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Data de lançamento
30 Ago. 2012Duração
A trama conta a vida de Richard Kuklinski, conhecido como The Iceman (O Homem de Gelo), um famoso assassino que trabalhou para a máfia. Ele recebeu esse apelido por congelar os corpos de algumas vítimas para despistar a polícia sobre quando o crime havia sido cometido.
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Gostei... Vi um documentário no ID e o filme retrata muito bem a história real.
Muito bom
Zzzzzzzzzzzzz, DORMI
THE ICEMAN
Direção: Ariel Vromen
Ano: 2012
Assistido em: 21/08/2022
Sou assumidamente fã de cinebiografias, adoro ver as versões fantasiosas de Hollywood e em seguida buscar saber como as coisas aconteceram de fato. Mas tenho total ciência que nem toda boa história rende bons filmes, aqui, por exemplo, temos a vida de um cara que trabalhava como matador de aluguel para máfia, e que ficou famoso por seus métodos de trabalho. Uma receita ideal para render um filmaço não é mesmo?! Não mesmo!!
Richard Kuklinski, aparentemente um homem comum, que leva uma vida sem muitas atribulações ao lado de sua família, mas como já dizia o ditado “de perto, ninguém é normal!”, e por detrás dessa fachada de homem belo, recatado e do lar, cristão e conservador, existe um ser cruel e extremamente violento. Como o próprio define, ele não se importa com nada e nem com ninguém além de sua esposa e filhas, logo ele não vê problema algum em aceitar um emprego bem incomum: matador.
A história até que é boa, mas a execução é terrível, o filme não tem ritmo e nem cadencia, é confuso, em momento algum prende, ou desperta o desejo de saber pra onde aquilo tudo estava indo, e olha que existiam bons elementos nessa receita, como por exemplo, a máfia italiana, mas nem isso ajuda a fazer com que as coisas fiquem mais fluidas e naturais. Mesmo sendo relativamente curto, a sensação que ficou é que o tudo estava se arrastando, e demorando mais do que deveria.
Michael Shannon entrega uma atuação bastante sólida e competente, é fácil acreditar que ele é esse homem frio e violento. Chris Evans por sua vez está irreconhecível, nem dá pra perceber que era ele debaixo daquela maquiagem e figurino extravagante. Winona Ryder e o saudoso Ray Liotta aparecem brevemente e não tem muito espaço para provar seus talentos, mas se garantem no pouco que recebem.
Fazendo um trocadilho infame, “The Iceman” é gelado demais, tudo bem que estamos contando a história de um matador implacável, mas acredito que havia maneiras menos insossas de traspor isso para as telas do cinema. Talvez Ariel Vromen não tenha sido a melhor escolha para trabalhar nesse filme, faltou um pouco de maturidade para lidar com esse tipo de tema, quem sabe nas mãos de um Scorsese, De Palma ou Tarantino da vida o resultado alcançado teria sido diferente, mas jamais saberemos.
Apenas ok e olhe lá.