Morte em Veneza

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Morte em Veneza (1971)
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Média do filme: 4.0 de 5 — baseado em 1994 votos
MÉDIAFILMOW
4.0
1994 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Luchino Visconti
Data de lançamento 5 Março 1971 Outras datas
País de origem Itália 🇮🇹
Duração 128 min (2h08)
Classificação indicativa de Morte em Veneza: 10 - Não recomendado para menores de 10 anos

Dirigido por

Data de lançamento

5 Março 1971

Duração

128 minutos Classificação indicativa de Morte em Veneza: 10 - Não recomendado para menores de 10 anos
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Sinopse

Início do século XX. Gustav von Aschenbach (Dirk Bogarde) é um compositor austríaco que vai para Veneza buscando repouso, após um período de estresse artístico e pessoal. Porém ele não encontra a paz desejada, pois logo desenvolve uma paixão por um jovem, Tadzio (Björn Andrésen), que está em férias com sua família. Tadzio incorpora o ideal de beleza que von Aschenbach sempre imaginou e pensa em ir embora antes de cometer um ato impensado, mas sua bagagem foi para outra cidade, obrigando-o a permanecer ali. Além disto a cólera asiática começa a chegar em Veneza.

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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita

Comentários 4
amigos querem ver
felipeschneid437879b8ecc64381
Felipe
½
6 dias atrás

Quase 2 estrelas pela fotografia e trilha sonora porque MEU DEUS DO CÉU, QUE FILME CHATO DO C4R4LHO.

barbudean
Adson
1 mês atrás

"Lá, pelos confins do mundo, como que se espalhavam pétalas de rosa, envolvendo-se em esplendor e florescência de indizível beleza, inocentes nuvenzinhas pairavam, imateriais, translúcidas, como solícitos cupidos, nas brumas azuis e rosadas. Um manto purpúreo caía sobre o mar, cujas ondas pareciam levá-lo adiante, dardos dourados apontavam de baixo para as alturas do firmamento, o brilho convertia-se em fogueira. Silenciosamente, com divina onipotência, rodopiavam brasas, fulgores, furiosas labaredas. Com cascos ávidos, os sagrados corcéis do irmão subiam no horizonte. Iluminado pela magnificência do deus, o vigilante solitário quedava-se no seu mirador. Cerrando os olhos, recebia nas pálpebras o beijo da glória."

Se alguém me perguntasse, até ontem, qual seria a cena mais bela que eu já tinha visto no cinema, eu provavelmente hesitaria. Há imagens demais que nos acompanham pela vida para escolher apenas uma. Hoje eu responderia sem dificuldade.

Thomas Mann já havia me convencido de que a beleza pode ser escrita, mesmo em uma trama mórbida, de degradação existencial e declínio moral, como a narrada em Morte em Veneza. Bastaram aquelas páginas em que o escritor alemão descreve o amanhecer sobre Veneza rompendo a materialidade do mundo e virando cosmogonia. Em que Eos desperta, os cavalos de Hélio galopam no horizonte e o mundo inteiro regressa ao mito. Ali compreendi a força da imagem platônica do Fedro, da beleza como ascese, como ponte entre o sensível e o espiritual, como uma experiência que eleva aquele que contempla sem tentar possuir o objeto contemplado. Só não imaginava que o cinema pudesse encontrar uma forma tão poderosa para essa mesma experiência.

Então vem a cena final de Morte em Veneza, de Luchino Visconti: Tadzio, o efebo polonês de beleza avassaladora, já não pertence, naquele momento derradeiro, à praia ou ao plano terreno da narrativa. Ele é Hermes Psicopompo, o guia das almas ao submundo. A luz prateada tremulante que reflete o sol atrás de si dissolve toda a matéria e o braço estendido de sua silhueta fantasmagórica aponta para além do horizonte, para além da própria vida. Diante dele, Aschenbach compreende tudo tarde demais. A lágrima que escorre pelo seu rosto pateticamente maquiado acompanha um último suspiro lúgubre e encerra uma existência marcada pela tragédia e pela tentativa vã de dominar aquilo que sempre esteve além de seu alcance. O autor magnânimo vira um corpo inerte. Diante das águas do mar adriático – naquele instante, o Rio Aqueronte – e ao som do Adagietto da 5ª Sinfonia de Mahler, estava a imagem mais bela do cinema.

