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Data de lançamento
26 Julho 1985Duração
Em uma prisão na América do Sul, dois prisioneiros dividem a mesma cela. Um é homossexual e está preso por comportamento imoral e o outro é um prisioneiro político. O primeiro, para fugir da triste realidade que o cerca, inventa filmes cheios de mistério e romance, mas o outro tenta se manter o mais politizado possível em relação ao momento que vive. Mas esta convivência faz com que os dois homens se compreendam e se respeitem.
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O BEIJO DA MULHER ARANHA, foi uma daqueles filmes que sempre ouvi falar, num a assisti, e demorei décadas e mais décadas sem conferir. Hoje dei a chance de finalmente assisti- lo. Surpreendentemente (as vezes o Oscar nos surpreende, levando em conta que o júri da academia sempre foi conservador) deu o prêmio de melhor ator para William Hurt num papel de LGBTQIAPN+ numa atuação diferente do que já tinha feito. O melhor em atuação deste filme ao lado de Raul Julia, parceiro em cena, que apesar de muitos diálogos e monólogos, entre os dois, tornando, as vezes cansativo, funciona pelas atuações de ambos. Já Sonia Braga não está bem, atuação inexpressiva, com pouca interação e diálogos. Não curti também, o clima geral do filme, a interação do elenco de atores brasileiros e seu desfecho com muitos estereótipos de marginalização (embora o filme retrata o contexto da época). Este filme de Hector Babenco, talvez seja mais lembrado por ter sido premiado pela atuação de William Hurt. Para mim não foi um grande filme.
esse filme tem brasilofobia: evita falar o nome do brasil a todo custo. você vê fachadas de lojas em português brasileiro, vê atores brasileiros em todo lugar, ouve música brasileira nas cenas de ruas... mas o filme se passa "em algum lugar na américa do sul". sim, babenco, você rotineiramente encontra gente tocando forró nas escadarias das igrejas da bolívia, babenco...
Molina protagonista!
Interessante que em “Pixote -A Lei do Mais Fraco”, Hector Babenco fez a travesti Lilica soltar a marcante frase : “O que pode esperar uma bicha da vida?”, e aqui o gay prisioneiro Molina se lamenta com uma frase muito parecida, “O que esperar da minha vida lá fora?”.
Mais um filme trágico de Hector Babenco que desperta emoções profundas na plateia.
Como demorei tanto pra ver esse clássico? Espetacular! Revolução e romance se unem nos filmes. Ou melhor, nas memórias sobre os filmes. Pra mim, o melhor filme do gigante Hector Babenco
Quando a gente cria um filme na nossa cabeça, tão palpável que toma isso como verdade, a chance de nos desapontar é grande.
Na verdade, não foi o que aconteceu aqui — pelo menos, não por inteiro.
Quando li a sinopse e alguns artigos, imaginei outro tipo de filme na questão da metalinguagem. Esperava mais de um filme vindo da mente de Molina, com criações inteiramente suas, etc. O que não ocorreu.
Mas tudo bem, ainda assim, é um ótimo filme. Se contarmos que foi produzido no Brasil entre 1984-85 e concorreu a quatro Oscars (ainda que a produção tenha sido norte-americana), foi uma grande vitória.
Filme sensível, com mais de uma pauta a ser debatida, mas a que mais me tocou foi a importância da ficção, da arte e da imaginação para fugirmos, mesmo que por alguns minutos ou horas, da brutalidade da vida cotidiana.