Uma comédia ambientada em um clube de strip-tease de Manhattan, onde uma briga por dinheiro entre o proprietário, seu contador e seu silencioso irmão e sócio ameaça o futuro do estabelecimento.
Soa fácil criar uma narrativa de equívocos, vícios, mentiras e terminar com certa punição ao personagem. Os Safdie estão fazendo isso há mais de uma década. Go go tales vai no rumo contrário: Ray é jogado para baixo e depois é arremeçado para cima. Há um triunfo quando não havia nenhuma outra esperança. Quando as pessoas ao seu redor (que o amavam) já haviam cansado de fechar os olhos para a materialidade. É cada noite maluca que a gente vive: não dá pra ver muito bem os rostos, as madrugadas parecem longas, com cantorias malucas, brigas que não sabemos bem onde começam e terminam. Tudo isso envolvendo um personagem que ama estar ali. Ele não consegue deixar de sorrir quando vê que a noite seguinte será igual. Que delícia o cinema do Ferrara. Pra quem gostou, recomendo O Vício. Outra noite do Ferrara.
Temos por aí alguns filmes que mostram cotidiano de bares de strip, tão comuns em solo americano, olhe mas não toque. Mas aqui é diferente, tem um toque a mais, não sei bem o quê, mas é gostoso de ver.
Temos toda trupe que trabalha neste ambiente, a obra nos mostra uma espécie de conto sobre, um decadente clube, um sonho de um proprietário viciado em jogo, que faz peripécias para que as coisas funcionem mesmo que por trás dos bastidores tudo esteja ruindo.
Belas dançarinas, um pouquinho de seus mundos , achei interessante como realmente os asiáticos estão mudando este entretenimento, uma parte do capital que sustenta este tipo de lugar.
Não achei comédia, as vezes pende pro drama, mas algo leve e feito de forma a imergir neste mundo, e na paixão do Ray.
Cada filme ferrariano é um universo em si: ao regravar o universo cassavetesiano, ele o faz num fluxo muito próprio, peculiar, seu... Uso magnífico das canções: sempre que a música mudava, alterava-se também o tom do relato, que assemelha-se bastante ao tom dos pequenos contos. Fabuloso em termos fotográficos (que uso fabuloso do azul!) e em um humor bastante improvisado (vide os personagens da Sylvia Miles, do Matthew Modine e do Bob Hoskins). Willem Defoe, como de praxe, está em estado de graça, e a cena de dança entre Asia Argento e o cachorro é pura antologia: que direção magistral! (WPC>)
Soa fácil criar uma narrativa de equívocos, vícios, mentiras e terminar com certa punição ao personagem. Os Safdie estão fazendo isso há mais de uma década.
Go go tales vai no rumo contrário: Ray é jogado para baixo e depois é arremeçado para cima. Há um triunfo quando não havia nenhuma outra esperança. Quando as pessoas ao seu redor (que o amavam) já haviam cansado de fechar os olhos para a materialidade.
É cada noite maluca que a gente vive: não dá pra ver muito bem os rostos, as madrugadas parecem longas, com cantorias malucas, brigas que não sabemos bem onde começam e terminam. Tudo isso envolvendo um personagem que ama estar ali. Ele não consegue deixar de sorrir quando vê que a noite seguinte será igual.
Que delícia o cinema do Ferrara.
Pra quem gostou, recomendo O Vício. Outra noite do Ferrara.
É a maior obra aleatória da carreira de Ferrara.Não há sequências previsíveis e aproveita bastante de todos os personagens.
>Maratona Willem Dafoe - Assistido em 24 de Agosto de 2024
Temos por aí alguns filmes que mostram cotidiano de bares de strip, tão comuns em solo americano, olhe mas não toque. Mas aqui é diferente, tem um toque a mais, não sei bem o quê, mas é gostoso de ver.
Temos toda trupe que trabalha neste ambiente, a obra nos mostra uma espécie de conto sobre, um decadente clube, um sonho de um proprietário viciado em jogo, que faz peripécias para que as coisas funcionem mesmo que por trás dos bastidores tudo esteja ruindo.
Belas dançarinas, um pouquinho de seus mundos , achei interessante como realmente os asiáticos estão mudando este entretenimento, uma parte do capital que sustenta este tipo de lugar.
Não achei comédia, as vezes pende pro drama, mas algo leve e feito de forma a imergir neste mundo, e na paixão do Ray.
Cada filme ferrariano é um universo em si: ao regravar o universo cassavetesiano, ele o faz num fluxo muito próprio, peculiar, seu... Uso magnífico das canções: sempre que a música mudava, alterava-se também o tom do relato, que assemelha-se bastante ao tom dos pequenos contos. Fabuloso em termos fotográficos (que uso fabuloso do azul!) e em um humor bastante improvisado (vide os personagens da Sylvia Miles, do Matthew Modine e do Bob Hoskins). Willem Defoe, como de praxe, está em estado de graça, e a cena de dança entre Asia Argento e o cachorro é pura antologia: que direção magistral! (WPC>)
Diverte-nos em seu nonsense e nos personagens nascidos e criados dentro da danceteria em que se desenrola a ação. Mas não vai além disto.