Dirigido por
Duração
Paul Javal é um roteirista que vai a Roma para trabalhar em uma adaptação da obra A Odisséia, que contará com a direção do cineasta alemão Fritz Lang. Enquanto decide os últimos detalhes para aceitar o trabalho, sua relação com a esposa, Camille, começa a desabar, em um jogo de paixão, ciúmes e desprezo.
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A história não tem nada demais além do carisma dos seus atores sendo apenas bom, com poucas surpresas tirando o final.
Uma aula de cinema. Direção poderosíssima, com uma fotografia linda e um elenco dando um espetáculo a cada cena. O drama do roteiro é bem desenvolvido, sem exagerar na carga, conseguindo manter o espectador fisgado e deslumbrado com tudo que passa em tela. Sem dúvidas um dos grandes filmes do Godard. Obrigatório para quem quer aprofundar na filmografia do diretor.
**** (Ótimo)
Na história existe uma tensão sobre os personagens e o filme dentro do filme: uma tensão que varia entre o artístico e o vulgar comercial. Essa tensão se estende para o filme que estamos vendo, eu tava achando meio pedante demais a enxurrada de referência literária mas em um certo ponto o próprio godard tira sarro disso. Você já tentou fazer paralelos da sua vida com a grandes histórias, mesmo que a sua vida seja um tanto mais vulgar e anticlimatica. Pessoas morrem em acidentes, casais acabam, quem se importa?
A cena de nudez inicial foi exigida pelo produtor e gravada posteriormente. Godard entrega então uma cena de nudez nada apelativa, contrariando a intensão clara de sexualizar a atriz. O cara era pica. A movimentação de câmera nesse filme é uma delícia, os cenários são incriveis e tem uma das melhores cenas de DR que eu já vi.
A morte de um relacionamento como a morte do cinema em si
O cinema como aparelho ideológico das transgressões humanas. Manter
relacionamentos fadados ao fracasso, em que as inúmeras tentativas de revitalização acabam deturpando o que já foi bom; as lembranças, resquícios de uma saudosa memória que já não corresponde à realidade, por mais bela e genuína que tenha sido outrora. Quantas vezes nos pegamos lembrando de algo do passado que um dia foi bom, mas que, por algum motivo, atrelou-se a algo que machuca, corrói… aquele dissabor dicotômico entre reviver e repassar tudo que aconteceu, revelando verdades ocultas que resvalam às nuances humanas e às emoções compartilhadas com outrem, o privilégio e a amargura intrínsecos à alteridade, ao estar suscetível a experienciar as sensações humanas a todo fervor, por completo e livre de amarras sociais que, por vezes, aprisionam e limitam. A profusão de imagens semiotizadas à atemporalidade intrínseca à arte, trazendo à tona temáticas como relações humanas, ideologias postas sob a ótica do cinema e as ambiguidades do texto, evidenciadas sob signos que realçam a sutileza e a decupagem estilística cinematográfica.
E nossa, como a Itália 🇮🇹 é linda!
- mesmo sendo apenas pano de fundo, muito bom ver filmes sobre fazer filmes, e tem a participação do fritz lang!
- godard mitando na direção, na cena da DR no apartamento sempre coloca algum elemento entre os protagonistas
- macho se fazendo de bobo, claro que ele sabia o que tinha feito, otário
- não esperava aquele final. tenso