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Em 1893, Antônio Conselheiro (José Wilker) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande demais para a República, que acabara de ser proclamada e decidira por enviar vários destacamentos militares para destruí-los. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defendiam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Assim, em 1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos são testemunhados com tristeza pela família de Zé Lucena (Paulo Betti) e Penha (Marieta Severo), quando sua filha Luíza (Cláudia Abreu) foge por não concordar com o que prega Conselheiro.
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Um épico do cinema nacional que merece mais reconhecimento. Reconstrução de época perfeita, grande elenco e história envolvente, mesmo com quase três horas de filme.
Me lembro de um extenso trabalho escolar que fiz sobre Canudos no sexto ano. Achava Antônio Conselheiro um salvador do povo. Hoje o enxergo como um fanático religioso tão culpado pela morte das pessoas quanto o exército.
Eu não entendia a presença da Claudia Abreu no pôster porque pensava que José Wilker fosse o protagonista, mas a Luiza é, sem dúvida a personagem mais sensata e importante da história, a única que realmente fugiu da guerra.
Curiosidade: Em Guerra de Canudos, Claudia Abreu e Paulo Betti fazem pai e filha. Em Ed Mort, são um casal.
Resumindo, filme excelente, merecedor de mais atenção.
Malditos comuna
Violência de Estado. Messianismo e Liderança. A Invenção do Inimigo Interno.
"A República é o anticristo."
"Aqui não tem patrão, a terra é de Deus."
José Wilker numa performance magistral que humaniza o Conselheiro sem despi-lo de sua aura aterradora
Em diversos momentos, a trama fictícia da família de Luíza cede aos clichês da teledramaturgia, diluindo a gravidade histórica do evento
A obra é magistral ao evitar o maniqueísmo barato. Ela eleva o espírito ao provocar uma profunda compaixão (misericordia) pelos vencidos, alinhando-se ao princípio de que a dignidade humana é intrínseca e não depende do status social. Perde apenas um décimo pela ocasional simplificação teológica do Conselheiro, que era mais instruído do que o filme por vezes sugere.
MPRIMATUR - visto no cinema em 1997:
Sérgio Rezende dedicou a carreira para contar a história do Brasil... como adapatção esse roteiro é falho e o diretor não soube explorar a atuação do ótimo elenco. Seu ritmo também é bem morno.
Avaliação em nota: 5.7
Não sei porque, mas peguei intolerância ao fanatismo e também à certos tipos de lideranças que entregam inconsequências mal planejadas. Mas é claro que esse filme retrata uma incerteza, junto com o sofrimento de um povo, que depositou a sua confiança e esperança no seu líder Antônio Conselheiro.
Pareceu bastante fiel aos acontecimentos reais relatados. O tempo passou rapidinho.