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Data de lançamento
14 Nov. 2024Duração
“Malês” mostra as difíceis condições de vida de homens e mulheres negros na Bahia, no combate ao racismo extremo, à pobreza e à intolerância religiosa. Baseado em fatos históricos, o drama retrata a Revolta dos Malês, o maior levante organizado por pessoas escravizadas da história do Brasil. A insurreição mobilizou a população negra, escravizada e liberta pelas ruas de Salvador contra a escravidão, em 1835. Após o fracasso da revolta, os manifestantes foram duramente punidos e a repressão contra os negros no Brasil aumentou.
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Achei Malês um filme fraco diante da importância histórica da Revolta dos Malês. Esperava uma abordagem mais profunda, mais contundente e à altura da dimensão política, social e religiosa daquele acontecimento. Em muitos momentos, tive a sensação de estar assistindo a uma novela da Globo, e não a um filme capaz de explorar toda a força e complexidade de um dos episódios mais importantes da resistência negra no Brasil.
visto no sesc em 23/09/26
Filme feito em família (protagonizado e dirigido por Antônio Pitanga, aos 85 anos, que escalou os filhos Rocco e Camila para papeis secundários), o drama histórico reescreve os contornos da Revolta dos Malês (ocorrida em Salvador, em 1835), a maior insurreição de escravizados no Brasil. Em tom barroco (principalmente nas cores), o episódio de resistência dos muçulmanos arrancados da África e escravizados no Brasil é um trabalho técnico muito bem realizado. Didático, o longa se destaca por dar protagonismo coletivo à resistência, mostrando a união de diferentes etnias e crenças contra a escravidão (no caso os pretos islâmicos, os seguidores do Candomblé e os sem religião). A Revolta dos Malês foi a maior rebelião de pessoas escravizadas em uma área urbana na História do Brasil. O levante aconteceu na cidade de Salvador (BA), na madrugada de 25 de janeiro de 1835, durante o Período Regencial. O movimento foi planejado e liderado por africanos de religião islâmica (majoritariamente das etnias nagô e hauçá), conhecidos na época como "malês", termo que deriva de imalê, palavra iorubá para muçulmano. Não foi um levante apenas contra a escravidão (e o filme demarca bem isto); o grupo, em torno de 600 africanos escravizados e libertos, foram para cima contra a intolerância religiosa (eles eram proibidos de exercer sua fé), o fim do açoite e o desejo de independência e igualdade. Há momentos de ação, tecnicamente bem gravadas, e boas atuações do elenco em geral. Recriaram uma Salvador de 1835 com riqueza de detalhes, mostrando ruas, igrejas e mercados coloniais (as locações foram tanto lá quanto no Rio de Janeiro). Essa ambientação é fundamental para transmitir a atmosfera da cidade onde ocorreu a insurreição; a partir desse ato heroico, a escravidão no Brasil começou a ser repensada (duas décadas depois as primeiras leis a favor do povo escravizado seriam escritas). O filme tem forte protagonismo feminino: o roteiro de Manuela Dias não trata apenas do levante negro, mas destaca as mulheres pretas como pilares sociais e afetivos da época. Segundo filme dirigido por Antônio Pitanga (35 anos depois de “Na boca do mundo), que tinha um sonho antigo de trazer para a tela a “Revolta dos Malês”. Está nos cinemas pela Imovision. Por FELIPE BRIDA - Publicado em 08/10/2025 no blog cinema-naweb blogspotcom
Uma história importante como essa merecia um filme melhor!!
Liderados por africanos muçulmanos letrados — os malês —, centenas de homens forjaram um plano militar audacioso: uma guerra santa para tomar a cidade, libertar os escravizados e instaurar um governo islâmico. A data escolhida foi o Domingo de Ramos. Mas a traição antecipou o relógio. Nas ruas estreitas e escuras da capital baiana, espadas e facões enfrentaram os fuzis do Império Brasileiro em um combate corpo a corpo brutal.
🇧🇷 A Revolta dos Malês em números absolutos:
📌 O Estopim: A madrugada de 24 para 25 de janeiro de 1835, antecipada por uma delação.
📌 Os Rebeldes: 600 africanos (nagôs e haussás), liderados por mestres muçulmanos letrados.
📌 O Alvo: Tomar os quartéis de Salvador, matar os opositores e libertar os escravizados.
📌 As Forças do Governo: Tropas imperiais, guardas e civis armados.
📌 O Custo de Sangue: Mais de 70 rebeldes mortos em combate.
📌 A Repressão: Mais de 500 deportados de volta à África; 4 líderes executados publicamente no Campo da Pólvora.
Neste episódio, devemos dissecar a engenharia tática e o terror psicológico da Revolta dos Malês. Como esses guerreiros conseguiram organizar uma operação militar complexa e silenciosa sob a vigilância constante de seus opressores? Por que a repressão imperial transformou os líderes em troféus macabros no Campo da Pólvora?
A revolta durou poucas horas, mas o eco de seus facões deixou uma cicatriz de pânico permanente no coração do Império.
Eles não tinham fuzis, agora tinham uma organização que paralisou a elite mais rica do país.
👇 Na sua análise tática:
se o plano dos malês não tivesse sido delatado e ocorresse exatamente no Domingo de Ramos,