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Data de lançamento
26 Set. 1980Duração
Sandy Bates (Allen), um lendário cinesta famoso por suas comédias, está cansado de ser engraçado. Em um fim de semana, à beira de um ataque de nervos, Bates comparece a uma retrospectiva de seus filmes, onde acaba tendo que se confrontar com o significado de seu trabalho, com as lembranças de seu grande amor, Dorrie (Charlotte Rampling), e com os méritos de um relacionamento sério com sua nova namorada, Isobel (Marie-Christine Barrault). Atormentado por alucinações, por estranhas visitas e pelos executivos impiedosos dos estúdios tentando reeditar seu novo filme, Bates luta para encontrar um motivo para continuar vivendo.
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Em "Stardust Memories" Woody Allen recorre à metalinguagem para dar vida a Sandy Bates, um famoso diretor e roteirista de comédias que atravessa uma crise criativa e existencial. A melancolia invade tanto sua obra quanto sua vida pessoal, enquanto o público e os produtores resistem à mudança de tom, cobrando a ausência de humor e insistindo que "as pessoas não querem realismo no cinema".
Os filmes de Allen costumam ser críticos, recheados de diálogos mordazes e de uma subjetividade que o coloca quase sempre no centro da narrativa, algo que muitos interpretam como narcisismo. Houve um tempo que sua filmografia me fascinava; hoje a percebo como um espaço de busca por reconhecimento e validação.
Em um dos diálogos do filme, alguém afirma: "comédia é raiva e hostilidade". A frase sintetiza bem o poder do humor, uma ferramenta capaz de expor verdades sem solenidade, desde que usada com ética e inteligência. É esse o caminho escolhido por Woody Allen para retratar a falta de privacidade das celebridades, o assédio constante de fãs inconvenientes e em busca de oportunidades, a pressão de ONGs por doações e a interferência arbitrária dos produtores nos roteiros.
"Stardust Memories" talvez seja um dos filmes mais introspectivos de Woody Allen, parecendo uma obra autobiográfica com um mosaico de reflexões sobre arte, amor e sentido da vida, revelando um artista em conflito e as expectativas de um público que prefere o riso à inquietude.
Allen tinha acabado de sair de seus clássicos "Annie Hall'' e "Manhattan",mas há muitos elementos aqui das comédias iniciais do diretor,principalmente de "Bananas".Allen ainda se inspira em Fellini e De Sica pra contar contos humanos e o resultado é o melhor possível.Um dos bons filmes oitentistas do diretor.
>Assistido em 07 de Março de 2026
25.05.2003
05.01.1991
À essa altura o Woody Allen já revisionando. Por consequência é o seu filme mais autoindulgente, entregue à própria linguagem para uma autoavaliação irônica. Uma fanfic do 8 ½ do Fellini para encenar o impacto dessa persona e a percepção autobiográfica de suas ideias perante público e crítica. É a metaficção como esse delírio auto avaliativo que vai se fechando em si, ao mesmo tempo que acaba também sendo uma saída confortável e quase uma resposta até malcriada a quem criou qualquer tipo de expectativa.