Chorei porque, naquele momento do filme, todas as camadas do romance encontravam uma forma visível: da beleza que no início surgia sob a luz platônica, que lentamente revelava sua outra face, até o seu jugo inescapável. Acompanhamos todo esse caminhar na narrativa até que um vento estranho chegasse a Veneza, somando-se a outros presságios de morte, e o universo ordenado de Aschenbach começasse a ruir. Assistimos ao momento em que a contemplação criativa se transformava em obsessão doentia e a ascese abria espaço para “o deus estranho” não nomeado por Mann. O sonho dionisíaco vinha e, como diria Paglia, não seria nenhum passeio sereno, mas uma represa que rompe violentamente, revelando aquilo que sempre esteve confinado sob anos de disciplina e contenção. A própria Veneza acompanhava essa transformação. A cidade dos palácios, dos reflexos dourados sobre a água e da beleza acumulada por séculos guardava em suas entranhas o odor pútrido da doença, a cólera e a decomposição. A peste que manifestava uma verdade subterrânea e que a cidade tentava esconder e da qual Aschenbach começava a desconfiar, carregando ambos a ferida mesma.

"Também ele se entregava ao deus estranho. Sim, eles eram o seu próprio eu, no momento em que se lançavam sobre os animais, matando, dilacerando, devorando pedaços fumegantes, e ele estava ali quando, sobre o terreno de musgo revolvido, iniciou- se a cópula sem fim, em oferenda suprema ao deus. E sua alma saboreava a luxúria tanto como a fúria do ocaso."

É por momentos de epifania como essa cena final de Morte em Veneza que adaptações, embora traiçoeiras, importam tanto. O encontro entre literatura e cinema é um dos exercícios mais delicados e ardis da arte, porque cada linguagem possui seus próprios meios de alcançar aquilo que está além da superfície. É um desafio subjugar o puritanismo e preciosismos que transformam fidelidade em critério absoluto. Um romance como Morte em Veneza vive dentro da consciência da protagonista, dentro das associações míticas, das meditações sobre a forma, a beleza e o desejo.

E Visconti encontrou uma maneira de fazer esse universo interior ganhar corpo através da imagem. O grande feito do diretor está em transformar símbolos literários em experiência cinematográfica. O Fedro, Eros, Dioniso, a ascensão pela contemplação da beleza e a dissolução daquele que se aproxima demais dela encontram uma nova expressão na luz, no silêncio, na música e no movimento. É transformar algo sublime em outra substância sublime. Uma aula de cinema.

rodrigonsouza
Rodrigo Noé de Souza
2 meses atrás

Pode-se dizer que, qualquer um tenha uma paixão platônica, seja com mulher, homem, ou homoafetivo. Às vezes, a obsessão por essa pessoa possa ser prejudicial por quem está apaixonado.

Baseado no romance de Thomas Mann, Morte em Veneza foi dirigido por Luchino Visconti. A história conta a viagem do compositor Gustav von Aschrnbach (Dirk Bogarde) para Veneza, para se aprimorar no concerto. Em uma de suas andanças, ele desenvolve uma atração perturbadora por Tadzio (Björn Andrésen), um adolescente da nobreza poloneza, que fazia turismo com a família.

À medida que essa paixão aumentava, ele ficava mais perturbado. Se fosse hoje em dia, ele seria um Stalker, e, com certeza, seria preso. Mas, era o século XIX.

Segundo o Rotten Tomatoes, teve aprovação de 71%. Em 2018, foi selecionado para ser exibido na seção Clássicos de Veneza no 75º Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Em 2021, a Juno Films lançou o documentário The Most BeautifulbBoy In The World, em que Björn Andrésen revela que sofreu 4bVs0 por meio do elenco, da equipe e dos fãs do filme, num retrato perturbador sobre p3d0f1l14.

Mesmo assim, o filme foi indicado por melhor figurino no Oscar 1972. No BAFTA, ganhou trilha sonora, cinematografia, figurino e design de produção. Em Cannes, ganhou o prêmio 25º Aniversário do festival.

amandagambini
Amanda Gambini
2 meses atrás

um Lolita homossexual e pra lá de melancólico

almatorturada
Alma Torturada
½
10 meses atrás

Resolvi ver por causa da morte do Björn Andrésen, mas convenhamos que é um porre, praticamente um filme de um

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

stalker pirado, pelo menos ele morre e deixa o guri em paz!

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½
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Elenco de Morte em Veneza

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Dirk Bogarde 6 74

Dirk Bogarde

(Gustav von Aschenbach)
Silvana Mangano 12 117

Silvana Mangano

(Tadzio's mother)
Antonio Appicella 0 0

Antonio Appicella

(Vagrant)
Björn Andrésen 6 22

Björn Andrésen

(Tadzio)
Bruno Boschetti 0 0

Bruno Boschetti

(Train station employee)
Carole André 0 3

Carole André

(Carole Andre)

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