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Data de lançamento
15 Dez. 2014Duração
No final dos anos 1950 e início dos 1960, o pintor Walter Keane (Christoph Waltz) alcança um sucesso além do que imaginava, revolucionando a comercialização da arte popular com suas pinturas enigmáticas de crianças abandonadas com grandes olhos. A verdade bizarra e chocante seria eventualmente descoberta: os trabalhos de Walter não eram criados por ele, mas por sua mulher, Margaret (Amy Adams). Os Keane, ao que parece, viviam uma mentira colossal que enganou a todo o mundo. Uma história incrível demais para ser ficção, "Grandes Olhos" é centrado no despertar de Margaret como artista, o sucesso fenomenal de suas pinturas e sua relação tumultuada com o marido, que foi catapultado à fama internacional levando o crédito pelo seu trabalho.
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Mesmo sendo uma história real e curiosa, achei chato e cansativo. Se salva a reconstituição dos anos 60 através dos cenários e figurinos.
passei o filme querendo socar a cara do walter
Co-produção dos Estados Unidos e Canadá que é um drama romântico e policial biográfico da The Weinstein Company, Silverwood Films, Tim Burton Productions e Electric City Entertainment indicado a 3 categorias no Globo de Ouro: melhor ator de comédia ou musical, Christoph Waltz, melhor canção original e vencedor de melhor atriz de comédia ou musical, Amy Adams; no BAFTA, mais 2 nomeações: melhor atriz, Amy Adams, e melhor direção de arte.
A conclusão do projeto levou 11 anos. Para a pesquisa, Amy Adams consultou Margaret Keane (1927-2022), que estava perto dos 90 anos. Segundo Adams, Keane ficou impressionada com a idéia de que alguém quisesse fazer um filme sobre sua vida. O 2° filme biográfico de Tim Burton. Seu filme biográfico anterior, Ed Wood (94), foi lançado 20 anos antes deste. Ambos os filmes foram escritos por Scott Alexander e Larry Karaszewski.
Não entendo como levei tanto tempo para ver este filme, uma grata surpresa de uma história real e curiosa, que se revela uma obra divertida e esclarecedora sobre a sociedade e seus ideais. Um olhar ágil, perplexo e culturalmente curioso sobre a dupla de criadores das pinturas kitsch de 'olhos grandes'. Amy Adams e Christoph Waltz brilham em uma obra singular. Uma visão hábil, ainda que um tanto superficial, sobre a alma de uma artista e o falsário sem alma que tentou roubá-la dela.
Grandes Olhos tem uma premissa interessante, a história real de Margaret Keane e sua luta com o então marido pela autoria dos seus quadros. No entanto, o filme parece hesitar entre o drama psicológico e a sátira, entregando um resultado irregular. Amy Adams brilha com sutileza e emoção contida, mas Christoph Waltz desequilibra a narrativa com uma atuação exagerada, que transforma um personagem complexo em uma caricatura. O roteiro até sugere questões profundas sobre identidade, autoria e o valor da arte, mas nunca mergulha de fato nesses temas. No fim, é um filme agradável e esteticamente caprichado, mas que deixa a sensação de que poderia e deveria ter ido muito além.
Grandes olhos, grandes mentiras. Até onde vai o mau-caratismo de alguém?