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Data de lançamento
26 Junho 2009Duração
A pequena Anna não é doente, mas bem que poderia estar. Por treze anos, ela foi submetida a inúmeras consultas médicas, cirurgias e transfusões para que sua irmã mais velha Kate pudesse, de alguma forma, lutar contra a leucemia que a atingiu ainda na infância. Anna foi concebida para que sua medula óssea prorrogasse os anos de vida de Kate, papel que ela nunca contestou... até agora. Tal como a maioria dos adolescentes, ela está começando a questionar quem ela realmente é. Mas, ao contrário da maioria, ela sempre teve sua vida definida de acordo com as necessidades da irmã. Então, Anna toma uma decisão que seria impensável, uma atitude que irá abalar sua família e talvez tenha terríveis consequências para a irmã que ela tanto ama.
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Uma Prova de Amor. Direção Nick Cassavetes. Filme emocionante, o espectador fica dividido entre a razão da Anne (Abigail Breslin) que já não aguenta mais fazer doação para sua irmã e quer ter controle sobre seu próprio corpo ou a mãe que quer salvar a filha mais velha. É um filme para refletir sobre qual das duas é mais egoísta a mãe ou a filha. Filme bom, com desenvolvimento que prende atenção. Gostei da trama, diferente e emcionante.
MY SISTER'S KEEPER
Direção: Nick Cassavetes
Ano: 2009
Assistido em: 13/06/2026
Existem histórias que acontecem neste mundo que fazem você se perguntar o que faria no lugar daquelas pessoas. São situações tão complexas que é impossível julgar o comportamento dos outros. E aí que entra a mágica do cinema, porque, diferentemente da vida real, personagens nós podemos julgar sem culpa e sem peso na consciência. E, com esta obra, eu pude rever algo que foi muito comum na minha vida por muito tempo: o quão egoísta o ser humano consegue ser. Por uma década, eu trabalhei em hospitais e vi muito isso: pessoas que, muitas vezes, colocam seu amor acima do bem-estar daqueles que dizem amar.
Anna Fitzgerald cresceu sabendo que sua vida sempre esteve ligada à da irmã mais velha, Kate, diagnosticada com leucemia ainda na infância. Ao longo dos anos, ela foi submetida a diversos procedimentos médicos para ajudar no tratamento da irmã, atendendo às decisões dos pais sem questionamentos. Quando uma nova intervenção é exigida, Anna decide tomar uma atitude que abala toda a família, desencadeando conflitos que não tem mais retorno.
A situação do filme é delicadíssima. Você não pode condenar uma mãe que faz o possível para salvar uma filha. Entretanto, as escolhas de Sara foram todas muito questionáveis. Ela teve Anna com a única intenção de salvar Kate. Ela não pensou nos sentimentos que essa nova criança teria, não pensou em como Anna iria reagir; pensou unicamente em salvar a vida de Kate. O que ela e Brian submetem uma criança tão pequena a enfrentar, com operações e procedimentos sem que ela tenha qualquer escolha, é algo muito grave, muito sério. Mas a maior vítima disso tudo é a própria Kate.
Sara não consegue aceitar que sua filha perdeu a batalha contra o câncer. Ela praticamente já estava morta, fraca, sem a menor condição de viver. Mesmo assim, ela iria submeter Anna a uma vida completamente difícil à toa, já que, nitidamente, Kate não queria sobreviver, não queria mais lutar. E foi esse ponto que me fez lembrar dos meus anos de hospital, onde vi inúmeros familiares insistindo em tratamentos para pacientes que claramente já tinham decidido partir. É aí que entra a questão do egoísmo. O amor de Sara por Kate era tão grande que ela queria a filha ao seu lado a qualquer custo, sem nem sequer perceber que estava destruindo a própria família. Na vida real, Sara dificilmente seria tratada com tanto carinho quanto é aqui. A família provavelmente estaria completamente despedaçada.
Agora, deixando de lado as questões éticas e focando na produção, My Sister's Keeper é daqueles dramas feitos para emocionar, para fazer você desabar em lágrimas. Infelizmente, ele não consegue isso, e acredito que seja por conta das próprias escolhas do roteiro e da direção de Nick Cassavetes. O filme quer contar mil histórias ao mesmo tempo. Quer falar da vida de Kate, quer falar de Anna, quer falar da vida de Jesse, quer falar de tudo e, ao mesmo tempo, não se concentra em nada. A parte mais interessante da narrativa é a batalha judicial de Anna tentando conquistar sua emancipação de Sara e Brian, e isso só aparece de forma superficial porque a obra está desesperadamente tentando arrancar lágrimas com cenas de hospital.
Sobre o elenco, Abigail Breslin é uma excelente atriz (inclusive, ela era muito melhor quando criança e adolescente do que é hoje em dia), e aqui dá um verdadeiro show. O problema é que Cameron Diaz não está no mesmo nível dela. Diaz sempre foi uma atriz de ação e comédia, mas não sustenta drama, simplesmente não dá conta. Isso já estava provado na época, mas o diretor quis pagar para ver. Quem deveria ter muito mais tempo de tela é Alec Baldwin e Joan Cusack. Ambos estão ótimos e passam muito mais força dramática em cena do que Diaz e Jason Patric, que deveriam carregar uma carga emocional enorme ao longo da história.
