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Data de lançamento
17 Maio 2012Duração
Alain (Matthias Schoenaerts) está desempregado e vive com o filho, de apenas cinco anos. Ele parte para a casa da irmã em busca de ajuda e logo consegue um emprego como segurança de boate. Um dia, ao apartar uma confusão, ele conhece Stéphanie (Marion Cotillard), uma bela treinadora de orcas. Alain a leva em casa e deixa seu cartão com ela, caso precise de algum serviço. O que eles não esperavam era que, pouco tempo depois, Stéphanie sofreria um grave acidente que mudaria sua vida para sempre.
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Um dos meus filmes favoritos. Amo os atores, parece que os personagens foram feitos pra eles. Acho um filme sem pretensão de ser extraordinário, mas fala muito sobre solidão, empatia e cumplicidade. Sinto que são histórias reais e possíveis, que não fazem questão de ser belas, mas que resistem e sobrevivem. Acho o filme sexy também🔥.
DE ROUILLE ET D’OS
(Rust and Bone)
Direção: Jacques Audiard
Ano: 2012
Assistido em: 24/01/2026
Existe um ditado recente que diz: "Nunca ajude um fudido antes de saber porque ele está fudido". Existem pessoas que são complicadas, difíceis, que parecem gostar de procurar problema e causar confusão. Foi exatamente isso que me veio à cabeça ao acompanhar os desdobramentos do protagonista deste filme. Ali é daqueles que, por mais que a vida tente levantá-lo, sempre encontra uma forma de voltar para o chão.
Ali vive de lutas clandestinas e trabalhos temporários, criando sozinho o filho Sam. Stéphanie trabalha como treinadora de orcas até sofrer um acidente que resulta na amputação das pernas. Após se conhecerem, Ali passa a ajudá-la durante a reabilitação. A relação avança de forma prática, entre necessidades imediatas e decisões impulsivas. Enquanto ela reaprende a viver com a deficiência, ele tenta organizar sua rotina e assumir responsabilidades no trabalho e na criação do filho com mais disciplina e constância.
O filme começa de maneira muito intensa. Vemos um pai praticamente em situação de rua com o filho pequeno, lutando para conseguir o mínimo, como comida, por exemplo. Em paralelo, acompanhamos uma jovem que trabalha em um parque aquático e sofre um grave acidente, perdendo as pernas. Pronto, o tom está estabelecido: é um filme baixo-astral. Não é o romance clássico que empolga com o encontro de duas almas destinadas uma à outra. Aqui é mais a história de dois ferrados que se encontram para suprir necessidades imediatas, principalmente sexuais.
O ponto mais interessante é que os personagens não são estereótipos. Nenhum dos dois se encaixa no padrão tradicional de protagonistas de um romance. Eles erram, fazem besteira, persistem no erro. O relacionamento entre Ali e Stéphanie não é nada convencional. Se houve amor em algum momento, ele parece ter surgido depois que os créditos subiram, porque durante o desenvolvimento da trama eu não vi muito disso.
Apesar de não ser o que normalmente se espera de um romance, Ferrugem e Osso é um filme duro e seco. Não é daqueles que vão fazer você acreditar no amor ou sair encantado. Ele insiste em mostrar que a vida é um golpe atrás do outro, uma rasteira após a outra, e que é preciso estar preparado, porque senão você cai e fica no chão. Para levantar, é necessário coragem para enfrentar adversidades que não param de surgir. Os protagonistas poderiam ser um pouco mais carismáticos, e o filme poderia ser um pouco mais curto, menos inchado. Ainda assim, é uma boa pedida para quem quer um romance diferente, longe do padrão e sem qualquer traço de açúcar.
FILMAÇO! Viver também é sofrimento, mas seguido de superação.
no comeco eu achei q seria um longa bem sensacionalista e hollywoodiano: um homem quase q mendigo com seu filho, uma mulher q perde as pernas.
mas no desenrolar, vemos q as personagens sao tridimensionais e nao arquetipos. Sobretudo a Marion Cotillard, fugindo de esteriotipos e papeis de genero e com moralidade cinzenta.
Algumas decisoes de roteiro me incomodaram como as situacoes um tanto extraordinarias q sao o acidente com as orcas e o rompimento do gelo com a crianca.
o personagem principal eh tridimensional mas as vezes parece q ele so quer saber de fazer sexo, ficando um tanto generico;
senti um certo sexismo pq Marion Cotillard pareceu q estava ali apenas para servir de motivacao para o protagonista e q era apenas uma muleta ao redor do arco do rapaz.
07/06/24