Hitchcock and the Making of Psycho - Estados Unidos da América
Alfred Hitchcock and the Making of 'Psycho' - Estados Unidos da América
Sinopse
A trama, situada durante as filmagens do clássico de 1960 "Psicose", narrará o romance entre o icônico diretor Alfred Hitchcock (Anthony Hopkins) e sua esposa e parceira Alma Reville (Helen Mirren).
Hitchcock aos meus olhos já tinha um caráter pouco digno, aqui sua índole está em queda vertiginosa nos pequenos detalhes, no assédio a Vera Miles (não tão pequeno assim) no trato diário com a esposa, e nos encontros com a protagonista, entretanto um exímio profissional, que apesar do talento nato sofria de insegurança, ainda que deveras escondido, humano, alternando canalhice e talento... Sinto pesar por Alma um mulher incrível a sombra de um narcisista… Um filme maravilhoso, atento as nuances.
Revendo agora após 10 anos e imediatamente após ter terminado de ver toda a filmografia de Hitchcock e reafirmo que é um filme feito para fã, e talvez por isso tenha gostado tanto. Porque Hitchcock foi sim aquele sujeito problemático, surtado e sexista só que, como todo ser humano, não era alguém negativo o tempo todo, tanto que muita gente o elogia e tem uma lembrança afetuosa. E talvez o maior mérito do filme seja aliar esses dois estilos da personalidade de Hitchcock: o maníaco e o amável.
Ele não quer ser um filme exaustivo sobre Hitchcock ou sobre os bastidores de Psicose, mas sim dar uma ideia geral sobre como funcionava a mente do diretor e esse período da história do cinema. Então é comum ele acabar sobrecarregando o espectador de referências para querer dizer que muitos dos interesses de Hitchcock foram inseridos nos filmes, com pássaros sendo mostrados o tempo todo na decoração, o voyeurismo através das janelas e as belas atrizes.
Essa sobrecarga cria erroneamente a impressão de que Hitchcock era doentio o tempo todo quando, em realidade, seus períodos de arrogância eram bem específicos e voltados para pessoas específicas, normalmente quando estava insatisfeito com seu trabalho ou saía de um recente fracasso das telas (o próprio Truffaut afirmava isso, relatando que Hitchcock, após um filme de baixa bilheteria, passava a olhar com maus olhos toda a sua filmografia, só mudando de opinião após surgir um novo sucesso).
Meu único porém é em relação à maquiagem. Como disse, Hitchcock tinha um caráter amável, e isso se devia muito à sua feição. Aqui a maquiagem, talvez propositalmente, o transforma quase em uma ave de rapina, um ser temido e assustador, quando seu rosto na verdade era a plena contradição dessa figura maníaca que por vezes ele demonstrava ser.
2027. (01/06/2025)
Revendo.
Grande time no elenco!
Acho bem interessante saber dos bastidores de grandes obras.
Anthony Hopkins está muito bem, mas é aquele tipo de filme para fã do diretor e de Psicose. 13/03/2025
Hitchcock aos meus olhos já tinha um caráter pouco digno, aqui sua índole está em queda vertiginosa nos pequenos detalhes, no assédio a Vera Miles (não tão pequeno assim) no trato diário com a esposa, e nos encontros com a protagonista, entretanto um exímio profissional, que apesar do talento nato sofria de insegurança, ainda que deveras escondido, humano, alternando canalhice e talento... Sinto pesar por Alma um mulher incrível a sombra de um narcisista… Um filme maravilhoso, atento as nuances.
Pai; 23/09/2023.
Revendo agora após 10 anos e imediatamente após ter terminado de ver toda a filmografia de Hitchcock e reafirmo que é um filme feito para fã, e talvez por isso tenha gostado tanto. Porque Hitchcock foi sim aquele sujeito problemático, surtado e sexista só que, como todo ser humano, não era alguém negativo o tempo todo, tanto que muita gente o elogia e tem uma lembrança afetuosa. E talvez o maior mérito do filme seja aliar esses dois estilos da personalidade de Hitchcock: o maníaco e o amável.
Ele não quer ser um filme exaustivo sobre Hitchcock ou sobre os bastidores de Psicose, mas sim dar uma ideia geral sobre como funcionava a mente do diretor e esse período da história do cinema. Então é comum ele acabar sobrecarregando o espectador de referências para querer dizer que muitos dos interesses de Hitchcock foram inseridos nos filmes, com pássaros sendo mostrados o tempo todo na decoração, o voyeurismo através das janelas e as belas atrizes.
Essa sobrecarga cria erroneamente a impressão de que Hitchcock era doentio o tempo todo quando, em realidade, seus períodos de arrogância eram bem específicos e voltados para pessoas específicas, normalmente quando estava insatisfeito com seu trabalho ou saía de um recente fracasso das telas (o próprio Truffaut afirmava isso, relatando que Hitchcock, após um filme de baixa bilheteria, passava a olhar com maus olhos toda a sua filmografia, só mudando de opinião após surgir um novo sucesso).
Meu único porém é em relação à maquiagem. Como disse, Hitchcock tinha um caráter amável, e isso se devia muito à sua feição. Aqui a maquiagem, talvez propositalmente, o transforma quase em uma ave de rapina, um ser temido e assustador, quando seu rosto na verdade era a plena contradição dessa figura maníaca que por vezes ele demonstrava ser.