Dirigido por
Data de lançamento
14 Julho 1978Duração
Um entomologista comanda uma força-tarefa que tenta deter o avanço de abelhas assassinas, que vieram da África (ou Brasil) sendo mais fortes, resistentes e imunes para os pesticidas. Três ferroadas matam um adulto. Enquanto não se acha uma solução, o número de vítimas aumenta assustadoramente.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Filme que se arrasta por longas 2h30 de duração, trazendo não só o drama dos cientistas tentando combater um enxame de abelhas assassinas, mas também dramas secundários e sem muita importância, responsáveis apenas para estender o filme por mais tempo que devia. O visual do enxame é bem elaborado e tem cenas memoráveis, como a cena do trem, a melhor parte do filme; o resto se torna esquecível assim que o filme termina. Valeu a pena conhecer por ser o primeiro filme de abelhas assassinas que eu vejo; abelhas essas que derrubam jatos e trens, mas não uma lata de lixo cobrindo um moleque!
• YouTube
*Dica: Morcegos (1999)
Caine, Widmar e Ross brilham nesse suspense científico com fundo catastrófico-ambientalista. A tensão se mantém até o final. A desgraça bate forte na trama, levando à desesperança até a saída original que encaminha à glória, mesmo manchada pelas milhares de mortes. Um bom filme,
Ame as abelhas. Respeite as abelhas. Mas pense duas vezes antes de declarar guerra total a elas. The Swarm (1978) é o tipo de filme que transforma um inseto em nação inimiga, um entomologista em estrategista militar e uma ferroada em catástrofe nuclear. Num impulso pós-Tubarão, Hollywood resolveu testar se o terror podia vir também do ar — e não das profundezas. A resposta veio em forma de épico desgovernado, onde o verdadeiro desastre talvez não seja o ataque… mas o tom.
Michael Caine lidera a resistência como um cientista que previu a invasão das abelhas assassinas e, claro, foi ignorado. O enredo se estica como uma colmeia hipertrofiada: cientistas, militares, debates sobre antídotos, testes em laboratórios, acidentes de trem, explosões nucleares, romances na terceira idade e até uma criança traumatizada. O que poderia ser uma história contida e angustiante se transforma num tratado sobre guerra biológica com insetos voadores. E tudo isso tratado com a solenidade de uma reunião na ONU.
A produção é vistosa — e não economiza. Há bases militares, cidades evacuadas, trens em chamas e salas de situação que parecem retiradas de um thriller político. Mas quanto mais o filme tenta convencer da gravidade da ameaça, mais se aproxima da paródia. As abelhas são filmadas como exércitos aéreos; o plano final para derrotá-las envolve som, fogo e um nível de dramatização digno de Shakespeare com colmeia. Há até delírios visuais, como abelhas gigantes em alucinações — o que talvez diga mais sobre o público da época do que sobre os insetos em si.
Ainda assim, The Swarm tem seu charme retrô. O elenco é de peso, os cenários são bem construídos, e há um fascínio quase ingênuo na tentativa de tratar abelhas como se fossem mísseis teleguiados com ferrões. É um filme que acredita piamente em sua proposta — mesmo quando o espectador já está se perguntando se não teria sido mais interessante seguir uma família comum tentando sobreviver com velas de citronela e telas nas janelas. Às vezes, menos é mais. E menos abelhas talvez fosse mais tensão.
No fim das contas, The Swarm voa alto demais, sem saber direito onde pousar. Não é exatamente um desastre por causa das abelhas — mas pela insistência em tratá-las como o maior inimigo da humanidade desde o meteoro dos dinossauros. Se há algo que esse filme prova, é que nem todo inseto merece um blockbuster — e que até as abelhas têm limite para serem levadas a sério.
Assistido ontem (03/02/2025) esse filme catástofre onde os animais como insetos, abelhas, cobras e aranhas faziam sucessos na década de 70. E esse provavelmente foi o último da década.
Na década de 1970, Irwin Allen teve uma série de sucessos usando a mesma fórmula. Ele contratava um grupo de atores de primeira linha para aparecer em seus filmes como “estrelas convidadas” e depois os colocava no meio de algum desastre, como um terremoto, naufrágio ou um incêndio gigantesco. Embora esses filmes fossem bem bobos e sem sentido, eles renderam muito dinheiro.
Os efeitos são antiquados e a experiência de assistir a esse filme foi muitas vezes risível (especialmente as alucinações das abelhas gigantes) Muito longo (deveria ter no máximo 90 minutos), com subtramas que nunca deveriam ter sido adicionadas como um triângulo amoroso geriátrico.
O elenco carrega nomes de peso como Henry Fonda, Michael Caine, Olivia de Havilland, Richard Chamberlain e Henry Fonda, mas aparentemente direcionados para uma atuação drasticamente exagerada.
"O Enxame" é um erro grotesco em todos os sentidos. Nada mais é que um filme B, do pior calibre, só que feito com uma fortuna, pencas de abelhas (22 milhões segundo a produção, para ser mais exato) e atores consagrados. Só que ele não é divertido como a maioria dos filmes B, que nos conquistam por sua tosquice. Talvez fosse menor envolvesse mais. Mas é longo, e chato!
A ideia do filme é boa, mas acabam levando a situação para um nível muito alto e o diretor não consegue conter, ainda mais que o roteiro é um pouco lento para se desenrolar. Certamente com um polimento melhor, uma duração mais enxugada, um roteiro dinâmico e atuações melhores do elenco principal, O Enxame conseguiria alcançar um patamar de filme além de bom.
*** (Bom)