O restante do longa é aquele mais do mesmo dos dramas que querem passar uma mensagem de superação e de que a vida segue em frente. Edição, montagem e trilha sonora são protocolares ao extremo. É tudo muito básico, sem qualquer inovação. Inclusive, eu diria que o maior problema do filme é justamente a montagem, porque ela deveria cortar boa parte das cenas inúteis de hospital e das intermináveis voltas ao passado da família, focando nas cenas do tribunal. Aliás, a montagem é um problema tão grande que a linha temporal vira uma confusão dos diabos. Tem momentos em que você pensa estar vendo o passado e está no presente; em outros, acredita estar no presente e, de repente, voltou para o passado.
My Sister's Keeper é daqueles dramas feitos para atingir pessoas emocionalmente frágeis, que se impressionam com qualquer coisinha. É uma história interessante? Sim. Mas ela é minada pelo próprio roteiro. Em vez de focar na parte mais interessante e original, uma criança de 11 anos processando os pais para não ser obrigada a ser mutilada em nome da sobrevivência de uma irmã que já não tem mais chances reais de recuperação, a produção prefere ficar no dramazinho de sempre. E aí está o problema. Quando você aposta no mesmo, perde a oportunidade de explorar o diferente, e tudo acaba se tornando comum. Dito tudo isso, o filme é ruim? Não, longe disso. Não é ruim. Só poderia ter sido excelente e acabou se contentando em ser apenas ordinário.
que atuação impecável da atriz que fez a kate, simplesmente maravilhosa ❤️
Melodrama interessante por trazer reflexões sobre questões bioéticas e dilemas jurídicos envolvendo doação de órgãos entre membros da família. Todo contexto dramático é bem conectado com a parte do tribunal dando um equilíbrio correto ao filme no geral.
As atuações infantis da Sofia Vassilieva como a irmã doente e da Abigail Breslin como a Anna são muito convincentes, mostrando todo o processo doloroso da situação sem cair tanto no exagero melodramático. A Cameron Diaz também se saiu bem e surpreendeu em um papel dramático fora de sua zona de conforto das comédias românticas.
O diferencial do filme é discutir uma questão que talvez nunca tenha sido mostrada no cinema, retratando o conceito de "bebês projetados" que já nascem com a obrigação de ter seu corpo usado como se fosse um depósito de peças de reposição para outro membro da família, sem ter o direito de poder questionar isto.
A direção evita tomar um posicionamento sobre o certo ou errado e deixa esse julgamento para o público. E mesmo se colocando no lugar de cada personagem é difícil imaginar qual seria uma atitude ideal neste contexto. A mãe foi egoísta em ir até as últimas consequências pra salvar uma filha sem ter tanta empatia pela outra? Ou a doadora deveria aceitar sua condição e se considerar privilegiada ter nascido com este propósito?
No final o plot twist simplifica as coisas, esclarecendo que a recusa da Anna em ajudar a irmã doente não era egoísmo e sim um acordo entre elas para não prolongar inutilmente o tratamento (e sofrimento). Isso por um lado ameniza o dilema da família mas também prejudica o debate ético e jurídico que o filme construiu desde o início...
Curiosidades: Originalmente, as irmãs Dakota Fanning e Elle Fanning foram escaladas para interpretar Kate e Anna, respectivamente. No entanto, Dakota se recusou terminantemente a raspar a cabeça de verdade para o papel de Kate (já que ela tinha outros projetos em andamento). Diante da recusa, a produção decidiu substituí-las por Sofia Vassilieva (que raspou o cabelo de verdade e as sobrancelhas para o papel) e Abigail Breslin.
Por outro lado Cameron Diaz não raspou o cabelo de verdade. A equipe de maquiagem utilizou uma técnica extremamente realista de "careca falsa".
A escritora do livro que inspirou o filme criticou a mudança de final. No desfecho original o advogado Campbell Alexander ganha o caso e o juiz concede a Anna a emancipação médica com o advogado se tornando o responsável legal por tomar decisões médicas por ela. Ao saírem do tribunal comemorando a vitória legal, o carro do advogado (onde Anna também está no banco do passageiro) é violentamente atingido por um caminhão. Anna sofre morte cerebral instantânea e o advogado autoriza os médicos a doarem o rim de Anna para salvar Kate. O transplante de rim é realizado com sucesso e o sacrifício involuntário de Anna funciona com Kate sobrevivendo ao câncer e se culpando por sua irmã ter morrido para ela poder viver.
esse filme é de um mau gosto sem precedentes, completamente apelativo, com a necessidade excessiva de melodramatizar cada cena da forma mais brega e clichê possivel, o desenvolvimento dos personagens é pífio e todo o filme parece uma colagem de novela mexicana