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Data de lançamento
22 Ago. 1997Duração
Após a pressão de uma senadora (Anne Bancroft) de idéias aparentemente feministas, uma oficial (Demi Moore) torna-se a única mulher em um grupo de elite da Marinha Americana e no treinamento terá de provar que pode suportar semanas de tortura física e emocional, com poucos acreditando que ela possa vencer. Na verdade alguns altos oficiais do governo e até mesmo a parlamentar que lhe apoiou estão torcendo pelo seu fracasso.
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IMPRIMATUR - visto no cinema em 1997:
Tire dele esse feminismo/empoderamento forçado que pode até ser razoável. Eu fico imaginando o roteirista empolgado criando a frase "chupe meu ..." para ser dita por uma mulher. A Demi se esforça, mas quem se destaca é o Viggo Mortensen.
Avaliação em nota: 5.8
Durante as filmagens de "Até o Limite da Honra" (1997), houve um momento em que a ficção se chocou com a realidade, mostrando até que ponto Demi Moore estava disposta a ir por causa da história que contava.
A famosa cena em que os recrutas do Navy SEAL, entre eles Jordan O’Neil, raspam a cabeça, não foi planejada para ser uma tomada contínua. O plano era simples: algumas repetições, montagem de diferentes ângulos e, se necessário, uma peruca. Mas, no dia da filmagem, Moore se aproximou silenciosamente do espelho, pegou a máquina de cortar cabelo e disse ao diretor Ridley Scott: "Se ela tem que fazer isso, eu farei de verdade."
Todos ficaram paralisados. Até Scott ficou momentaneamente surpreso, percebendo que aquilo não era um gesto de vaidade, mas um desafio, um grito de guerra. Sem drama, Moore ligou a máquina e começou a raspar a cabeça: suas mãos estavam firmes, seu olhar, intenso. Mais tarde, membros da equipe lembraram que o ar parecia se comprimir: não eram apenas mechas de cabelo que caíam, mas expectativas que há séculos eram impostas às mulheres em um mundo masculino.
Ao terminar, Moore olhou para seu reflexo e sussurrou: "Não há caminho fácil." Scott não precisou gritar "Corta" — não havia necessidade. Mais tarde, ele comentou: "Naquele momento, ela se tornou completamente a personagem. Não era atuação, era dedicação."
Naquele dia, Demi Moore não interpretou Jordan O’Neil — ela viveu a personagem. A cena se tornou icônica porque nela se vê a verdade: coragem sem ostentação, sacrifício sem aplausos. E, em um instante inesquecível, a luta na tela se alinhou com a luta na vida real — a luta de uma mulher que se recusou a se dobrar, mesmo quando o mundo esperava sua submissão.
❗️Alguns detalhes da cena e diálogos são apresentados em interpretação artística com base em memórias e entrevistas dos participantes das filmagens.
Brutal, visceral e injustiçado. Demi Moore e Viggo Mortensen em atuações de gala. O treinamento militar aqui faz qualquer filme de guerra atual parecer colônia de férias. Perde o ritmo no fim, mas o impacto inicial é ótimo.
Além disso, dar o Framboesa de Ouro para a Demi por esse filme é o maior atestado de loucura da história das premiações. A mulher raspou a cabeça, fez flexão na lama e entregou uma intensidade absurda.
Um filme tapa na cara.
Um filme de guerra que foca mais na humanidade do que no combate.
A direção é intensa, o campo de batalha é brutal e a história real dá um peso enorme às decisões do protagonista.
Não romantiza totalmente a guerra, mas também não foge do heroísmo. Forte, impactante e bem conduzido.
G. I. Jane, mesmo.