Hafiz, o mais pobre dos miseráveis, prometeu a sua linda e adorável filha, Marsinah, que um dia ela se casaria com um belo príncipe. E ele, por sua vez, conquistaria a rainha. Mas quando é pego roubando, Hafiz fica desesperado e faz um acordo com um corrupto coletor de impostos de Bagdá, o Grã-Vizir.
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William Dieterle, havia dirigido Marlene Dietrich, duas décadas antes no filme mudo alemão ''Der Mensch am Wege'' (1923), que foi o terceiro filme que Dietrich fez, eu particularmente não sou muito fã do diretor, seus conterrâneos da época F. W. Murnau e Ernst Lubitsch, por exemplo são mais sofisticados, e deliciosamente mais ambiciosos, apesar de ter o talentoso ator Ronald Colman, o filme vale mesmo pela sempre sedutora Marlene Dietrich, principalmente na dança coberta de ouro.
Um bom filme de capa e espada, a Marlene sempre deslumbrante pena que apareceu tão pouco, só não achei essa "princesa" tão linda e apaixonante quanto as de outras produções e que no filme quer dizer.
Aventura de fantasia da MGM em Technicolor indicada a 4 categorias no Oscar: melhor fotografia em cores, melhor direção de arte em cores, melhor mixagem de som e melhor trilha sonora de comédia ou drama. O filme foi baseado na peça de 1911 de mesmo nome de Edward Knoblock (1874-1945), que também foi a base de um musical de 1953. O diretor William Dieterle havia realizado uma versão anterior deste filme em alemão: Kismet (31).
Teve outras 7 versões deste filme: o curta inglês Kismet (14), Kismet (20), o filme perdido Kismet (30), o hindu Kismet (32), o hindu Kismet (43), Um estranho no Paraíso (55) e o musical feito para a TV Kismet (67). O personagem de Ronald Colman (1891-1958) come com a mão esquerda, que é um tabu na cultura árabe. Uma sequência de dança adicional foi cortada do filme; mais tarde apareceu na comédia de Abbott e Castello Perdidos num harém (44). O coreógrafo da Broadway Jack Cole elaborou todas as rotinas de dança do harém e os movimentos exóticos de Marlene Dietrich (1901-1992) para sua rotina de dança especializada.
Uma peça sedutora do orientalismo de Hollywood das "Mil e uma Noites" com uma narrativa que toca nos temas tradicionais de transformação e ilusão de Hollywood. Um típico filme leve e agradável no estilo da "Sessão da tarde", que não foi bem nas bilheterias.Também é mínima a química entre Ronald Colman e Marlene Dietrich. Em compensação, ela tem um marcante número de dança erótica, descalça e com as famosas pernas pintadas de dourado (que na época teve grande promoção).
Bom filme para uma boa matinê. Vale a pena ver.
Uma aventura água com açúcar.