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Data de lançamento
25 Dez. 1996Duração
Em 1952, em um pequeno cinema da Argentina, a projeção é interrompida para comunicar o falecimento da líder espiritual do país, Eva Perón (Madonna). A partir deste momento é narrado em flashback como a filha bastarda de um agricultor de um pequeno povoado é barrada no funeral do seu pai e como ela, freqüentando as rodas certas com as pessoas certas, acaba se tornando rapidamente a primeira-dama do seu país.
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Evita foi o único filme que eu sai do cinema antes que acabasse. Nem lembrava que era Alan Parker.
F.D.C.P.F.: Vamos tirar o elefante branco da sala: eu gostei do filme. Certo, só o final que me brochou (o que é feito no palco é bem superior). Mas, de resto, ficou bacana. Tem até algumas cenas de encher os olhos (vide funeral da Evita). Ao contrário do que parece ser a opinião geral, eu achei a Madonna uma grata surpresa. Andrew Lloyd, você é um gênio, como pode esse homem ter composto músicas tão boas? Eu tenho uma possível justificativa para eu ter curtido tanto: o meu background de amar a obra original faz com que eu goste do filme também; até porque o próprio musical tem suas dificuldades na forma de contar a história. Porém, isso não me incomoda. Para falar a bem da verdade, eu achei o filme mais elucidativo do que o musical de palco (embora eu deva dizer que muito provavelmente existam enormes ressalvas históricas, porque eu não conheço os fatos a fundo).
EVITA
Direção: Alan Parker
Ano: 1996
Assistido em: 08/11/2025
Lendo sobre membros do alto escalão nazista que fugiram para a Argentina após o final da Segunda Guerra Mundial, deparei-me com informações interessantes sobre o governo de Juan Perón. Fiquei curioso e comecei a buscar mais detalhes sobre esse polêmico governo que muitos idolatram, enquanto outros enxergam como uma ditadura selvagem. E foi aí que decidi assistir a esse filme, que já sabia da existência, mas que nunca me despertou interesse. Também não posso dizer que fui iludido — sabia que o filme era um musical —, mas o que eu não imaginava era que fosse o pior tipo de musical: aquele totalmente cantado, que não dá um segundo de respiro ao espectador.
Eva Duarte é uma jovem ambiciosa que deixa o interior da Argentina em busca de fama e poder em Buenos Aires. Ao conhecer o coronel Juan Perón, ela encontra a oportunidade de ascender politicamente e se torna sua esposa, tornando-se também a adorada “mãe dos descamisados”. Entre o amor do povo e o ódio da elite, Evita constrói uma imagem lendária enquanto luta contra a doença e o peso da idolatria que a cerca.
Não sou da turma que tem admiração por musicais, mas também não faço parte do grupo que os achincalha em praça pública. Acredito que a música tem hora certa para surgir — um momento de catarse que faz sentido dentro da narrativa. Quando há uma interminável cantoria sem pausa, nada se destaca. Você não tem aquele grande momento; é tudo embolado. E é exatamente o que acontece aqui: é tão entediante que, quando chegam as músicas verdadeiramente boas, você já está cansado, irritado, vencido pela estafa.
Não sou fã de nenhum membro do elenco, mas admito que o mais surpreendente foi Madonna entregando uma atuação digna, já que, na área da interpretação, ela é bem detonada. O filme de Alan Parker tem seus trunfos — gostei da reconstituição histórica, dos cenários e dos figurinos. O problema é que cinema não se faz apenas disso: precisa de roteiro, e o daqui é um porre.
Durante boa parte do filme, lutei contra o sono — e perdi. Cochilei, sim, e não, não pretendo rever as cenas que perdi. Quando eu estava 100% consciente, já estava irritado o suficiente para querer mais. Outro detalhe: meu objetivo aqui não era apenas o cinematográfico, mas o histórico. Eu queria conhecer mais sobre Eva Perón, mas o roteiro não mostra quase nada. É preciso se esforçar para captar o pano de fundo histórico no meio das músicas. E o mais frustrante: um dos episódios mais sombrios da vida (ou melhor: da morte) da ex-primeira-dama, o roubo de seu cadáver, simplesmente não é mostrado. Quando ela morre, o filme acaba.
Em linhas gerais, Evita (1996) é muito fraco, sei que é adaptação do musical e coisa e tal, mas como cinema, é bem chinfrim. Não recomendo e não quero rever. Usando a piadinha de um colega aí de baixo: o título já avisa — é melhor evitar. Ainda não desisti do objetivo de conhecer mais sobre o regime peronista na Argentina, principalmente pelo contexto de ter acolhido e protegido nazistas. Mas, honestamente, acho que escolhi o filme errado para aprender algo sobre esse período.
sabe aquele tipo de filme que quando a gente para de enrolar e ve ele, fica com aquela sensação de: pq não vi antes???
e eu n conhecia a historia da eva, o nome peron não me é estranho da epoca de estudar história na escola, mas dela não. Madonna incrível demais aqui! Sei que hoje em dia é um filme que pode ter seus problemas por não ser em espanhol, e acabar sendo algo mais feito por estrangeiros que pela própria argentina, mas tentei deixar a militância um pouco de lado na minha cabeça e conseguir assistir o filme em paz
Não sabia que o filme era inteiramente musical, e gostei disso. A última vez que vi isso foi em os miseráveis com hugh jackman, la em 2012.
É tipo um filho de emilia perez com ainda estou aqui que conseguiu ser pior que os pais