de Cristovão, um mau caráter, protegido da família Berger que pretende conquistá-la.
A amarga e agressiva Olga, que vive presa numa cadeira de rodas desde o nascimento da filha Marisa. Casada com o médico Hugo Norman, ela sofre com ciúmes de Adelaide, irmã de Frederico Berger, que é uma mulher sofrida, mas o oposto da personalidade de Olga, e cuida com carinho de todos na Vivenda do Sombrio, apesar de sua doença crônica.
Olga, com ódio da família Berger, se une a Cristovão, namorado de Marisa para punir Frederico. No passado, seu filho Pedro morrera num acidente e ela acredita ser Frederico o responsável. Cristovão também guarda um desejo de vingança, uma vez que sua família morrera na fábrica de propriedade da família Berger.
Enquanto Flávia Cristina conquista todos na Vivenda do Sombrio (incluindo o coração do amargo Frederico Berger), Flávia Regina acorda do coma e descobre que sua amiga se apossara da sua identidade. Para desmascará-la, se une a Cristovão, cada vez mais apaixonado por ela.
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Não assisti a novela na época de sua exibição na TV e aproveitando que a produção estreou na Globoplay por ocasião do seu aniversário de 25 anos, pude assisti-la.
O enredo mistura romance e espiritualidade, com toques góticos que me lembrou muito a história de “Jane Eyre” da obra de Charlotte Brontë em que uma garota chega para trabalhar na casa de um viúvo amargurado que guardava segredos obscuros e um grande trauma.
SPOILERS ABAIXO
Flávia Cristina (Leticia Spiller, belíssima) moça honesta e trabalhadora, é irmã de Bruno (Caio Blat) um jovem delinqüente e traiçoeiro, que faz com que ela se envolva na morte de um agiota para o qual seu irmão devia dinheiro. Obrigada a fugir, ela encontra na rodoviária uma moça que coincidentemente também chama Flávia, só que Regina (Christine Fernandes, também lindíssima) que se dispõe a ajudá-la e a leva para a cidade de Esplendor, onde iria começar em um novo emprego como governanta. No caminho, um acidente de ônibus deixa Flávia Regina em coma e acabam levando Flávia Cristina por engano para a casa onde a outra Flávia, a Regina, iria trabalhar, a mansão do viúvo Frederico (Floriano Peixoto, ótimo), cujo figurino e cabelos compridos lembram Heathcliff de “O morro dos ventos uivantes” de Emily Brontë, mais uma referência à romances góticos.
Na casa moravam, além de Frederico, sua irmã, a amável e delicada Adelaide (Cássia Kis) e os seus filhos , Fred Junior (Max Fercondini), Erica (Thais Fersoza) e o problemático Gui (Thiago de Los Reyes) que não fala desde a morte da mãe e que se afeiçoa imediatamente à nova governanta. Um parênteses para a atuação do menino Thiago, que não fala uma única palavra até o último capítulo, mas atua lindamente, com expressivos rosto e olhos que transmitem toda sua angústia e o trauma pelo qual havia passado, que permanece um mistério só revelado no final.
Flávia e Frederico se apaixonam e a novela ganha um forte lado romântico, com inúmeras cenas do casal ao som da bela “Love is a many splendored thing”, que para mim deveria ter sido o tema de abertura da novela, muito mais representativa do que a chatinha canção de Caetano Veloso.
É claro que até o final feliz, o casal enfrenta inúmeros desafios causados em sua maioria por Cristovão (Murilo Benício, vilão charmoso, em atuação perfeita), uma espécie de irmão adotivo de Frederico, mas que o odeia. No quesito vilões temos também a amargurada e vingativa Olga (Joana Fomm, também excelente) esposa do médico Norman (Gracindo Junior), que é apaixonado por Adelaide.
Aliás falando em Adelaide, além da excelente performance de Cássia Kis, tivemos uma das mais emocionantes e poéticas mortes de um personagem em novelas. Seu discurso e posterior diálogo com Norman no jardim da mansão, foi a cena mais bela e comovente da novela inteira, seguida pela cena final em que descobrimos que o sensitivo Gui continuaria a ver a tia, como durante muito tempo viu a mãe falecida.
Contando também com um elenco de apoio perfeito, como os sempre amigos e prestativos Rodolfo (Osmar Prado) e Laura (Claudia Alencar), a atrapalhada Marisa (Adriana Garambone), o tímido Caçula (Guga Coelho), a sofrida Irene (Zezé Mota) e os ícones da dramaturgia brasileira, os já falecidos Ítalo Rossi, como o mal humorado e adorável mordomo Vicente e Tonia Carrero vivendo a maluquete e anjo da guarda da cidade Mimi (Tonia Carrero).
Apesar de algumas cenas exageradas, como o cativeiro a que Cristovão submete Flávia, a novela primou pela narrativa envolvente, elenco com ótimas atuações, figurino deslumbrante, ótimo design de produção com uma caprichada reconstituição de época (as festas de aniversário de Érica, casamento de Norman e Adelaide e o casamento de Frederico e Flávia foram estupendos) e trilha sonora nostálgica e de bom gosto.
Uma novela que talvez hoje em dia, não tenha mais espaço para ser produzida, pois remete às produções clássicas do cinema, com ritmo lento e, acima de tudo, muito romantismo, que merece ser vista por quem não a conhece ou revista, por quem já a assistiu na sua primeira exibição e queira rememorar uma bela narrativa com esplêndido visual.
bela e envolvente, diferente de outras novelas.
Terminei de assistir esses dias essa novela novamente! Uma versão CHEIAAAA de cortes mas mesmo assim, meu coração ficou quentinho! Essa novela passou qdo eu tinha 12 anos e eu nunca me esqueci dela! <3
Uma novela belíssima, história envolvente e elenco MARA! Um dos últimos momentos de Tonia Carrero na tv. Pena ter passado batida, o público preferia ver aquela patacoada de Uga Uga.
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