Dirigido por
Duração
Um grupo de mercenários é recrutado para viajar pelo território inimigo durante a guerra do Vietnam com a missão de detonar um depósito de armas. Lucky Legs aceita liderar o grupo em troca de poder levar seu filho para os Estados Unidos. O pai racista da criança também faz parte do grupo.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Para mim o melhor filme de Samuel Fuller é o derradeiro de sua carreira, O Cão Branco, 1982. Mas, poder ver seus trabalhados anteriores a finalização de sua filmografia é deveras interessante. Descobri por acaso este filme sobre guerra, dramas, buscas e ideologias fez ser uma boa descoberta. O elenco está ótimo e a participação de coadjuvante de Nat King Colle foi realmente muito boa (assim como a canção-tema cantada ternamente no final). Numa revisão futura tenderá a crescer.
Samuel Fuller foi um dos cineastas mais iconoclastas de Hollywood. Não tinha medo de esfregar o racismo da sociedade americana em seus filmes.
Filme bastante problemático do Fuller.
Consigo reconhecer toda a beleza técnica e criativa do diretor, porém para engolir o roteiro é preciso aceitar a ideologia torpe norte americana que justificou o massacre de vietnamitas na guerra do Vietnã.
Acompanhamos um grupo de mercenários dispostos a tudo e a todas as atrocidades para combater o comunismo, "o grande mal da humanidade" segundo a visão destes. Angie Dickinson, lindíssima, faz Lucky Legs, uma espiã a serviço dos norte americanos, capaz de trair a confiança do seu próprio povo por uma chance de ter uma vida confortável para seu filho vietnamita nos EUA. O pai da criança (o herói do filme) é um mercenário ianque racista que se recusa a crer que uma criança de olhos puxados seja seu filho. Ambos protagonizam uma cena romântica desprezível (que por muito pouco não termina na cama) após matar um soldado inimigo em um posto de observação e lançar seu corpo pela janela, enquanto seus companheiros esperam do lado de fora. Me lembrou muito uma cena de "Bacurau" quando americanos psicopatas transam alucinadamente após uma chacina enquanto seus companheiros espionam por um drone.
Lee Van Cleef de general vietnamita é a cereja do bolo racista que é este filme, onde todos os "chinas" parecem imbecis.
Nat King Cole e sua voz, numa musica lindíssima, são um alento nesse imbróglio conservador.
Filme de Guerra dirigido pelo mestre Fuller é garantia de ótimas cenas de ação,suspense,crítica à preconceitos em geral e ao Socialismo.Enquanto tolos hoje pagam de "progressistas",Fuller já fazia isso de forma orgânica a muito tempo.Se bem que
o protagonista aceitando o filho que antes rejeitava pareceu forçado
Adentrei a situação bastante desconfiado, quase induzidamente irritado, visto que soube de antemão de sua verve extremamente anticomunista. Não obstante isso confirmar-se em narração, não é referendado pela 'mise-en-scène' em si: elenco magnífico, canção-tema soberba, roteiro repleto de ramificações discursivas e plangentes, encenação camerística, em cenários centrípetos, apesar das mazelas generalizadas da guerra. Por mais que tenham acusado o filme de filiar-se ao conservadorismo político estadunidense da época, o desenvolvimento do roteiro oferece pontos de vistas diversificados, com 'flashbacks' verbais de primeiríssima grandeza por parte de personagens com passados e presentes mui dramáticos. Nat King Cole está ótimo como coadjuvante, e a direção de arte é esplêndida! (WPC>)