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Data de lançamento
22 Jan. 2013Duração
Cinebiografia de Linda Lovelace (Amanda Seyfried), retratando como foi de uma garota de família tradicional à protagonista do clássico do gênero pornô "Garganta Profunda". Ela entrou no meio através de seu abusivo marido Chuck Traynor (Peter Sarsgaard), mas acabou não seguindo a carreira de atriz pornô, chegando até mesmo a militar contra a indústria pornográfica após se casar com Larry Marchiano.
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A realidade nua e crua na segunda parte do filme
LOVELACE
Direção: Rob Epstein & Jeffrey Friedman
Ano: 2013
Assistido em: 18/05/2025
Seja você um admirador do cinema tradicional ou apenas um viciado em pornografia, dificilmente nunca ouviu falar de Deep Throat (1972), um dos filmes pornográficos mais famosos de todos os tempos. Entretanto, duvido muito que alguém saiba dizer quem eram as pessoas por trás desse "clássico" e qual a história que realmente existe por trás dele. Lovelace surge como uma tentativa de dar voz justamente à pessoa que mais foi silenciada em meio ao sucesso absurdo desse filme.
Linda é uma jovem criada em um ambiente conservador que se envolve com Chuck Traynor. Influenciada por ele, entra na indústria pornográfica e alcança fama com o filme Garganta Profunda. Por trás da notoriedade, Linda enfrenta manipulações e abusos por parte de Chuck, enquanto luta para se libertar do controle do marido e reconstruir sua vida.
Pornografia, na minha visão, é fundo do poço. Não há nada que me faça acreditar que alguém em plenas condições psicológicas se submeteria a uma exposição tão insana do próprio corpo sem uma razão muito forte por trás disso. No caso de Linda, é importante lembrar que estávamos no comecinho dos anos 1970 — e a sociedade não era nem de perto o que é hoje. Atualmente, por mais caótico que seja, temos esse palco de malucos que é a internet, que ao menos proporciona algum alcance, mas isso não existia cinquenta anos atrás. Quando Linda foi expulsa de casa e caiu nas mãos de um oportunista, ela virou uma vítima em potencial — ou melhor, uma vítima ativa. E tenho para mim que o roteiro até foi bem modesto ao retratar as dificuldades que ela foi forçada a enfrentar.
O problema do longa, para mim, é o quanto ele é frio. Achei a história muito intensa para uma abordagem tão contida. O elenco é bom — Amanda Seyfried e Peter Sarsgaard entregam —, mas a direção não colabora. A montagem salta demais de uma cena para outra, sem dar ênfase suficiente a nada. Parece uma cinebiografia estilo Wikipédia: tem o ano, o acontecimento, depois mais um ano, outro evento, sem uma costura dramática bem feita. E isso é uma pena, porque essa história merecia muito mais empenho.
Como reflexão, Lovelace funciona. Dá a chance dessa história finalmente chegar aos ouvidos de quem nunca ouviu. Dá voz a quem, durante anos, tentou expor o quão horríveis foram os bastidores daquele "clássico". Mas aqui vem a pergunta principal: vocês acham mesmo que o grande público quer saber disso tudo? É óbvio que não. A prova é que Lovelace não fez nem um décimo do barulho que Garganta Profunda fez nos anos 70. E não há nada que se diga hoje que vá diminuir o impacto do original. Ele está tão enraizado na nossa cultura que até quem nunca viu o filme sabe o seu título significa. Talvez essa tenha sido a maior amargura da vida da Linda: mesmo depois de escapar das mãos de Chuck, ela nunca conseguiu escapar das mãos do filme.
Filme otimo e bem pesado. Me fez odiar ainda mais a industria pornografica
É um bom drama mas faltou algo.
Esse filme me transportou para a década de 70 de uma forma rara de acontecer. Eu tinha que lutar com a minha mente lembrando o tempo todo que ele foi feito em 2013.