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Data de lançamento
9 Julho 2004Duração
Em plena década de 70, Ron Burgundy (Will Ferrell) é um dos mais famosos âncoras de telejornais de San Diego. Ele trabalha ao lado de Veronica (Christina Applegate), que fica apenas com matérias relacionadas à cozinha e de interesse feminino. Querendo mais espaço, Veronica passa a duelar com Ron e os dois iniciam uma verdadeira guerra nos bastidores sobre quem deve ser o principal âncora do telejornal.
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06.08.2009
17.03.2006
Tão mais bobo e muito mais sexista quanto o 2 que vi primeiro. kkk
Dei uma risada aos 48 minutos de filme, que filme ruim
ANCHORMAN: THE LEGEND OF RON BURGUNDY
Direção: Adam McKay
Ano: 2004
Assistido em: 24/03/2025
É extremamente raro eu assistir a um filme sem saber nada sobre ele. Não é comum nem eu procurar algo para assistir; geralmente, sempre sei com antecedência o que quero ver, pois tenho uma lista gigantesca de títulos esperando sua oportunidade. Mas, como estava com pouco tempo, resolvi procurar algo curto e leve para ver na Netflix. Então, encontrei O Âncora, que eu conhecia apenas de nome, mas nunca tive interesse de saber sobre o que se tratava. Enfim, o ponto é que, quando vi o elenco envolvido, repleto de grandes nomes do cinema, decidi dar uma chance. Só não imaginava que seria uma das piores experiências que eu teria assistindo a um filme nos últimos tempos.
Na década de 1970, Ron Burgundy, é um âncora de notícias egocêntrico e arrogante em San Diego. Quando uma mulher ambiciosa, Veronica Corningstone, começa a trabalhar na mesma emissora, Ron vê sua posição ameaçada, e um conflito se desenvolve entre os dois.
Por Deus, que coisa horrível! Quem foi que escreveu isso, minha gente? O roteiro não tem graça alguma. Os personagens são arquétipos, tentando fazer piada com a comédia dos programas jornalísticos dos anos 70, das condições de trabalho, enfim… Mas é uma crítica, uma sátira, que não te faz rir. É apenas uma piada mal contada. O personagem principal é intencionalmente desprezível, deveria ser daqueles que, de tão detestáveis, se tornam divertidos, mas isso não acontece. Você fica esperando a piada, mas ela nunca vem. Por consequência, tudo se torna cansativo e irritante, mesmo com a duração de uma hora e meia.
Eu fiquei esperando a história começar, mas ela nunca começou, tudo não passa de um sketch seguido do outro, com o posterior sempre dobrado a ruindade do anterior. Não sou lá muito fã de Will Ferrell, mas já vi produções com ele em que ele conseguiu ser divertido, mas para isso, ele depende de um bom roteiro, o que, obviamente, não tivemos aqui em nenhum momento. Além disso, temos um verdadeiro desfile de talentos: Steve Carell, Paul Rudd, Jack Black, mas nem o carisma combinado deles consegue salvar seus personagens, que são totalmente sem graça. Honestamente, fiquei o tempo todo me perguntando o que esse pessoal foi fazer nessa furada.
Esse filme foi dirigido por Adam McKay em 2004, e ele foi muito inteligente ao dar uma grande guinada na sua carreira. A partir da década de 2010, ele passou a trabalhar com temas mais interessantes, entregando comédias que verdadeiramente fazem sátiras engraçadas, como The Big Short (2015) e Don’t Look Up (2021), ambos aclamados pela crítica. Infelizmente, o produtor do filme, Judd Apatow, continua até hoje fazendo as mesmas comédias sem graça de sempre.
O mais impressionante para mim foi ver que esse filme conseguiu uma sequência em 2013 e que ela foi muito bem-sucedida, arrecadando uma boa quantia de dinheiro. A minha grande pergunta é: como alguém conseguiu achar isso engraçado a ponto de justificar uma sequência? Talvez eu não tenha o intelecto necessário para entender o humor apresentado, ou talvez ele seja apenas idiota demais e eu não tenha o desprendimento necessário para curtir. Mas, independentemente disso, espero esquecer um dia que assisti a essa bomba e passarei bem longe de qualquer possibilidade de reassistir isso.